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Clipping :: Revista Melhor – Eu blogo, tu blogas, nós compartilhamos

17 julho 2008

Eu blogo, tu blogas, nós compartilhamos

Blogs corporativos podem incrementar a comunicação interna, desde que os diálogos sejam para valer

Julho/2008

O HSBC foi o primeiro banco no país a estender o horário de atendimento de algumas agências. Nesse processo gradual, algumas unidades esbarraram em dificuldades de estrutura para cumprir o novo expediente. As correções necessárias foram feitas. Em outro banco, o Real, os números de telefone da ouvidoria e do SAC passaram a ter maior visibilidade nas agências para facilitar o contato dos clientes. Esses dois exemplos têm algo em comum – que não é o fato de serem duas instituições financeiras, mas de que essas melhorias foram implementadas a partir de contatos feitos por meio de seus respectivos blogs corporativos. No HSBC, as dificuldades e as sugestões apresentadas resultaram em soluções. No Real, uma série de peças foi colocada nas agências após sugestão de um funcionário.

O fato é que o verbo blogar tem sido conjugado com freqüência crescente no ambiente empresarial. E pode se prestar a várias funções, do marketing ao suporte ao cliente, passando pela gestão de conhecimento. “Para aumentar o número de clientes que compram de você, mais que possuir um produto ou serviço de qualidade, é preciso convencer as pessoas e estar aberto para interagir com elas. Essa necessidade de comunicação, quase instintiva, tornou-se mais evidente com a internet, não existem mais distâncias e tudo flui rapidamente. Com tudo isso de pano de fundo, o blog abre uma nova possibilidade: alavancar oportunidades de negócios de maneira mais eficiente e com mais evidência”, diz Fabio Cipriani, consultor da Deloitte e autor do livro Blog Corporativo (Editora Novatec).

Pela própria natureza interativa da ferramenta, algumas empresas fazem do blog um canal de relacionamento direto com o público interno. “Dependendo do propósito do blog, o público interno poderá saber o que pensam os tomadores de decisão da companhia, opinar e dar sugestões sobre projetos, desenvolvimento de produtos, gestão da inovação”, diz Cipriani.

Tão emissor quanto receptor, o blog espalha a informação para as demais camadas da organização. A diferença para as outras mídias é que o blog permite que o diálogo seja prontamente estabelecido. Para os gestores, esse retorno pode trazer informações valiosas sobre o cotidiano da empresa. “Qualquer ação que for planejada, o blog já dá informações de como aquele processo está transcorrendo no dia-a-dia”, comenta Juliana Marques, gerente de endomarketing do HSBC.

A criação do blog do HSBC resultou de algumas constatações do então presidente e CEO Emilson Alonso. Familiarizado com o ambiente digital, ele descobriu que havia no Orkut comunidades de pessoas do banco e que falavam assuntos referentes ao trabalho. Alonso identificou a necessidade de criar um canal para abordar temas no âmbito interno. Ao mesmo tempo, a agenda do executivo previa visitas a 20 cidades por ano, nas quais fazia apresentações a grupos de funcionários. Portanto, um novo contato só seria estabelecido dali a um ano. Daí a decisão de fazer um blog, com atualização semanal. Em 4 de abril de 2006, ele estava no ar. “É uma fonte de disseminação do conhecimento para a organização, mas também de resultados e de compartilhar percepções do que acontece junto aos clientes, do andamento de processos”, observa Juliana.

Até Alonso assumir o cargo de CEO do HSBC para a América Latina e Caribe, em maio deste ano, seus textos eram postados todas as terças-feiras e, a partir do tema abordado, surgiam os comentários e as trocas de mensagens. Mas isso não significa que o novo canal de comunicação está com os dias contados. Ao contrátrio: o novo presidente no país, Shaun Wallis, decidiu manter o blog. “Houve uma reunião específica com a área de endomarketing para tratar desse tema, e nós enfatizamos que o blog é pessoal e que deveria refletir o estilo do novo presidente”, conta Juliana.

A propósito, pessoalidade é um dos pontos-chave para um blog ser bem-sucedido, na visão de Cipriani. “O conceito demanda que pessoas comentem os textos produzidos pelo blogueiro e que ele responda aos comentários e converse com seus leitores. Uma interação mais direta e humana. Pessoa-pessoa e não pessoa-empresa ou pessoa-departamento”, diz.

E essa interação pode ser medida no HSBC: os 28 mil funcionários do banco têm acesso ao blog e, segundo levantamento da área de comunicação, 45% dos funcionários tinham o hábito de acessar o blog, que registrava uma média de 60 posts semanais durante a gestão de Alonso.

