Será nesta segunda, dia 16/08 em Belo Horizonte. Segue convite abaixo e converso com vocês em BH!

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Será nesta segunda, dia 16/08 em Belo Horizonte. Segue convite abaixo e converso com vocês em BH!

Ao longo das próximas duas semanas estarei palestrando em dois importantes congressos. As mídias sociais são o centro da discussão das minhas palestras e a idéia é descrever um pouco dos impactos que elas causam em cada um dos processos: Gestão de recursos humanos e Comunicação interna.
No 36o. Congresso de Recursos Humanos do Rio de Janeiro promovido pela ABRH-RJ vou abrir a frente de tecnologia para falar, no dia 10 de junho, das mudanças na tecnologia empregada para a gestão dos recursos humanos e explicar como as mídias sociais se tornarão uma importante força na mudança da estratégia, operações, tecnologia e cultura das empresas. Seguiremos então em 4 sessões de tecnologia separadas e por fim vou moderar o debate com os congressistas e panelistas.
O 14o. Congresso Anual de Comunicação Interna promovido pelo IBC Brasil ocorre logo na semana seguinte, e vou palestrar no dia 18 de junho em um debate aberto onde 3 empresas irão demonstar casos práticos de comunicação interna com mídias sociais que ocorreram em suas organizações. Divido o palco com André Fróes da Amadeus IT Group e Marco Barcellos da Cisco do Brasil.
Volto depois dos eventos para contar sobre o que aprendi por lá.
Projetos de colaboração: as barreiras que separam teoria e realidade
25/05/2009
As promessas de baixo custo e retorno rápido dos projetos de web 2.0 colocam esse tipo de iniciativa entre as prioridades dos gestores de tecnologia, que também podem utilizá-las como forma de mostrar que estão atuando de acordo com a estratégia global do negócio
Conhecidas e acessadas por cerca de 20,6 milhões de usuários finais brasileiros mensalmente, segundo levantamento realizado pelo IBOPE/NetRatings, as redes sociais deixaram o status de promessa para virar uma realidade. Até mesmo no mundo corporativo, os recursos de colaboração provenientes das ferramentas de web 2.0 já são encarados como essenciais e, por conta disso, entraram na pauta dos projetos de muitas empresas nos últimos anos.
Um estudo divulgado pela McKinsey mostra que as organizações ainda estão divididas em relação à gestão das ferramentas de colaboração. No levantamento, que ouviu cerca de 1,9 mil executivos da área de tecnologia de grandes empresas que já implementaram redes sociais, 21% deles estão tão satisfeitos com os resultados obtidos e que planejam aumentar os investimentos na web 2.0. Por outro lado, 22% dos entrevistados confessaram que ainda não venceram os desafios impostos por essas soluções.
Da experiência de quem conduziu um projeto de colaboração, Fabrício Saad, superintendente da área de CRM da SulAmérica – seguradora brasileira ligada ao grupo ING –, afirma que esse tipo de iniciativa tem os mesmos desafios de qualquer outra inovação: a falta de parâmetros e de resultados obtidos em outras companhias.
Mesmo sem um modelo a seguir, Saad, que está subordinado à vice-presidência de TI da seguradora, idealizou a implementação das ferramentas de colaboração na época em que iniciou o projeto para um novo portal institucional da companhia, lançado em abril de 2008. Além de design diferenciado, a solução estava preparada para suportar, no futuro, redes sociais e blogs.
Seis meses depois, o executivo deu um outro passo no seu projeto de web 2.0 ao iniciar um monitoramento de todas as citações feitas à SulAmérica em meios digitais. E, a partir desses dados e de casos de sucesso, Saad apresentou o plano de transformar o portal em uma ferramenta de colaboração com usuários internos e externos para o board da companhia.
“O corpo diretivo da SulAmérica acredita muito na área de CRM e comprou nossa ideia imediatamente”, conta o superintentende. “Sem esse suporte não seria possível tocar o projeto com a rapidez e a eficiência que conseguimos”, considera o executivo.
