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    Transgressão da formalidade

    28 abril 2008

    Há duas semanas vi na Revista Exame (na última página da revista) uma entrevista com Randy Tinseth, o vice-presidente de marketing da Boeing, sobre o uso do blog corporativo. A Boeing já é veterana no assunto e a entrevista, apesar de curta, traz algumas dicas e o ponto de vista de um vice-presidente sobre comentários no blog, conteúdo a ser gerado e lições aprendidas.

    Isso só me faz pensar que:

    • Ou os executivos blogueiros elogiam o desempenho dos blogs porque a mídia dá espaço e importância a isso, então explicam como o blog é bom e etc, etc, mas no fundo não estão nem ligando para a ferramenta,
    • Ou os blogs realmente trazem resultados efetivos e todo meu esforço de mostrar os benefícios dos blogs só se confirma ainda mais.

    Acredito na segunda opção.

    Sou defensor do ponto de vista que as empresas ainda são quadradas no que se refere a relacionamento com clientes. Adotei o blog como bandeira não porque é moda, mas porque é bom. Porque é a maneira mais fácil de quebrar o conservadorismo das empresas com algo moderno e conectado com a amplitude e o alcance que a internet proporciona. Blog tem espírito jovem e transgressivo porque quebra formalidades.


    Blog da cerveja – 2a parte

    25 abril 2008

    Ontem o BlueBus divulgou uma matéria do Wall Street Journal sobre o Brew Blog, um blog da cervejaria Miller que costumar apimentar seus posts falando de suas concorrentes.

    Há mais de um ano atrás publiquei um post falando sobre esse blog e sobre como ele era um anti-exemplo (ao menos na época) trazendo posts que mais pareciam press releases do que relatos verdadeiros.

    Aparentemente eles afinaram o instrumento. Só um pouquinho. A maioria dos posts agora são transcrições de notícias, e graça está somente no fato de que estão explicitamente “falando mais ou menos mal” da concorrência. Sempre bom aprender vendo a evolução das coisas. Mesmo se a evolução é curta.


    Por onde você conquista mais clientes?

    24 abril 2008

    A Forrester e a Shop.org lançaram no início deste mês a versão 2008 da pesquisa State of Retailing Online. Nela, o seguinte gráfico foi divulgado:

    Como podemos ver, no mundo do e-Commerce, 35% das vendas foram geradas graças à publicidade em ferramentas de busca (se eu busco melancias e recebo anúncios de melancias como resultado, a chance de venda é grande), e em segundo lugar na escala de geração de novas oportunidades estão as ferramentas de busca com 18% das vendas (se eu busco melancias e recebo links de sites que por ventura vendem melancias).

    Muito bonito. Aí você me pergunta: Poxa Fábio, se os blogs são tão bons para a empresa, por que eles geram menos de 1% de receita?

    Visto que 95 shoppings online foram pesquisados vou descatar o mau uso do blog apesar de acreditar que é improvável que algum deles tenham uma base de leitores fiéis interessados no que quer que seja que esses vendedores estão discutindo. Além disso, um cliente fiel volta para comprar direto na página, e não pelo blog. Nos resta os novos clientes. Como muito provavelmente eles não são leitores desses blogs porque não são clientes, a fonte mais provavel de novos clientes acaba sendo mesmo as ferramentas de busca (os dois primeiros colocados).

    Se pensarmos que o blog ajuda se posicionar melhor nas ferramentas de busca por fatores mais que comprovados, então a pesquisa está incorreta em precisar que 18% das vendas vem de buscas orgânicas sem explicar quais páginas estavam por trás desse resultado da ferramenta de busca.

    Nem vou entrar no mérito de quanto o índice de satisfação do consumidor possa estar sendo influenciado por esses blogs e mantendo os clientes como clientes. É intangível mas existe.


    Maremoto de idéias

    9 abril 2008

    GroundswellGroundswell – Esse é o mais novo livro de dois analistas da Forrester: Charlene Li e Josh Bernoff.

    A Charlene já é bastante conhecida como uma analista que aborda as questões blog e redes sociais de forma eficiente e completa por meio de seus relatórios na Forrester. Cheio de idéias e estudos de caso, o livro certamente irá ajudar as empresas a entenderem como podem explorar a web 2.0 e fazer dinheiro. Como?