Além de ser uma forte ferramenta de comunicação (a própria transferência de Alonso foi divulgada pelo blog), Juliana destaca outra funcionalidade desse canal: servir de antena para captar sinais do clima organizacional. “Nosso RH tem mais subsídios para debater com o RH mundial do grupo o impacto de algumas decisões”, conta. A experiência brasileira inspirou o CEO mundial do HSBC e presidentes de outros países a lançarem seus respectivos blogs.

Por ser uma mídia com alto poder de interatividade, não há o risco de tomar muito tempo do gestor? No caso do HSBC, Juliana conta que o presidente despendia cerca de duas horas semanais com o blog. E muitas vezes atuava como um moderador. “Se havia um tema forte sobre tecnologia, ele envolvia o pessoal da área para falar sobre o assunto.” Em outras ocasiões, era uma espécie de anfitrião. “Quando saía de férias, ele convidava um executivo para tratar de temas de sua área no blog”, explica.

A gerente destaca outra vantagem do blog: a quebra de barreiras hierárquicas e geográficas que dificultariam a comunicação no ambiente físico. “Um profissional júnior, em Tocantins, pode discutir um tema diretamente com um profissional sênior em nossa sede”, diz. Ou seja, para a comunicação, o mundo encolheu. “O processo ligado à mídia digital comprime o tempo e o espaço”, explica o diretor-presidente da Aberje, Paulo Nassar.

No banco Real, o blog é abastecido pelo presidente Fabio Barbosa, que define os temas e redige as mensagens. “O blog surgiu justamente da vontade de termos um canal que aproximasse ainda mais todos os funcionários do banco. O objetivo era fortalecer a cultura da organização por meio do posicionamento do nosso presidente sobre assuntos ‘quentes’ e relevantes e da troca de experiências, informações e dos valores que nos unem”, conta Fernando Martins, diretor executivo de estratégia da marca e comunicação corporativa.

Lançado em maio de 2007, o espaço virtual pode ser freqüentado pelos 33 mil colaboradores. “Nele, os funcionários têm a oportunidade de compartilhar dúvidas, críticas e sugestões relacionadas aos assuntos que envolvem o nosso negócio. [O blog] também reforça o sentimento de pertencer e o de responsabilidade de cada um pelas melhorias e resultados da empresa”, analisa Martins.

O blog corporativo é uma manifestação da presença da Web 2.0 nas empresas. O termo baseia-se no conceito de que a geração e a organização do conteúdo são feitas pelos usuários. O fenômeno também pode ser observado pela construção das wikis, sobretudo em projetos que envolvem pessoas em locais e horários diferentes. Mas há outras funções a que as wikis podem se prestar, como cita Cipriani. “Na SAS, empresa que produz softwares de gerenciamento de dados e análises, foi criada uma wiki para permitir aos funcionários contarem suas experiências de viagens pelos mais de 400 escritórios da companhia espalhados pelo mundo.

Assim, se alguém está indo para a Finlândia, por exemplo, poderá aprender mais sobre o país, ter dicas de hotéis etc. O site está em constante evolução já que é mantido pelos próprios funcionários.”

As mídias digitais vão ampliando as formas com que podem ser usadas no universo corporativo. Na intranet da Amadeus, fornecedora de softwares para a área de turismo, existem dois ambientes principais. O primeiro é o das políticas corporativas, em que cada departamento publica seus arquivos. O segundo é o blog interno, em que qualquer funcionário pode postar informações e comentários sobre assuntos ligados aos negócios da companhia. “Queríamos abrir um canal de troca de informações interna em que a gestão do conhecimento não tivesse muitos funis em seu processo”, explica o gerente de marketing André Fróes. Com 104 funcionários, a Amadeus concentra 70% desse contingente em São Paulo. Há um escritório no Rio de Janeiro e equipes da área comercial que se deslocam pelo país. Com o acesso permitido a todos, a comunicação via blog trouxe vários benefícios. “Hoje, consegue-se divulgar o resultado de uma visita ao cliente, dar feedback, reagir a uma ação da concorrência com muito mais agilidade.” O gerente conta que a empresa planeja o lançamento de um blog para o público externo, destinado a profissionais, estudantes e empreendedores para discutir temas do setor de turismo.