Após desenvolver uma plataforma própria para suportar as ferramentas colaborativas, em dezembro do ano passado, a seguradora colocou no ar o SulAmérica.comvocê. Voltado a clientes – atuais e potenciais – da companhia, o portal conta com jogos, aplicativos, chats com especialistas e uma área de perguntas. “Para respondê-las com agilidade, criamos uma ferramenta de gestão que identifica o tema de cada texto postado e já o encaminha ao responsável”, explica Saad, ao afirmar que uma das preocupações foi em adaptar os processos à web 2.0.
Atualmente, o portal interativo já contabiliza aproximadamente 70 mil usuários únicos. No entanto, o superintendente ressalta que, desse total, 40 mil pessoas que acessam o ambiente não são clientes ainda da seguradora. “O que nos dá um escopo muito grande para prospectar novos consumidores”, sinaliza o superintendente.
Ainda segundo ele, no caso do SulAmérica.comvocê a conversão de potenciais clientes em contratos assinados é cinco vezes maior do que a obtida por outros meios de relacionamento com os usuários, como telefone, e-mail e malas diretas.
Para Norberto Tomasini, gerente sênior de TI da consultoria PriceWaterhouseCoopers no Brasil, os baixos investimentos e os resultados em curto prazo para o negócio transformam os projetos de portais colaborativos em um filão interessante a ser explorado pelos CIOs.
“O gestor tem a chance de não ser mais enxergado como um executivo de TI e, sim, como um profissional com capacidades que extrapolam as fronteiras do seu departamento”, sinaliza Tomasini, afirmando ainda que ao liderar uma iniciativa de web 2.0, o executivo passa a ser encarado como alguém inovador.
Na prática, contudo, muitos projetos de colaboração acabam engavetados por um pequeno detalhe: a dificuldade de aprová-los no board da companhia. A dica do consultor da PriceWaterhouseCoopers para ultrapassar essa barreira é que o CIO tenha resultados que justifiquem a iniciativa para o alto comando da organização. Como? Por meio de um projeto-piloto de web 2.0, de pequeno porte e que pode ser realizados com a alocação de uma parte do orçamento da área de TI.
Dominar o assunto e conhecer muito bem as ferramentas de colaboração também representa outro requisito fundamental para que o gestor de TI convença o board da companhia a investir nos projetos. E, de acordo com Fabio Cipriani, consultor sênior da Deloitte para TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações), as áreas de tecnologia serão, cada vez mais cobradas por conhecimentos nesse novo ambiente de internet.
“Não importa quem é a área responsável pelo projeto, no momento do desenvolvimento e implementação de uma rede social, por exemplo, o CIO será chamado para dar consultoria”, alerta Cipriani, que escreveu um livro (intitulado Blog Corporativo) sobre as mudanças geradas pela interatividade no ambiente corporativo.
Ainda de acordo com o consultor da Deloitte, a maior parte dos CIOs enfrenta dificuldades para trabalhar com as ferramentas de colaboração, uma vez que elas fogem do escopo tradicional da área de tecnologia e exigem novas competências dos profissionais.
Leonardo Almeida, diretor de TI e serviços médicos do Grupo Amil – empresa brasileira que atua com convênios na área de saúde –, sentiu na pele os desafios citados por Cipriani quando decidiu implementar um portal interativo para médicos e pacientes. A iniciativa tem como intuito criar um repositório único de informações (com laudos, análises e prontuários) de cada usuário, atualizado online.
Depois de implementar o primeiro portal, em meados de 2007, Almeida percebeu uma resistência dos médicos credenciados à Amil em atualizar as informações por meio da web. O que exigiu do diretor um plano de comunicação e conscientização dos profissionais sobre os benefícios e a segurança do portal. “Investimos em treinamento”, conta o executivo. Para tanto, ele afirma que alocou os profissionais mais experientes da sua equipe para esse trabalho de ‘evangelização’.
