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Clipping :: Consumidor Moderno no Varejo – Final Feliz?

23 junho 2010

Final Feliz?

Março/2010

A evolução dos livros em papel para o formato digital é uma história com diversos personagens que ainda está sendo escrita. Não se pode afirmar, entretanto, qual o destino reservado a um dos protagonistas dessa obra: as livrarias

Diariamente, após uma jornada de trabalho por vezes puxada, Marcílio D’Amico Pousada se recosta na cabeceira da cama e se põe a ler. Naquela última semana de fevereiro, o livro da vez era “História do Brasil com Empreendedores”, em que o historiador Jorge Caldeira narra a importância dessa figura para a construção da economia e sociedade nacional desde os tempos de colônia. Pousada também lê no táxi ou em aviões, em viagens de negócios ou não. Por ano, ele devora cerca de 50 livros – em média, um por semana. Seria bem mais fácil se todos os títulos estivessem disponíveis num único lugar: um tablet ou um leitor eletrônico (e-reader), por exemplo. Por ora, ele mantém os de papel.

Pousada é o presidente da rede de livrarias Saraiva, companhia com 95 anos no mercado que dita tendências e se reinventa quando preciso. Foi assim com a abertura da primeira megaloja do gênero no País, em 1996; o lançamento do primeiro site de vendas do Brasil em 1998, que hoje responde por 35% de seu faturamento; e a compra da rival Siciliano, em 2008. Agora, com livros disponíveis em formato eletrônico para download na internet (e-books) e a curiosidade em torno dos e-readers mundo afora, talvez seja a hora de mudar novamente.

Nos Estados Unidos, com um mercado literário que movimenta US$ 25 bilhões ao ano, as vendas de e-books saltaram de US$ 67 milhões em 2007 para US$ 113 milhões no ano passado. A Forrester Research estima que três milhões de aparelhos para ler livros eletrônicos foram vendidos no ano passado nos Estados Unidos.

A ameaça sobre os livros de papel começou a ganhar força com o lançamento do Kindle em 2007 pela gigante do varejo on-line ianque Amazon. Com acesso às redes 3G e Edge, o usuário consegue baixar aproximadamente meio milhão de títulos em formato PDF na loja virtual por um preço médio de US$ 9,99 cada (três vezes menos que os impressos; alguns títulos não saem por mais de US$ 2) e pode ler em qualquer lugar. No ano passado, com um novo modelo capaz de armazenar 3,5 mil obras e a distribuição em mais de cem países, as vendas aumentaram.

O dia 25 de dezembro ficou marcado como o primeiro em que a Amazon vendeu mais e-books que livros impressos. O Kindle não é o único. Sony, Fujitsu, Samsung e outras fabricantes também têm os seus e-readers. No início deste ano, a Apple lançou o iPad – um computador sensível ao toque que permite, além de navegar na internet e ouvir músicas, ler os ebooks. E há uma expectativa do mercado em torno de novidades que podem ser apresentadas pelo Google. Diante disso, as livrarias estariam fadadas ao mesmo destino que tiveram as lojas de CDs e videolocadoras com o advento das músicas e vídeos na internet?

Páginas em branco

Um movimento que se observou ao longo de décadas foi o desaparecimento das livrarias de bairro, menores, e a concentração das grandes redes. Fabio Cipriani, consultor de estratégia de mercado e consumidor da Deloitte, aponta o comércio eletrônico como outro fator que exigiu da Saraiva e da Cultura, por exemplo, oferecer mais que livros. Hoje, é possível ir a uma loja e comprar itens de informática, jogos, assistir a exposições e palestras e até tomar um café.

Com os livros eletrônicos e os leitores digitais feitos para eles não deve ser diferente. Cipriani ressalta que, ao menos no médio prazo, o que deve acontecer é uma divisão entre os formatos, não uma substituição imediata. Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), é categórico: os e-readers de hoje estão longe do que esse mercado virá a ser. Assim como o primeiro carro criado por Henry Ford, ou o videogame Atari em comparação ao Playstation 3 ou XBox de hoje, não são Kindles ou iPads que transformarão o mercado e o hábito das pessoas.