O blog pode eliminar gargalos, tornar a troca de informações mais ágil e transparente, e democratizar os processos de comunicação. Mas isso não significa que a criação de um canal interativo vá tornar a vida dos comunicadores um mar de rosas. Nassar, da Aberje, ressalta que as empresas que entrarem na onda digital por modismo correm risco de gastar tempo e dinheiro e, no final das contas, afastar o colaborador. “Vão aparecer perguntas quentes, que muitas vezes a empresa não está disposta a responder”, diz .

Juliana, do HSBC, dá um alerta semelhante. “Quem for lidar com blog precisa ter estômago, porque nessa via de mão dupla as pessoas falam o que acham. Chegam os cumprimentos, mas também as críticas. O gestor tem de encarar isso como uma oportunidade de promover melhorias. Não acontecem somente coisas boas nas empresas, e é preciso entender que a vida é assim.” A comunicação não é mais a mesma. E a gestão, tampouco.

Bê-á-bá do blog
O consultor Fabio Cipriani lista cinco passos para tornar a comunicação via blog eficaz.

Ter familiaridade com o que é um blog e com o tipo de linguagem que é utilizada. Não escrever como um departamento, mas como uma pessoa.

Cobrir um assunto específico. Não é producente querer cobrir todos os assuntos do mundo num único lugar.

Sempre estabeleça normas e políticas sobre uso de blogs dentro da sua empresa. Explique o que é esperado dos leitores e dos blogueiros.

Converse com os leitores. Acompanhe os acessos e mensure resultados pinçando os principais insights que o blog permitiu captar.

Autor: Paulo Jebaili
Fonte: Revista Melhor – Gestão de Pessoas

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Clipping :: Revista Info Exame – Blog vai ao trabalho

9 julho 2008

O Blog vai ao trabalho

10/06/2006

Cada vez mais empresas se rendem ao poder de comunicação da blogsfera.

Quer falar com o presidente da empresa em que você trabalha? Abra o browser e acesse o blog dele. No HSBC Brasil esse recurso virou uma possibilidade para os 28 mil funcionários do banco no mês de abril. Foi quando estreou na intranet o Blog do CEO, comandado pelo paulista Emilson Alonso, de 51 anos. Logo no primeiro post publicado por ele, dando as boas vindas à equipe. foram postados 397 comentários. Até o início de junho, somaram-se 1.861.

O HSBC é um dos exemplos de como as empresas estão usando os blogs para se comunicar com funcionários e clientes. Essa veia corporativa é impulsionada pelos números pujantes dos blogs entre internautas em geral. Existem hoje no mundo 49.5 milhões de blogs nas contas do Technorati, site especializado no tema. Por dia. São publicados mais de 1.2 milhão de posts. Nas empresas. os números ainda são bem mais modestos. Em junho, o wiki americano TheNewPR contabilizava 246 blogs de CEOs e 119 organizações que mantêm blogs em suas intranets. Mas boa parte do barulho vem de páginas abertas a qualquer um. Algumas viraram clássicas. É o caso do FastLane. que reúne executivos da GM do porte do americano Bob Lutz. vice-presidente executivo. Ele fala, entre outros temas, sobre as inovações nos automóveis da companhia. Outro exemplo é Jonathan Schwartz, presidente da Sun Microsystems, que freqüentemente abre espaço para discussões sobre software livre em sua página.

Um termômetro de como as grandes empresas no Brasil estão usando os blogs é o ranking “As 100 Empresas Mais Ligadas”, publicado pela INFO em abril. Das 100 companhias, pelo menos dez já usam os blogs como recurso de comunicação. São nomes como Nokia, CTBC Telecom e Bunge Fertilizantes. “A velocidade de adoção entre as grandes empresas não é tão grande porque ainda existe um certo temor de que informações estratégicas possam vazar pelos blogs”, afirma Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo.

Posts sem censura?

Os clientes não costumam ter travas na hora de criticar produtos e serviços de uma empresa na internet. Mas será que o mesmo acontece com os empregados? “O Blog do CEO virou um fórum. O funcionário pode dizer o que quiser, desde que se identifique”, afirma o CEO Emilson Alonso. Uma equipe retira do ar comentários que tragam palavras chulas ou conteúdo comercial.

A idéia do blog surgiu quando Alonso se cadastrou no Orkut e viu que havia várias comunidades sobre o banco. Além disso, os funcionários começaram a deixar scraps em seu perfil pessoal abordando questões da empresa. “Não era um ambiente ideal para tratar assuntos estratégicos”, diz. A ferramenta do blog foi desenvolvida internamente em Java e usa o banco de dados Oracle. Segundo Alonso, não há planos para a criação de um blog externo do HSBC.

