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Uma forma fácil de se comunicar com clientes, mas…

12 março 2009

Vira e mexe eu cito as pesquisas do eMarketer aqui no blog. Essa é bastante interessante: Número de leitores de blogs corporativos cresceu significativamente nos último 4 anos e a confiança seguiu essa tendência.

Pensem duas vezes antes de falar que ninguém lê blogs corporativos.

Mas… ok folks… eu concordo com vocês que nos Estados Unidos a história é diferente, temos fanáticos, micro-celebridades e muita gente interessada, além de um grande número de bons blogs escritos de forma autêntica e por um executivo apaixonado por diálogo. Aqui na Holanda blogs corporativos são muito populares também.

Ler é passivo, não acho que ninguém deixaria de ler um bom blog se esse fosse bom. Meus dois blogs são bastante acessados e nada mudaria se eu estivesse blogando para uma marca, porque eu o faria de modo pessoal (se a marca permitisse, é claro).

O problema aqui não é número de leitores, é qualidade do blog e o mais importante: participantes ativos.

Nesse ponto, o brasileiro, que se vangloria como o “mais sociável“, perde sua máscara como o mais preguiçoso na hora de mexer a bunda, ou melhor, o cérebro – meu Blog Corporativo Wiki é um fracasso (como wiki, não como referência), os que se candidataram para ajudar NUNCA fizeram nada, se com wiki é assim, qualquer tentativa de blog pode morrer no esquecimento mesmo – brasileiro só gasta seu tempo online xeretando na vida alheia. Além disso, começo a achar o brasileiro muito egoísta na hora de ajudar ou dividir conhecimento (na média, muitos dos meus leitores são exceções), mas pra que vou ajudar o Fábio Cipriani montar a maior referência em blogs corporativos se depois é ele quem vai vender mais livros? Perfeito! Essa é a filosofia que espero… :-(

Ligando os fatos: se ninguém colabora é porque ambos blogueiros e leitores ou são egoístas, ou desinformados ou limitados.

Eu continuo meus blogs, meus livros, meu wiki e minhas colaborações por gosto. Por que nosso mundo depende de conversasões. Muito ganhei com isso. Então não me venha dizer que seu blog corporativo não tem leitores, comece a gostar também.


Qual departamento faz o blog corporativo?

26 novembro 2008

Vi a pergunta acima no meu leitor de feeds que aponta para o Twitter e todas as menções às palavras “blog corporativo”.

Resposta:

Não é um departamento, é uma pessoa. Um ou mais blogueiros. E blogueiro é alguem que tem afinidade com a blogosfera, escreve, lê e responde comentários e estabelece um diálogo. Departamentos não fazem isso. Estão muito ocupados no ciclo gestão e busca por resultados. Departamentos no máximo suportam o blogueiro com sugestões e direcionamento.

Será que agora fica claro porque o blog humaniza a empresa?

Se nessa altura alguém perguntar: ok Fábio, é uma pessoa, então pode ser um jornalista, certo? Resposta: Sim, pode ser um jornalista, mas só se ele for um blogueiro.


Blogs Corporativos com autores falsos darão multa às empresas

26 maio 2008

Li no Tiago Dória sobre as novas leis de proteção ao consumidor na Inglaterra e que entram em vigor a partir de hoje.

O lance é que as empresas que criarem blogs com autores “falsos” que se passam por pessoas reais, onde histórias são inventadas a favor ou contra a própria empresa, levarão uma multa de aproximadamente 16 mil reais!

O próprio Tiago apresenta exemplos da Coca-cola, Sony, McDonald`s, Mazda e Wall Mart. Eu adiciono mais alguns que lembro de cabeça como o da Panasonic, GourmetStation e da L’Oreal. Até mesmo aqui no Brasil já tivemos um caso similar como a campanha de lançamento do Prisma – Sua vida trouxe você até aqui – (já fora do ar).

Destaco que não ficou claro para mim se a lei se aplica a blogs de personagens fictícios onde a ficção é escancarada ou propriamente relatada na página “Sobre” do blog. Nesses casos se encaixam blogs como o Moosetopia e o extinto Blog do Gino (um ursinho de pelúcia) da Fiat aqui no Brasil.