“Quero um livro em que eu possa escrever, compartilhar o conteúdo nas redes sociais e saber o que os outros acham sobre isso também”, diz Meira, que lê dezenas de livros ao mesmo tempo – alguns impressos, muitos digitais. E o cientista profetiza: a mudança estará consolidada quando der para fazer com o digital o que já se fazia com o analógico e um conjunto de outras ações que não eram possíveis anteriormente. E isso não será apenas pelos e-readers, mas, sim, por PCs, laptops e celulares, com uso de tecnologias como realidade aumentada, entre outras.

É um caminho sem volta, mas com grande distância a ser percorrida. Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac no Brasil, chegou com essa visão da viagem que fez recentemente à matriz na França. Lá visitou unidades da rede e viu os cinco modelos de e-readers à venda com uma infinidade de títulos em formato eletrônico. A sucursal daqui também deve começar a vender leitores digitais em breve. Porém o mercado francês é dominado por quatro ou cinco grandes editoras – o que facilita a negociação entre fornecedor e comerciante.

“No Brasil não temos quem concentre uma enorme quantidade de títulos, então o processo vai ser mais complexo”, observa Patrícia. “O próprio Kindle não dá acesso a qualquer conteúdo, só ao que está disponível pela Amazon. Diante do que existe numa livraria real, a virtual é o começo de um processo”, completa.

Cipriani corrobora que um entrave para a massificação dos e-books em português são as editoras. Poucas delas se arriscam a digitalizar seus títulos, com medo de que alguém quebre o código que protege os direitos autorais e pirateie na internet. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente uma ordem de R$ 3,3 bilhões, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), com quase 350 milhões de exemplares produzidos. Por conta disso, em outubro do ano passado a CBL reuniu representantes de três editoras para avaliar as possibilidades e traçar uma estratégia para o setor na era da internet. O objetivo é não ser pego de surpresa, como aconteceu com as gravadoras.

Novo capítulo

Em maio do ano passado, a Saraiva passou a vender e alugar vídeos pela internet. Com os livros digitais, não deve ser diferente. “É uma tendência, não tem como a gente falar que não vai acontecer”, avisa Pousada, que não nega o espaço importante que os e-books devem ocupar. Mesmo assim, o executivo acredita que a substituição se dará numa velocidade diferente como a que ocorreu com o setor fonográfico. Porém substituir o papel pelo eletrônico deve demorar mais tempo.

“Música é instantânea. Já o livro convive por um tempo maior com a pessoa”, diz. Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura, considera esse um mercado “muito incipiente”, sem definição e que precisa ser avaliado. E diz que, mesmo que as editoras optem pelo modelo virtual, nada vai mudar para a livraria, pois serão as detentoras dos títulos que vão ditar os preços.

“Como não existe um padrão, cada um está fazendo do seu jeito”, assinala. Por isso, desde março a Cultura comercializa 150 mil títulos em formato eletrônico que podem ser baixados em e-readers ou computador. A maioria é em inglês, por conta da indefinição no mercado brasileiro.

O fator preponderante, entretanto, será a mudança de hábito. Herz, que acabou de ler “A lógica do Consumo”, e Patrícia, que concluiu “O Poderoso Chefão”, já testaram a leitura no Kindle… e não gostaram. Pousada, da Saraiva, é outro que prefere o livro de papel e diz que os e-books são vantajosos quando a questão é o acesso rápido a algum conteúdo. Seja nos e-readers ou mesmo em computadores, o desafi o será convencer os leitores a trocarem as cores, a capa bem trabalhada, a sensação que se tem ao folhear as páginas e o cheiro dos livros em papel pela insipidez dos virtuais.

Meira, do CESAR, não sabe especificar quando os impressos serão substituídos, mas tem certeza de que isso ocorrerá. Ele cita o exemplo do automóvel, que levou três décadas para ganhar a preferência dos usuários. “Se levar esse tempo para o e-book substituir o papel, tudo bem”, contenta-se. Como pontos a favor estão o interesse das gerações mais jovens pelas novidades tecnológicas e a chance de atingir os rincões do País – aonde livros comuns não costumam chegar.