Vencida essa barreira cultural, Almeida ressalta que hoje a Amil já colhe benefícios importantes com o projeto de colaboração. “Reduzimos os tempos levados para que médicos e pacientes solicitem resultados e tivessem acesso a documentações”, explica o diretor. “Só no Hospital das Clínicas de Niterói, graças à redução na impressão de películas para Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, conseguimos uma economia mensal de aproximadamente 22 mil reais”, acrescenta.
Se os benefícios financeiros representam o grande objetivo dos projetos de web 2.0, Ricardo Cavallini, autor do livro O Marketing Depois de Amanhã, ressalta que as corporações tendem a utilizar as ferramentas de colaboração para outros fins, como melhorar a produtividade das equipes ou, ainda, construir a imagem das empresas no mercado.
No caso da montadora General Motors, essa preocupação em conquistar a simpatia dos consumidores levou a montadora a criar, no segundo semestre de 2008, o “Carona Chevrolet”. Trata-se de um portal, voltado a estimular que pessoas localizadas em regiões próximas ou que fazem trajetos parecidos diariamente compartilhem um mesmo veículo, com o intuito de reduzir o número de carros que circulam nas cidades. Para tanto, o sistema faz um cruzamento de informações dos usuários cadastrados e sugere uma rota.
“Se pensarmos friamente, estimular a menor circulação de carros nas ruas vai contra a estratégia de uma montadora”, analisa Claudio Martins, CIO da General Motors para o Mercosul, que acrescenta: “Mas quando mostramos como essa atitude pode melhorar o mundo em que vivemos, conquistamos a admiração do público. O que deve ser revertido em aumento das vendas.”
Fonte: Revista CIO
Autora: Patricia Lisboa
Blog é um canal de comunicação. Você pode participar se quiser… repito: SE QUISER.
Assim como você pode ligar para um call center SE QUISER. Você pode ligar para o seu vendedor SE QUISER. Você pode ainda processar uma empresa SE QUISER.
Mas muitas das coisas acima você faz na verdade porque PRECISA. Você PRECISA de mais informação sobre um produto, você PRECISA tirar uma dúvida, ou você PRECISA resolver um problema – ou melhor – a empresa não foi capaz de te dar um serviço decente ou um produto de qualidade e acabou PISANDO NO SEU CALO gerando um problema… daí no final você meio que PRECISA mesmo…
De um lado temos INTERESSE do outro NECESSIDADE.
Sua empresa pode ser mestre em relacionamento e ter uma marca sensacional. Seus consumidores são fãs e tudo que você faz possui legiões de seguidores. Você é um mestre na arte de gerar INTERESSE. Por outro lado você pode ser mestre em material viral e polêmica. Uma máquina de fazer buzz. Seus consumidores PRECISAM ficar de olho em você porque você é pop.
No final das contas a sua empresa pode ter 1000, 100 ou 2 leitores (o dono da empresa e o blogueiro) do seu blog, mas se ela não consegue atrair leitores (nem eu) porque não tem um conteúdo atraente, uma marca famosa ou planejamento, eu vou ficar muito feliz e contente se no momento da minha NECESSIDADE e eu QUISER usá-lo como canal de comunicação, alguém do lado de lá me dê direção, atenção ou solução.
Prometo que ainda vou blogar, contar aos meus amigos e quem sabe até recomendar você caso isso aconteça. Excedeu minhas expectativas.
Pra quê se preocupar com número de leitores?
Repassando a dica do Juliano recebida do Radfahrer.
É o Yammer.
Com base no domínio da sua empresa no seu email (após o @), esse Twitter diferente apresenta, de forma restrita, outras pessoas da mesma empresa que também estão usando a ferramenta. Assim você segue e pode ser seguido por pessoas de dentro da sua própria organização.
Fácil, rápido e passando por cima de ferramentas de comunicação velhas e ineficientes de muitas companhias por ai.
Um update para bater na tecla do que considero os três principais obstáculos que ainda – em pleno 2009! – impedem a utilização do blog como canal de comunicação com os clientes:
Conversas Conectadas
04/12/2008
Nova página na internet é tão fácil de fazer que até mesmo o próprio dono da loja pode se encarregar de mantê-la atualizada.