O SMS dá o aviso

Uma das empresas que aderiram aos blogs externos foi a LocaWeb, especializada em hospedagem de sites e data center. No ar desde fevereiro deste ano, o http://blog.locaweb.com.br traz desde dicas sobre a tecnologia Ajax a discussões sobre os serviços da empresa e suporte. “Antes do blog recebíamos 100 sugestões de clientes por semana. Agora. o número pulou para 250″, afirma Cristian Gallegos, gerente de marketing e um dos administradores do site. Os 350 funcionários da LocaWeb também estão habilitados a publicar artigos, mas os textos são submetidos à “aprovação” da área de marketing. A LocaWeb utiliza em seu blog a plataforma livre WordPress e oferece uma versão customizada do software a seus clientes – são 75 mil endereços hospedados nos servidores da empresa.

Como em alguns casos não dá para deixar o cliente esperando por uma resposta no blog, algumas empresas criaram uma estrutura para serem avisadas sobre novos posts por SMS, no celular. É o caso da construtora Tecnisa. Ainda na fase beta, o www.blogtecnisa.com.br estreou no fim de maio e fala sobre os empreendimentos imobiliários e assuntos do dia-a-dia da empresa. Mas o SMS não tem trabalhado muito ultimamente. Em um mês, foram postados no site apenas 14 comentários, distribuídos dos por dez artigos.

Dicas para blogueiros

O livro Blog Corporativo, do consultor Fábio Cipriani, dá dicas de como as empresas podem aproveitar a onda dos blogs. Veja o que o autor disse à INFO:

INFO – Que tipo de empresa tem aderido mais aos blogs?

CIPRIANI – Em geral, as pequenas e médias. Elas não possuem uma estrutura tão hierarquizada. Algumas grandes empresas ainda temem dar a cara a bater nos blogs ou que dados estratégicos vazem.

Esse medo de se expor faz sentido?

Não, é uma questão cultural. As empresas devem entender que os blogs são uma forma de aumentar a transparência. Mas é preciso ter agilidade para responder aos posts. Ou o blog perderá o interesse.

Galeria de blogs

Bob Lutz, vp executivo da General Motors

http://fastlane.gmblogs.com

No ar há um ano, é uma fonte para conhecer inovações da GM.

Jonathan Schwartz, presidente da Sun Microsystems

http://blogs.sun.com/jonathan

Foi um dos pioneiros entre CEOs a adotar um blog, há dois anos.

Bob Langert, diretor-sênior do McDonald’s

http://csr.blogs.mcdonalds.com

O endereço mostra ações de responsabilidade social.

Bob Sutor, vp da IBM
www.sutor.com/newsite/blog-open
Sutor é um dos evangelizadores de software livre da Big Blue.

Autor: Danilo Gregório
Fonte: Info Exame

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Como criar valor com o blog corporativo

9 julho 2008

Li no Comunicadores uma referência a uma pesquisa da Forrester que foi noticiada ontem pela ComputerWorld. No começo não achei a pesquisa mas depois percebi que já a havia lido antes – e não falei sobre ela porque entrou na minha lista de prioridades (que hoje em dia está concorrida). A pesquisa foi publicada há um mês!

Outra pesquisa mais recente, da mesma autora, vai além, demonstra que os marqueteiros foram reprovados no teste de marketing em comunidades online. A maioria deles usam os meios tradicionais como TV, press-releases e anúncios em revistas e desconhecem as possibilidades abertas pelas comunidades online.

No resumo do primeiro relatório são apresentadas 4 estratégias:

  1. Seja aquele que inicia a conversação, não aquele que destrói
  2. Crie conteúdo divertido e que seja fácil de absorver e aplicar
  3. Faça a ligação entre os eventos de interesse da companhia e a comunidade em torno
  4. Convide formadores de opinião de dentro da empresa e os guie no mundo dos blogs

Além disso, a pesquisa fala de assuntos bastante conhecidos pelos leitores desse blog: honestidade, transparência, falar sobre o universo do seu produto, não ficar olhando só para seu umbigo, etc.


Blog da Polícia Portuária Federal

11 junho 2008

Aparentemente o movimento policial nos blogs vai muito bem obrigado. Considero isso muito importante para que os blogs sejam vistos também com seriedade, junto com a iniciativas de empresas adotando o blog como ferramenta de comunicação corporativa. Com esse tipo de blog, a comunidade, por meio da rede, pode encontrar um novo meio de ajudar, opinar e discutir sobre a atuação do serviço de policiamento público militar, federal ou civíl no Brasil.

Por meio do Blog da Polícia Portuária Federal encontrei outros links interessantes como: Blog da Segurança Pública, Caso de Polícia, Polícia e Cia e o Diário de um PM.