Já as livrarias, em seu formato atual, devem sumir do mapa. “O que vão existir são butiques superespecializadas”, aposta Meira. Como algo que ainda está acontecendo, não  se sabe como essa história vai terminar. Os varejistas devem estar prontos para a metamorfose – talvez centralizando as operações em suas lojas online. Deve levar algum tempo para que isso ocorra. Mas, como diria Machado de Assis, uma coisa é certa: “o futuro nunca se engana”.

Fonte: Consumidor Moderno No Varejo

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Clipping :: Jornal do Comércio – Livros eletrônicos invadem o mercado editorial

28 janeiro 2010

Livros eletrônicos invadem o mercado editorial

25/01/2010

Para alguns, o fim do livro tradicional. Para outros, o início de uma oportunidade para inserir uma parcela significativa da população no mundo da leitura. O livro digital começa a desembarcar no Brasil e promete atrair a atenção

Queiram os mais tradicionais ou não, o livro eletrônico está chegando ao Brasil. O lançamento mundial no final do ano passado do Kindle, o primeiro leitor de e-books a aterrissar no País, ajudou a colocar fogo no mercado editorial.

Comercializado pela Amazon, gigante americana do varejo virtual, o Kindle Internacional permite a leitura de obras em formato digital e o download de um livro inteiro em menos de 60 segundos. Novos equipamentos, nacionais e internacionais, devem estar disponíveis nos próximos meses. Nos Estados Unidos, depois da Amazon, a Barnes & Noble, uma das maiores livrarias físicas dos Estados Unidos, também lançou o seu e-reader, o Nook. A Livraria Cultura, uma das maiores do País, anunciou para março o início das vendas dos seus primeiros e-books. Da mesma forma, a Editora Jorge Zahar negocia com os autores novos contratos e já tem 40 prontos para a conversão digital.

Ainda não se sabe se esse novo formato poderá provocar uma revolução similar a que aconteceu com a música há alguns anos, levando a uma queda vertiginosa nas vendas de CDs. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) revelam que as comercializações totais de CDs e DVDs em 2002 eram de R$ 726 milhões, caindo para R$ 312,5 milhões em 2007. Já o total das vendas digitais passou de R$ 8,5 milhões em 2006 para R$ 24,2 milhões no ano seguinte.

Mas esse início já é suficiente para deixar parte do setor pouco à vontade e cheio de mistérios com essa tecnologia. Quem não quer correr o risco de ver seu modelo de negócios afundar, corre para enxergar no e-book um propulsor de novas oportunidades.

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) criou uma comissão para debater os impactos do livro digital e algumas necessidades de regulamentações. Para a presidente da entidade, Rosely Boschini, essa é uma tendência irreversível. “Mais do que uma preocupação, o e-book deve ser visto como oportunidade de ampliar o universo do público leitor e desenvolver uma nova vertente de negócios”, sugere.

Ela lembra que, durante a Feira do Livro de Frankfurt 2009, o maior evento do mercado editorial mundial, esse já era um tema recorrente. Dos 7.373 expositores, 5% já incluíam esses dispositivos em seus estandes. Em 2008, o livro digital movimentou cerca de US$ 100 milhões nos Estados Unidos, onde mais de 80 editoras já atuam no segmento. Na Alemanha, foram 65 mil unidades comercializadas no primeiro semestre deste ano. Já a Consumer Electronics Show, que aconteceu no início do ano em Las Vegas, teve pela primeira vez uma seção dedicada aos e-readers. Cerca de 20 fabricantes apresentaram seus dispositivos.

Rosely explica que a convivência de processos tão diferentes é uma realidade em todos os setores de atividade. E não seria diferente para o mercado editorial. “Saber explorar o imenso potencial aberto pela convergência significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda”, acrescenta.

O livro em formato digital existe há alguns anos e geralmente está disponível em sites, no formato pdf ou html. Para o gerente de consultoria empresarial da Deloitte, Fábio Cipriani, o diferencial agora é a oferta de dispositivos que permitem a leitura desses arquivos com maior mobilidade, como laptops e smartphones.

“O Kindle veio para popularizar os leitores de livros digitais, que estão mais compactos e modernos”, observa. Para o especialista, o impacto do e-book é real, mas não deverá ser tão avassalador porque a música é mais popular no País do que o livro.