Vale lembrar que nos exemplos que citei da Panasonic e da GourmetStation, só depois dos boatos de que eram falsos eles colocaram uma mensagem explícita no blog explicando se tratar de um personagem fictício. Os blogueiros estão de olho.


Transgressão da formalidade

28 abril 2008

Há duas semanas vi na Revista Exame (na última página da revista) uma entrevista com Randy Tinseth, o vice-presidente de marketing da Boeing, sobre o uso do blog corporativo. A Boeing já é veterana no assunto e a entrevista, apesar de curta, traz algumas dicas e o ponto de vista de um vice-presidente sobre comentários no blog, conteúdo a ser gerado e lições aprendidas.

Isso só me faz pensar que:

  • Ou os executivos blogueiros elogiam o desempenho dos blogs porque a mídia dá espaço e importância a isso, então explicam como o blog é bom e etc, etc, mas no fundo não estão nem ligando para a ferramenta,
  • Ou os blogs realmente trazem resultados efetivos e todo meu esforço de mostrar os benefícios dos blogs só se confirma ainda mais.

Acredito na segunda opção.

Sou defensor do ponto de vista que as empresas ainda são quadradas no que se refere a relacionamento com clientes. Adotei o blog como bandeira não porque é moda, mas porque é bom. Porque é a maneira mais fácil de quebrar o conservadorismo das empresas com algo moderno e conectado com a amplitude e o alcance que a internet proporciona. Blog tem espírito jovem e transgressivo porque quebra formalidades.


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Imprensa orgulhosa

4 março 2008

Este não é um post destinado aos “guerreiros” da já eterna batalha entre blogueiros e a imprensa, esse blá blá blá que, nessa altura do campeonato, não serve de absolutamente NADA para os leitores. É só falação para próprio umbigo ouvir.

Mas esse pedaço de texto vai para os repórteres de diversos cantos do Brasil que, ao pedir uma entrevista para você, te inundam com toneladas de perguntas dizendo que o deadline é amanhã e depois desaparecem.

Sou sempre prestativo e respondo rapidamente dedicando alguns minutos da minha valiosa hora de trabalho que hoje em dia está em torno de quase 200 euros por hora de consultoria. Afinal de contas, a imprensa é um dos canais (não o principal, porque esse é este blog que vos fala e meus leitores) de comunicação que tenho com o mercado para a divulgação das minhas idéias.

O problema é que, depois que você envia as valiosas respostas, a comunicação morre. Você não recebe sequer um “obrigado”. Quando você pede a eles para enviar um exemplar da revista quando sair, são poucos os que o fazem. Será que a mãe deles não ensinou como serem educados? Ou eles só estão tentando manter a imposição “top-down” que temos que engolir diariamente na imprensa tradicional? Ou pior, já estão tão institucionalizados que já começaram agir como empresas sofrendo com o deficiente processo de relacionamento com o cliente?

Diálogo já! Porque nessa vida dependemos dele para nossa sobrevivência.


Blogueiro jornalista e seu perfil (na Europa)

14 janeiro 2008

Na Universidade de Málaga na espanha foi feita uma pesquisa para levantar o perfil do jornalista que mantém um blog. Via blog Intermezzo, veja os principais pontos:

  • 75% tem menos de 40 anos.
  • 3 em cada 4 entrevistados consideram que praticam jornalismo de opinião através do blog.
  • 61,9% acredita que a maior conquista de seu blog foi falar com a audiência.
  • 52,4% alegou ter uma liberdade editorial que não tem no meio para o qual trabalha.
  • 63% recebe comentários ofensivos.
  • 40% já recebeu ofertas de trabalho através do blog.
  • 63% não se preocupa com a questão do copyright.
  • 35% sabe que em alguna ocasião plagiaram conteúdos de seu blog.

Em negrito o resultado da essência dos blogs: abrir espaço para a audiência (a audiência sabe disso).


As 14 empresas mais blogueiras

23 novembro 2007

Qual é a empresa mais blogueira?

Fiz uma rápida análise das grandes empresas blogueiras mundiais buscando saber qual delas possuem mais blogueiros corporativos e, conseqüentemente, mais blogs corporativos operando simultaneamente.

O grande problema é que não posso considerar as informações numéricas seguras. Isso porque utilizei os próprios sites das empresas para levantar o número. No caso da Microsoft, por exemplo, a informação foi obtida no blog de um dos blogueiros da companhia, e não sei se o número contempla blogs internos e externos.