    Fácil! O livro tem nada menos que 25 estudos de caso explorando essas novas ferramentas de comunicação e geração de idéias. Não há forma melhor que aprender com casos bem sucedidos do mercado. Isso é o que “melhores práticas” significa.

    Detalhe: ROI de blogs, que será o tema de um novo capítulo na 2a. edição do meu livro também está presente nesse livro!

    Por enquanto não temos versão em português (o livro foi lançado essa semana!). Na Amazon tem.


    Bradesco pensa em Twitter e a imprensa pensa…

    8 abril 2008

    …nas empresas pioneiras!

    No blog da Sandra Carvalho, diretora do Núcleo de Tecnologia da Editora Abril, formado pelas revistas, sites e eventos da marca INFO, encontrei as seguintes notas sobre empresas e web:

    • Há tempos o banco [Bradesco] acompanha os blogs, de ouvido aberto para a sabedoria das multidões.Nada mais natural, agora, que volte a atenção para os microblogs [Twitter].
    • A construtora Tecnisa encerrou 2007 vendendo um apartamento por dia pela web. Este ano, a média já chegou a 1,66 e a meta é atingir duas unidades diárias. A empresa tem um blog sem moderação, uma raridade entre blogs corporativos.

    Não vejo a hora de publicar minha 2a edição do livro com algum estudo de caso realmente brasileiro. Isso é algo que estava longe de acontecer naquela época. Mas nunca é tarde para você, empresa, rever suas prioridades percebendo que a imprensa ADORA falar sobre o assunto web 2.0 e negócios. Só de aparecer na mídia assim você pode estar economizando alguns trocados para um tipo de publicidade interessante.

    Só no site INFO, de acordo com o PubliAbril, o anúncio no site mais barato custa 53 reais por mil impressões (CPM). Como a notícia acima não foi um link nem um banner, só uma menção ao nome da marca, vamos dividir o preço por 5, dando aproximadamente 10 reais de CPM. Com quase 2 milhões de visitantes únicos por mês, vamos estimar que 10% disso leu essa notícia e viu sua marca ao longo de 1 ano. Isso daria 200 mil impressões, o que custaria 2 mil reais.

    Se não errei na matemática isso parece pouco. Mas tomando o exemplo de que eu estou aqui mencionando essa reportagem no meu blog, isso acrescenta valor na idéia. É mais difícil de mensurar mas acho que você já conseguiu imaginar alguma coisa.


    Por que sua empresa deve ter uma política de usos de blog?

    6 abril 2008

    Mesmo se a sua empresa não é blogueira, é importante ter uma política de usos de blogs definida porque seus funcionários podem estar blogando e isso pode gerar sérios problemas. Principalmente se esses funcionários estiverem blogando de forma anônima e comentando assuntos intimamente ligados à sua companhia.

    Peguemos o caso da Cisco que li na BusinessWeek. Ou melhor, de Rick Frenkel, um advogado de patentes da Cisco que por muitos meses manteve um blog pessoal (fora do ar) e anônimo contra contra os “Patent Trolls“. Patent trolls são pessoas ou empresas que compram ou registram patentes e buscam oportunidades de ganho processando empresas que supostamente copiaram a idéia, mas na prática não.

    O fato é que Rick, de forma anônima soltava o verbo contra esse tipo de atitude chegando a envolver nomes de outras empresas e pessoas que atuavam como trolls. Seu blog mexeu com muitas pessoas até que por meio de ameaças ele acabou se revelando no último post. Ainda quando Rick afirma não ter feito o blog com o envolvimento de pessoas de dentro da Cisco, de uma forma ou de outra seu blog poderia ter beneficiado a companhia caso o governo mudasse as leis de patentes graças ao seu apoio anônimo.

    Uma vez revelado a casa caiu pro lado da empresa e dele, e agora ambos respondem por processos de difamação. Seus funcionários podem estar blogando sem você saber. Se for de forma anônima então, pode ser ainda pior. Acho que está na hora de sua empresa reavaliar ou implementar uma política de uso para blogs ou um acordo de sigilo com seus funcionários dentro da empresa dependendo do caso. Acredito que isso pode ser chave para evitar problemas maiores em um momento como o citado acima.


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