Pesquisador diz que livro tradicional vai acabar
Para o doutor em Ciência da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo (USP) José Antônio Rosa, o livro tradicional está com os seus dias contados. Autor de mais de 30 livros nas áreas de gestão e comunicação, o pesquisador observa que prova disso é que o Brasil vende menos livros hoje do que há dez anos.

Contribui com essa realidade a concorrência com a televisão, revistas e jornais. Além disso, os índices de analfabetismo funcional – pessoas que não conseguem ler textos longos – só crescem em todos os países. Conta também o fato de os indivíduos possuírem hoje, com a internet, infinitas novas alternativas para buscarem informações. “O livro em papel está no fim do seu ciclo de vida”, diz, taxativo, acrescendo que, como produto, ele não tem mais o custo e a agilidade compatíveis com os tempos modernos.

Para tentar minimizar esses efeitos, as editoras investem nos best-sellers. Além disso, há uma explosão de lançamentos acompanhada de uma redução nas tiragens. Só na área de Administração, cerca de 300 livros são lançados por mês no Brasil.

A Câmara Brasileira do Livro revela que, em 2008, o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17% na comparação com o ano anterior). Rosa explica que todo esse movimento será potencializado agora com o livro digital. Mesmo com o ser humano nem sempre recebendo bem mudanças radicais, não há como as editoras e autores fugirem dessa realidade. “O declínio das vendas dos livros de papel será mais rápido agora que as mídias alternativas começam a mostrar a sua cara”, aposta.

Para o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenador do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Ciberculturas (Cencib), Eugênio Trivinho, apesar das quedas nas vendas, o livro mantém a sua força cultural. E assim permanecerá. “O livro pode mudar de suporte, mas vai sobreviver”, assegura. A expectativa é que essas mudanças provocadas pela chegada do livro eletrônico provoquem um rearranjo não só no modelo de negócios das editoras, mas no próprio comportamento das pessoas em relação à leitura.

Substituir o hábito de folhear as páginas de um livro pelo down-load de capítulos pode parecer inimaginável para boa parte dos amantes da leitura. Entretanto, há uma nova geração surgindo e completamente adaptada aos meios digitais. Isso não significa, porém, que a tecnologia criará o hábito da leitura. “Mesmo os jovens mais imersos na tecnologia não formarão o hábito se não tiverem incentivo da família e da escola”, afirma Trivinho.

eBookStore quer chegar a 300 mil títulos
ookStore brasileira, espera alcançar a meta de ter 300 mil títulos nacionais em catálogo até 2012 e um milhão em cinco anos. O portal www.gatosabido.com.br fechou uma parceria com a COLL-ER, uma das maiores livrarias virtual inglesas, e quer crescer nesse mercado.

Com o objetivo de ser um canal de distribuição de e-books, a GatoSabido oferece títulos de editoras nacionais e internacionais, além de autores independentes. O portal disponibiliza sofisticados mecanismos de busca que ajudam o leitor a fazer o download de pequenos trechos das obras para depois decidir pela compra, além de poder obter informações detalhadas dos livros, como resenhas, editoriais e vídeos.

O formato de arquivo que o portal irá utilizar possibilitará ao leitor aumentar e alterar o tipo de fonte. O usuário pode gravar suas páginas com os Bookmarks, utilizar a função de procurar no texto, além de dispor da maior biblioteca de títulos nacionais. A GatoSabido também oferece o seu próprio leitor digital, o COOL-ER, o primeiro e-reader do Brasil, com preço sugerido de R$ 750,00.

Tecnologia incentiva a criação de modelos mais sofisticados
O publicitário e escritor Rudiran Messias, 31 anos, foi um dos primeiros brasileiros a comprar o Kindle Internacional. Amante das novas tecnologias e com uma biblioteca particular em casa, ele fez questão de unir as duas paixões tão logo ficou sabendo que a Amazon passaria a comercializar o e-reader também para o Brasil, através do seu site.

Para ele, porém, os e-books jamais vão substituir os livros de papel na sua totalidade, e sim estimular a sua evolução. Ele aposta que os livros pocket americanos, impressos em papel jornal de baixa qualidade que amarelam com o tempo, sumam do mercado. “Se é para comprar um livro assim, é melhor ter a versão digital”, diz. Por outro lado, devem ganhar espaço as obras com uma maior qualidade de papel e impressão, como os livros pop-up – com ilustrações que se desdobram e se montam em três dimensões.