Marcar presença na internet tornou-se quase um requisito obrigatório para o sucesso no varejo. Além da possibilidade de criar um canal de vendas on-line, a web também se mostra eficaz para incrementar a comunicação com clientes e fornecedores, além de divulgar produtos e promoções. Para estimular a interatividade e a participação dos consumidores, uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes é o blog, página virtual gratuita e fácil de atualizar. Junção das palavras web + log (registro), essa nova forma de publicar na internet surgiu por volta de 1995 associada a diários pessoais, mas não demorou até ser adotada pelas empresas.
Segundo Pollyana Ferrari – doutora em Ciências da Comunicação pela USP e professora da PUC/SP –, os blogs possuem um formato já consagrado, em que o conteúdo é organizado de forma cronológica, com a identidade visual no topo superior e uma descrição da temática do site logo abaixo. “Utilizar o blog como portfólio para a loja é uma tendência, lembrando que o importante é sempre buscar a conversa com o leitor”, afirma. Outra vantagem é melhorar o posicionamento da loja em resultados de páginas de busca como Google e Yahoo. “Isso porque um blog é atualizado com mais freqüência que um site tradicional, o que é bem-visto pelos mecanismos de busca”, explica Fábio Cipriani, consultor empresarial e autor do livro Blogs Corporativos.
A forma e o conteúdo do blog, por exemplo, devem estar em sintonia com a proposta da loja e incentivar o diálogo com o cliente-leitor. Para Cipriani, ainda que a proposta seja divulgar as mercadorias, é preciso gerar um mínimo de interatividade. “A não ser que se deixe clara a intenção de ser apenas uma vitrine virtual, quem faz um blog deve conversar ou gerar uma comunidade em torno da marca.” Provocar a participação do internauta, portanto, é fundamental.
Ferramenta acessível
Por se tratar de uma ferramenta gratuita, de atualização simples e imediata, o blog pode ser o caminho mais curto para pequenos e médios varejistas darem os primeiros passos na web. Foi esta facilidade que motivou as proprietárias da Santo Babado, loja gaúcha especializada em lingerie, a investir no formato, antes mesmo de possuir um site próprio na internet. A idéia é utilizar o espaço do blog, criado em fevereiro de 2007, para divulgar promoções, eventos e lançamentos. “Mas também incluímos reportagens sobre moda ou auto-estima da mulher, alinhadas com os valores que procuramos transmitir”, conta Aline Fuhrmeister, uma das três sócias da loja.
Provocar a participação do leitor, no entanto, não é uma tarefa simples. De acordo com Aline, os poucos comentários até agora se devem ao fato de que muitas clientes não se sentem à vontade para comentar publicamente. “Recebemos muito retorno através do e-mail e às vezes pedimos autorização para transformar as mensagens em posts”, explica.
De acordo com Cipriani, em um blog de loja o assunto dos posts é livre, mas o ideal é misturar informações sobre promoções e novidades com temas mais gerais sugeridos pelo mix de produtos ou pelos comentários, sempre com o objetivo de estimular a interação. “Falar só de mercadorias ou promoções não gera diálogo e pode se tornar muito chato”, afirma. Se o autor dos textos for o próprio lojista, melhor ainda. “Isso significa que o dono da loja possui grande afinidade com o mercado, deixa o site ainda mais pessoal e humaniza o negócio”, explica.
Uma opção para lojistas que não dispõem de tempo – ou habilidade – suficiente para manter um blog é contratar um profissional específico para administrar o conteúdo. Este é o caso da grife cearense MissMano, que fabrica e vende roupas femininas. Para administrar o blog dos três pontos-de-venda em Fortaleza, as sócias Carla Jonia e Rosanna Cavalcante chamaram duas consultoras de moda – Andréa Fialho e Ana Maria Sisnando, que também são autoras do blog Vanguarda. A idéia do blog da MissMano, aliás, surgiu quando a direção da loja as procurou com interesse em anunciar no Vanguarda. Cipriani, entretanto, recomenda cautela em situações desse tipo. “O blog deve ser escrito por alguém que goste de interagir com os leitores e literalmente entrar na discussão.”