O foco da pesquisa foram blogs abertos ao público e a classificação abaixo é da empresa mais blogueira para a menos blogueira. O link no nome da empresa leva à fonte da informação.

  1. Microsoft – 4500 blogs
  2. Sun Microsystems – 3778 blogs
  3. ThoughtWorks – 152 blogs
  4. SAP – 147 blogs
  5. IBM – 140 blogs
  6. Adobe – 118 blogs
  7. Google – 83 blogs
  8. Nokia – 73 blogs
  9. HP – 68 blogs
  10. Autodesk – 36 blogs
  11. Edelman – 35 blogs
  12. Hill & Knowlton – 34 blogs
  13. Red Hat – 29 blogs
  14. Skype – 24 blogs

Outras empresas importantes também possuem mais de 10 blogs dentro de casa, para citar algumas: Oracle, Yahoo, Cisco, Intel, Forrester, Reuters, entre outras.

Se alguém tiver alguma correção para a lista acima, comente.


Blogueiros falsos, fama e $$

6 outubro 2007

O blog da Techcrunch compilou uma pequena lista de blogs falsos de presidentes ou executivos de grandes empresas americanas. Durante essa semana que passou, ficamos sabendo que o “Falso Steve Jobs“, o precursor da onda de blogs falsos representando as grandes personalidades corporativas, irá publicar um livro sobre o assunto.

Vi também um movimento sobre blogs de personagens questionando o velho e enfadado assunto do blogueiro de mentirinha (quem leu meu livro sabe do que estou falando).

O ponto é: todo mundo que eu conheço (real ou virtual) que manteve um blog seriamente e tocou pra frente com dedicação, mais cedo o mais tarde está se despontando de alguma forma. Seja escrevendo livros, ganhando dinheiro com anúncios, alavancando vendas e oportunidades de negócio, ou mesmo (ainda não, mas com certeza não tardará) posando nua.

Chega de papo, vamos à lista (copiada na íntegra):

fake1.jpgThe Secret Diary of Steve Jobs
No list of fake blogs would be complete without the master. Although the blog may have lost its edge since Daniel Lyons was outed as the writer, the site still maintains a strong following and Lyon’s way with words still makes for delicious reading.

fake2.jpg The Secret Diary of Steve Balmer
I’ve been reading this fake blog longer than most on this list, and I’m yet to unsubscribe. It’s not as well written as its Steve Jobs equivalent, but it has the occasionally side splitting post. Probably the closest of the bunch to being a direct clone of Fake Steve.

fake3.jpgLarry Ellison’s Fake Blog
A decent read, if it times a little heavy, but in context it works. Fake Larry made a brief guest appearance on Fake Steve a little while back, so it’s not inconceivable that the author is Daniel Lyons as well, or someone else who perhaps works with Lyons.

fake4.jpg The Secret Diary of Jonathon Schwartz
As the header reads: “Dude, I was the first CEO to even have a blog.” Of course the real Schwartz does maintain his own blog. The way this is written tone wise makes it sound just like Schwartz.

fake5.jpgThe Secret Diary of Bill Gates
Unfortunately what could have been the best of the bunch is a let down. Poor context and tries too hard to be funny; the difference between clever satire and stupidity is lost on fake Bill Gates. Some may disagree though.


Pontos positivos e de atenção dos Blogs Corporativos

14 agosto 2007

Segundo o ponto de vista de diversos blogueiros corporativos, Marcio Gonçalves e Carolina Terra listaram em seu artigo para a RP em Revista os pontos positivos e negativos de se usar o blog como estratégia de comunicação empresarial.