Messias também acredita que leitores como o Kindle, no futuro, devem substituir os livros didáticos. Um aparelho destes armazena de 1.500 a 3.500 livros-texto, com acesso a enciclopédia e internet e possibilidade de atualizações de conteúdo instantâneas. “Mesmo não representando o fim do livro impresso, o advento dos e-books representa um impacto importante no mercado editorial, e as editoras que não souberem acompanhar este movimento poderão perder uma fatia considerável de seu público”, projeta.

Autor de livros como Tabus, Perversões e Outras Catarses e tendo publicado contos em antologias como 101 que Contam e 30 Contos Imperdíveis, Messias aposta que os e-readers são ainda uma ferramenta capaz de fazer com que os autores ganhem mais autonomia.

Para quem tem conhecimentos básicos de programação html, formatar um livro no Kindle é relativamente fácil. E, uma vez publicado, é possível que o autor tenha o controle total das unidades vendidas. “O royalties são transferidos direto para a conta. É tudo transparente e perfeito para jovens autores americanos”, diz. Para os brasileiros, isso se complica um pouco porque é preciso ter uma conta bancária americana vinculada ao perfil de autor/editor da Amazon.

Zahar avança e negocia contratos com autores brasileiros e estrangeiros
A Editora Jorge Zahar está andando na frente do mercado brasileiro e já possui uma política clara com relação ao livro digital: onde a maioria das editoras vê riscos, a Zahar enxerga oportunidades. Depois de pesquisar a fundo esse tema nos últimos dois anos, iniciou em 2009 a renegociação dos contratos com autores brasileiros e estrangeiros.

Dos 1,2 mil títulos disponíveis, 400 estão com os direitos liberados para publicação da versão digital e 40 prontos para a conversão. Até março, a meta é disponibilizar pelo menos 200 na internet. “Este é um mundo novo que se abre e do qual queremos participar”, diz a diretora-executiva da editora, Mariana Zahar.

As adaptações dos contratos firmados com os autores são necessárias porque, com a conversão do papel para o digital, os custos acabam sendo alterados. De acordo com Mariana, o retorno dos autores brasileiros está sendo bastante positivo, assim como o dos americanos, mais enraizados na cultura do livro digital. Já na França a dificuldade é maior.

A executiva acredita ainda que o e-book é uma saída para o combate à pirataria, prática que existe desde os anos 1980, principalmente nas escolas e universidades, com as cópias de capítulos de livros. “Fala-se como se esse problema fosse começar agora, com o mundo digital. Mas isso nos acompanha há 30 anos.” O preço dos livros eletrônicos é 30% menor do que o de capa do livro impresso. Assim, a expectativa é que as pessoas sejam estimuladas a comprar essas versões em vez de fazer cópias ilegais.

Kindle baixa uma obra em 60 segundos
O Kindle Internacional chegou ao Brasil no final do ano passado, com a decisão da Amazon de permitir a comercialização do produto através do seu site para mais de 100 países. Hoje, um usuário brasileiro interessado no produto pagará cerca de US$ 279. Acrescido do frete e do imposto de importação, o dispositivo sai por cerca de R$ 1 mil.

Com capacidade para armazenar 1,5 mil livros, o e-reader permite aos usuários acesso via internet sem fio aos títulos comercializados no site da Amazon. A alta velocidade de download através da rede 3G – um livro em até 60 segundos – e a opção para que os textos sejam lidos para o usuário são as outras atrações do leitor. É possível escolher entre a voz feminina e a masculina e até a velocidade da leitura.

No final do ano passado, depois das vendas de Natal, a Amazon anunciou que, pela primeira vez, as vendas dos livros digitais superaram as dos livros físicos.

Autor: Patricia Knebel
Fonte: Jornal do Comércio (RS)

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Post no blog do CEO da Zappos

23 julho 2009

Transparência = esse post

A Amazon não está comprando uma loja de sapatos e roupas, a Amazon está comprando uma filosofia seguida por uma empresa que sabe estabelecer conexões verdadeiras com seus clientes, que é resultado da atitude dos seus funcionários. A Zappos é benchmarking para se definir o quão social é sua empresa.


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