Apostar no blog como “passaporte” para o mundo virtual é tendência entre os pequenos lojistas que ainda não possuem endereço eletrônico. Este é o caso da Loja Loja!, que estreou na web há cinco meses através de um blog hospedado em um provedor gratuito.
Localizado em São Paulo, o ponto-de-venda é inspirado nas butiques parisienses e mistura brechó com venda de antiguidades, acessórios e roupas de grife. Segundo a gerente de marketing Vivian Feriani, a Loja Loja! não possuía nenhum canal de interação com os clientes além do e-mail. Hoje, o blog traz informações sobre novidades e promoções, e já rendeu até encomendas de pessoas de fora da cidade. “Conquistamos clientes no Rio de Janeiro com o blog”, conta Vivian. “Hoje muita gente nos procura por ter visto a página, ainda mais depois que o endereço foi divulgado no site Radar 55 (revista eletrônica de artes, moda e gastronomia)”, completa.
Participação ativa
Além da possibilidade de ter sua marca citada em outros sites, os blogs estimulam o que Pollyana Ferrari define como “mídia gerada pelo consumidor”, ou seja, conteúdos que são criados pelos próprios consumidores através de comentários e links divulgados em comunidades como o Orkut. “É um fator que causará uma verdadeira revolução no consumo dentro dos próximos três anos”, afirma a professora. Dessa forma, sites de relacionamento pessoal e fotologs (sites para publicação de imagens e fotografias) também são recursos muito úteis para se aproximar dos consumidores e divulgar a loja.
Tirar proveito de todas essas ferramentas faz parte da história da Pó de Estrela, loja gaúcha que vende objetos de decoração e acessórios de moda. Desde o início da operação, em 2005, as sócias Patrícia Lima e Paula Howe apostaram na internet como forma de divulgar os produtos. Além do site propriamente dito e do blog, a loja ainda possui fotolog e uma comunidade no Orkut com 688 participantes. “Utilizamos todas as formas possíveis para nos aproximarmos de nossos clientes e atingir outros em potencial. Muitas pessoas já chegaram até a loja através do Orkut e do blog”, diz Patrícia.
A combinação de site, blog, Orkut e fotolog também faz parte da filosofia da ChicFashion, que comercializa cosméticos e artigos de brechó. Por se tratar de uma loja exclusivamente virtual, nada melhor do que aproveitar todos os recursos que a web oferece. Neste caso, o blog também surgiu antes do site, como parte da estratégia para iniciar a operação de e-commerce. “Durante o benchmarking, vimos que a procura por informações sobre moda, beleza e comportamento é imensa, e o blog é um dos formatos mais acessados, então decidimos fazer um blog com dicas sobre beleza e criamos uma expectativa para a inauguração da loja”, conta a proprietária Íris Duarte. De acordo com a lojista, a iniciativa foi responsável pelos mais de 300 acessos que o site oficial da ChicFashion recebeu logo que entrou no ar, há quatro meses. A loja investe ainda em um fotolog, um perfil no site MySpace e na comunidade do Orkut, com 240 participantes.
Dicas para criar um blog
* O design da página deve corresponder à marca da empresa. Manter as cores e a logomarca da loja são requisitos fundamentais.
*O blog precisa ser autoral, ou seja, ter a voz de quem fala, ter estilo próprio.
* Deve ser um espaço sempre aberto a comentários, sem exigir cadastro prévio.
* Deixe o cliente opinar e dar dicas, mandando fotos com customização de peças que a loja vende, por exemplo.
* Atenção para os comentários, que podem sugerir temas para futuros posts.
* Em caso de comentários negativos, a dica é prestar atenção, avaliar se a reclamação faz sentido e responder publicamente no próprio blog.
