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    Wiki vs. Blog vs. Intelectualidade brasileira

    Não é despeito. Nem me acho o “demolidor”.

    Dito isso leia a notícia de hoje da Folha de S.Paulo – “Empresas usam conceito “wiki” de criação coletiva para inovar“.

    Desde quando você, leitor do Blog Corporativo, já sabia disso? Na verdade a chamada era pra falar do livro Wikinomics. Olha só o pedaço mais inspirador da reportagem:

    Em vez de se limitar a seu grupo de funcionários, nomes como Boeing e Procter & Gamble buscam inovação em âmbito global, o que eleva a rapidez e o espectro das descobertas.

    Só porque o gringo vai vir ao Brasil participar de uma conferência e seu livro foi traduzido para o português. E está lá: a vanglória da sabedoria gringa! Ou como diria Marquinhos: “Os americanos são muuuuito melhores

    Quantos de vocês, meus caros leitores, já leram os “Sete hábitos das pessoas altamente eficazes“? E quantos de vocês já leram “Transformando Suor em Ouro” do nosso treinador de vôlei Bernardinho? 10 pra 1? 1000 pra 1? 1 milhão pra 1?

    O treinador conseguiu ser campeão em mais de uma geração de jogadores. Vocês não acham que ele tem algo para ensinar? Agora… quem foi Stephen Covey? Um molestador de famílias?

    Precisamos valorizar o profissional e a intelectualidade brasileira. Isso é muito sério.



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    2 Comentários Feed dos comentários »

    • Fábio,

      A nacionalidade de uma pessoa não faz dela uma pessoa melhor ou pior. Você tem toda razão em falar que o brasileiro favorece o estrangeiro. Domingo, em uma mesa com quatro estrangeiros, chegamos a um acordo que ser estrangeiro no Brasil é quase uma vantagem competitiva. Nós temos o hábito de achar que o que vem de fora é melhor, e em particular que só uma coisa por ser americana é *imediatamente* melhor.

      No seu caso, por exemplo, o seu livro é melhor e mais atualizado que livros gringos – além de mais contextualizado com a nossa realidade.

      O que temos que evitar é ter uma atitude reversa, que também não resolve, ou seja: achar que tudo o que é americano é *imediatamente* ruim e tudo o que é brasileiro é *imediatamente* bom.

      Precisamos valorizar a intelectualidade, sem bairrismos. Quem precisa evoluir é o ser humano. E o brasileiro e o americano fazem parte desta categoria.

      Abraços e parabéns!

      Silvio Eberardo

      Responder esse comentário

    • Rodrigo Prior disse:

      Uma das maiores frustrações que tenho é exatamente essa. A falta de reconhecimento do trabalho sério de profissionais brasileiros por parte de nossos próprios estudantes, mercado e veículos formadores de opinião.

      Abraços,
      Rodrigo.

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