Eu chamaria a lista de pontos positivos e pontos de atenção dos blogs corporativos. Os batizados “pontos negativos” são perfeitamente contornáveis. O trecho abaixo foi inteiramente retirado do artigo citado acima:

Pontos positivos

  • Abrir um canal de relacionamento com seus stakeholders, principalmente formadores de opinião on-line.
  • Dar uma cara mais “humana” à empresa, se o blog for realmente um blog e não um site corporativo travestido de blog.
  • Ter um canal para feedback da comunidade sobre a empresa e suas ações.
  • Um canal de comunicação da empresa que pode ser facilmente atualizado. Uma fonte confiável de informações da empresa que podem auxiliar seus clientes e fornecedores a entender melhor como ela funciona.
  • Uma forma de conhecer os seus clientes e permitir interação. Receber feedback deles na forma de comentários e até mesmo estabelecer e melhorar o relacionamento a partir desses recursos.
  • É um canal viral. Dessa forma os textos podem ser indicados a outras pessoas e diversos meios podem consultar o blog como uma fonte de referências confiável de uma empresa.
  • Conquistar a confiança do consumidor é, com certeza, o primeiro ponto positivo. Ter um blog é ser transparente e aceitar o diálogo com o consumidor. A internet e a globalização possibilitam que o público acompanhe tudo o que as empresas fazem ou deixam de fazer. Não adianta mais tentar enrolar as pessoas. Qualquer um pode encontrar informações e opiniões no Orkut, YouTube e blogs. O fenômeno blog desafia as tendências tradicionais sobre o controle da comunicação das corporações, mídia, governo e mercado. É um novo campo em que todos podem recomendar ou criticar seu produto ou serviço. De acordo com o Estudo de Confiança da Edelman de 2007, os consumidores acreditam mais em “pessoas comuns” do que em autoridades. Ou seja, o recado está dado: chega de mensagens enlatadas! Os blogs emergiram rapidamente como uma nova tecnologia neste caminho.
  • Outro ponto positivo é que os blogs se tornaram uma fonte de informação com credibilidade, principalmente para jornalistas e formadores de opinião. Blogs de CEOs e funcionários são formas viáveis de comunicação para muitas propostas, como ferramenta de conhecimento interno para aumentar a credibilidade e dividir informação, e devem ser considerados como uma estratégia para comunicação corporativa.
  • Profissionais da área de comunicação devem entender a blogosfera como medidor em tempo real da eficiência da comunicação interna – mais um ponto positivo para os blogs – e engajamento dos funcionários. Embora não seja uma medição tão efetiva quanto uma pesquisa tradicional, serve como dados qualitativos sobre o sentimento do funcionário em relação à empresa – ótima ferramenta para recursos humanos. As empresas precisam considerar que a comunicação olho-no-olho ainda é mais efetiva e que ela refletirá na comunicação virtual, mostrando a felicidade do funcionário que a vê com uma ótima comunicação interna e um bom relacionamento com os executivos.

Pontos de atenção

  • Se a empresa não for realmente preocupada com que diz e faz, pode gerar ainda mais fragilidade e ela poderá ser ainda mais atacada
  • Exige trabalho dedicado e temas/discussões que não apenas interessem mas envolvam a comunidade na discussão.
  • Se o blog for em torno da marca e não de um tema pode gerar desgaste para a empresa. A Tecnisa, construtora de SP, por exemplo, tem um blog muito bom mas ela não fala de si mesma, fala da construção civil.
  • É um meio informal de se comunicar, que não dá a mesma credibilidade que teria, por exemplo, um press release ou até mesmo um jornal fechado com temas específicos.
  • O feedback não é espontâneo e está mais direcionado com o conteúdo dos textos publicados. Uma ferramenta que permite o feedback mais espontâneo é o fórum na internet, recurso que muitos portais adotam cada vez mais em conjunto com o blog corporativo.
  • Não permite resposta ao feedback de forma direcionada. O feedback pode ser feito a partir de textos que comentem o conteúdo dos comentários dos usuários, mas sempre de forma genérica e nunca personalizada.
  • A falta de cultura ainda atrapalha o amadurecimento desta nova ferramenta. Existe muita confusão e medo com relação a blogs e muitas empresas ainda não entenderam o objetivo deste fórum de discussão virtual.
  • Além disso, por trata-se de uma espaço aberto, é preciso tomar cuidado com o que será escrito, já que a informação vale ouro nos tempos atuais. Seus concorrentes podem “roubar” suas idéias ou conceitos.
  • E por último, a falta de compromisso e respeito com os comentários. Não acho que é uma desvantagem, mas sim um risco. Uma vez que você começa um blog, as pessoas esperam diálogo e troca de experiências. Então não vale escrever a cada mês ou 45 dias. É preciso ter empenho e saber receber sugestões e, talvez, até críticas.


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