* Blog é conversa, não é assessoria de imprensa. Nada de publicar press-releases da loja ou da fábrica.
Contato
Fábio Cipriani: www.blogcorporativo.net
Pollyana Ferrari: www.polipress.com.br
Autor: Mônica Pupo
Fonte: Revista do Varejo
<p class=”titulo”><strong>O que é blog corporativo?</strong>!</p>
<small>01/06/2007</small>
O recurso melhora o relacionamento com os clientes e fortalece a imagem da empresa.
É o assunto do momento. Todo mundo tem um blog ou participa de um. Essa rede de comunicação ininterrupta, que transmite e recebe mensagens na velocidade da internet, pode funcionar além disso. A proposta de Fábio Cipriani em sua obra Blog Corporativo é justamente essa: por que não aproveitar a eficiência da “blogosfera” para alavancar seus negócios e fortalecer a imagem da sua empresa? Engenheiro, pós-graduado em Economia e Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela Università degli Studi di Torino e certificado em Management e Leadership Essentials pela Harvard Business School, o autor explica nesta entrevista o conceito de Blog Corporativo e suas vantagens.
Como surgiu a idéia de escrever o livro?
Fábio Cipriani: Em meados de 2005, eu criei o serendipidade.com, meu primeiro blog para discutir assuntos relacionados a negócios, criatividade e inovação. O assunto de blogs corporativos começou a ganhar destaque no mundo todo e eu não podia deixar de mencionar isso em meu site. Esses textos acabaram abrindo caminho para que eu fosse abordado pela imprensa sobre o assunto e acabei percebendo uma demanda por esse tipo de informação. No início de 2006, decidi escrever o livro. Esperava que ele pudesse abrir uma nova perspectiva sobre a comunicação. O blog humaniza a empresa, pois as relações com o mercado são feitas por pessoas e não por departamentos. Ainda existe muita falta de informação e desentendimento por parte dos próprios executivos sobre o tema. O livro é a tentativa de quebrar esta barreira.
Muitas pessoas pensam que os blogs são destinados somente ao uso pessoal, como, por exemplo, adolescentes que os utilizam como diário. De que forma essa visão dos blogs está mudando e quando surgiu a idéia de que eles poderiam ter um apelo corporativo?
Fábio Cipriani: Não acredito que, hoje, o blog seja associado a diários pessoais, mas sim ao fenômeno que ele se tornou. O conceito “pessoal” mencionado na pergunta não se aplica, porque, aberto e acessível na internet, ele representa uma das mais primordiais necessidades humanas: a comunicação em busca de um retorno. O blog é um assunto em pauta hoje, porque ele influencia as pessoas, engaja comunidades e espalha assuntos pertinentes. O apelo corporativo foi natural a partir do momento que mais e mais pessoas entraram na onda. Inicialmente, um profissional de uma determinada empresa iniciou um blog pessoal sobre negócios. As empresas viram seus funcionários blogando e decidiram ter o seu também. O real entendimento das vantagens dessa ferramenta é um ótimo início para começar a se empolgar com a idéia.
O que as pequenas empresas podem ganhar ao fazer um blog?
Fábio Cipriani: Por que os diálogos entre uma empresa e seus clientes (quando existem) devem ser departamentalizado ou formais? Quebrar este paradigma corporativo é importante. Eu vejo isso como a principal vantagem do blog, seguido por melhoras nas vendas e fidelização de clientes. Podemos dizer que oportunidade de negócios é uma das principais razões disso, mas não é a única. Podemos obter ganhos em processos, redução de custos, motivação dos colaboradores, entre outras. No final de 2005, eu resolvi blogar sobre vassouras feitas com garrafas plásticas de refrigerantes. Graças à visibilidade em páginas de busca, como o Google ou Yahoo, o meu comentário ficou famoso e, até hoje, recebo visitas e comentários freqüentes pedindo informações sobre máquinas para construir esse tipo de vassoura. O bom posicionamento em páginas de busca acontece porque os blogs são páginas freqüentemente atualizadas e as ferramentas de busca valorizam isso.
Quais os cuidados a serem observados por quem decidir criar um blog corporativo?
Fábio Cipriani: Escolher bem o blogueiro e o assunto a ser tratado no blog, pois quanto mais específico e fascinante o assunto melhor. Para o blog crescer em popularidade, o público deve pressentir um possível retorno material, financeiro ou intelectual. Além disso, é importante ressaltar que um comentário publicado é um registro de negócios. Uma vez publicado, ele é um documento e tem valor perante o mercado, é indexado em ferramentas de busca e pode ser alvo de ações.
Que tipo de informações você aconselha?
Fábio Cipriani: Qualquer tipo de informação sobre temas que circundam a realidade em que a empresa está fixada. De forma alguma, utilize os comentários do seu blog para falar dos seus produtos de forma exagerada, transformando-o em uma vitrine. O seu produto deve se encaixar no contexto do que é discutido on-line. Se você escreve sobre origami, por exemplo, registre idéias que vão fazer com que seus leitores as espalhem mesmo que o assunto fuja um pouco do tema central.
Quem deve ser responsável pelo site?
Fábio Cipriani: Um blogueiro que tenha certa liberdade para falar bem e mal da própria empresa que representa. Isso gera credibilidade. Não estou falando de liberdade radical, mas também não precisamos ser tão quadrados a ponto de querer monitorar todos os comentários. O blogueiro é um profissional sério e, portanto, deve ter um cargo de confiança, atrelado a diversas áreas de uma companhia: comunicação, marketing, produção, financeiro, tributário, jurídico, recursos humanos, etc.
Quanto de investimento é necessário para que empresas de grande e médio porte montem seu blog corporativo?
Fábio Cipriani: Não importa o tamanho da companhia, o preço do blog varia de acordo com a popularidade. É possível fazer o blog gratuitamente ou gastar somas da ordem de R$ 5 mil por ano ou mais. O gratuito possui limitações de configuração e capacidade, além do fato de não permitir um domínio próprio. Eu possuo dois blogs, o do livro e um de negócios. Não gasto mais do que R$ 100 em cada um por ano. Alugar um serviço de hospedagem de páginas hoje em dia não é caro. Porém, mais do que a hospedagem do seu blog, existe o gasto com o blogueiro. Ele pode não ser um profissional dedicado exclusivamente a isso, mas ao menos um período de tempo diário será gasto nessa nova tarefa.
É possível mensurar o retorno deste investimento? De que forma?
Fábio Cipriani: É complicado medir um retorno sobre investimento nos moldes clássicos, porque o blog promove um tipo de resultado subjetivo: ele converte visitas em oportunidades de negócios, por meio da construção de fidelidade e bom relacionamento com clientes. É difícil relacionar as vendas com o blog e seus custos relacionados (gastos com salários de blogueiros, hospedagem de sites, instalação da aplicação, entre outros). Medir os benefícios em relação a custos ou contra riscos pode mostrar um caminho interessante para uma empresa preocupada com clientes satisfeitos (o que seguramente se transforma em mais vendas). Quão interessante é ter seus clientes satisfeitos e falando bem da sua empresa para amigos, parentes ou em blogs pessoais na internet? Isso pode acontecer com um blog criado por uma empresa ou pelo simples monitoramento da “blogosfera”.
<strong>Fonte: Papel & Arte</strong>
<strong><a href=”http://www.blogcorporativo.net/midia” target=”_self”>< Voltar para ‘Imprensa’</a></strong>
A Blog Council foi criada no final de 2007 por diversos executivos das maiores companhias blogueiras ao redor do mundo para discutir os problemas, idéias e preocupações em torno do Blog Corporativo usado como estratégia de comunicação. Entre as empresas participantes estão a Intel, Nokia, SAP, GM, Microsoft, P&C, entre outras.
No final de julho eles lançaram a chamada “Declaração de Transparência” (Disclosure Statement). O intuito desse documento é ser um guia de melhores práticas na forma de se posicionar no mercado por meio da comunicação via blogs e outras mídias sociais.
Os temas tratados nesse documento (no momento em que esse post é divulgado) são:
Cada um dos itens apresentam uma série de melhores práticas dentro do assunto coberto pelo mesmo. Um ótimo material para uma empresa que está utilizando ou pretende utilizar qualquer forma de mídia social hoje.
Blogar é preciso
Autor do livro Blog Corporativo, o consultor Fábio Cipriani, conta como essa ferramenta pode ajudar as pequenas empresas
22/08/2006
Desde que a internet comercial chegou ao Brasil, muita coisa mudou. Alguns sites viraram portais, boas idéias geraram lucros para poucos, e idéias ruins, prejuízo para muitos. Hoje, não basta para muitas empresas, independentemente do seu tamanho, ter um site institucional ou de comércio eletrônico. É preciso ter um blog. Segundo Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo, a ferramenta humaniza a empresa ao criar vínculo com potenciais clientes ou defensores da marca, dando uma nova cara para a companhia. Saiba, nesta entrevista, como o blog pode ajudar sua companhia a crescer.
PC WORLD – O que a pequena empresa ganha ao começar a fazer um blog?
Fábio Cipriani – O blog é uma ferramenta nova para um conceito antigo, que uma simples página web não possui: conversação. Para aumentar o número de clientes que compram de você, mais que possuir um produto ou serviço de qualidade, é preciso convencer as pessoas e estar aberto para interagir com elas. Ao escrever suas idéias em um blog corporativo, você não estará falando exclusivamente do seu produto, vai falar de você e das suas idéias, vai falar de aspectos que circundam suas áreas de interesse e seu produto. Outra importante projeção dada às empresas pelos blogs é o fortalecimento da marca em sites de busca, com melhor exposição nessas ferramentas.
PCW – E quem deve ser o responsável pelo blog? O dono da empresa? Um diretor?
Cipriani – A princípio, não importa quem é o blogueiro. Se ele tem a liberdade para expressar suas idéias de forma transparente e está disposto a conversar com o público, os negócios irão prosperar. Mas colocar uma assessoria de imprensa para essa tarefa, por exemplo, corta completamente a conversa que seus clientes estão buscando. A comunicação passará a fluir de maneira formal e unidirecional.
PCW – A empresa deve criar seu blog dentro do site da companhia ou pode usar um serviço gratuito?
Cipriani – O blog é uma página web específica e que representa a marca da empresa. Ter um domínio próprio e design exclusivo com as cores e os logotipos da empresa são fatores essenciais para uma boa estratégia de marca. Os serviços gratuitos são muito bons para quem está começando e não possui conhecimento técnico suficiente para construir um blog em servidores próprios ou alugados.
PCW – Qual é o retorno desse investimento?
Cipriani – Possibilidade de novos negócios e de crescimento. Uma pequena empresa raramente vê a internet como um meio de ampliar seus negócios ou divulgar seus serviços. O principal retorno do blog vem por meio da satisfação ou conquista de clientes, mas é difícil atrelar vendas ou retenção de clientes diretamente com a eficiência do blog. Um indicador que pode expressar esse resultado é a quantidade de pessoas que acessam, comentam ou escrevem sobre o seu blog em outras páginas ou blogs na internet. A esse conjunto de indicadores eu dou o nome de “fator barulho” da sua marca.
PCW – Qual a melhor maneira de divulgar um blog corporativo? Que dica você daria para a empresa que quer colocar um blog no ar?
Cipriani – A primeira coisa é fazê-lo logo, pois a imprensa está ansiosa para demonstrar casos práticos de sucesso do uso dessa ferramenta. A principal dica para uma empresa que deseja criar um blog é conhecer a “blogosfera”, antes de tudo. Ambientar-se com blogs e com os conteúdos que podem ser colocados em um post, conhecer os termos usados, estudar blogs que produzem dicas sobre a sua área de atuação, olhar o endereço de um concorrente.
Autor: David de Oliveira Lemes
Fonte: PC World