Falei aqui no blog sobre Blog da Polícia no início de 2006.


Monitorando a rede – mais ferramentas para medir sua reputação

1 junho 2008

Depois do post anterior fiquei pensando em me atualizar em alguns modos de monitorar blogs, twitter e afins para ficar por dentro da reputação corporativa da sua marca. Acabei achando ferramentas bastante interessantes mas vou comentar apenas as que considero mais relevantes.

Comentários:

  • CoComment – Já existe há algum tempo e ajuda você acompanhar seus próprios comentários em outros blogs, acompanhando assim a conversação. Ali o leitor pode se transformar em referência para a comunidade. Um bom comentarista é tão importante quanto um bom blogueiro.
  • Co.mments – Mesma idéia do CoComment.
  • Commentful – Acompanha comentários e informação do Digg, Flickr, Blogger, WordPress e outras páginas de hospedagem para blogs.

Ferramentas de Busca:

  • Google Alerts – É óbvio mas muita gente não conhece. O Google te envia uma mensagem com os últimos resultados de palavras-chave específicas e de sua escolha.
  • Trackur – É pago mas é barato e oferece mais valor que o Google Alerts.
  • MonitorThis – Para quem conhece feeds, esse serviço monitora 22 ferramentas de busca e canaliza tudo em um feed para você.

Twitter:

Mas não basta conhecer ferramentas, temos que saber o que buscar nelas. Algumas ideias para sua empresa:

  • Nome da empresa, endereço web da empresa;
  • Nomes de funcionários da empresa que possuem blogs ou aparecem na mídia;
  • Nome de produtos ou serviços, endereço web para esses produtos;
  • Concorrentes!


Fique satisfeito!

31 maio 2008

O conceito por trás do Get Satisfaction é o uso das próprias pessoas e eventualmente funcionários das empresas para suportar e discutir sobre os produtos e serviços de uma marca. No fundo é um grande fórum aberto para se discutir idéias (logo logo não terá mais acento) – ideias – problemas, dúvidas, etc. Ok. Aí vc me pergunta: o que é que tem de especial alí? Resposta: o Overhead – um monitor do twitter – e a interface pra lá de amigável. Pessoas com menos conhecimento de como as ferramentas 2.0 funcionam tem a chance de ler e responder facilmente o que a comunidade está falando. Detalhe: por interface amigável me refiro também ao fato de o site não ser inundado de propagandas…


Além dos blogs

27 maio 2008

A matéria do Stephen Baker e Heather Green que li hoje na BusinessWeek resgata uma antiga matéria sobre blogs influenciando o mundo dos negócios (de 2005) e busca traçar uma atualização sobre o tema. O artigo de 2005 foi usado como uma das minhas referências quando estava escrevendo o livro, o novo artigo é pra lá de interessante (mas para quem respira web 2.0 pode ser um déjà-vu).

Resumo: em 2005 blogs iam mudar seus negócios, hoje são eles + as comunidades ou redes sociais virtuais. Vale dizer web 2.0.

O artigo me fez refletir em dois pontos:

- Os blogs, na busca por mais audiência, não poderão ser atualizados por apenas um autor. Para ter audiência é preciso postar muito. Por sua vez, postar muito significa tempo. Assim, autores em ascensão postarão menos e não mais crescerão em audiência, ou vamos viver a onda de “fusões e aquisições” para continuar crescendo.

- As redes sociais correm um severo risco de serem uma bolha. Os investimentos recentes em ferramentas desse genero estão cada vez mais agressivos. A população a ser servida é grande, mas o foco nessa ou naquela ferramenta é pequeno o bastante para se prejudicar muito caso, por mero capricho do usuário, eu julgar que aquele novo site é mais legal que o orkut, por exemplo.


Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

13 março 2008

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.


Redes sociais e oportunidades de negócio para empresas, investidores e consultores empresariais

29 agosto 2007

Estou disponibilizando aqui e no SlideShare uma apresentação que fiz para alguns empresários, investidores e consultores de empresas.

A apresentação é uma atualização de uma apresentação anterior que fiz na USP São Carlos no ano passado. Só que desta vez abordei oportunidades das comunidades e do mercado em torno dela – investimentos e operações de M&A (Mergers and acquisitions).

Download aqui (PDF)


Pontos positivos e de atenção dos Blogs Corporativos

14 agosto 2007

Segundo o ponto de vista de diversos blogueiros corporativos, Marcio Gonçalves e Carolina Terra listaram em seu artigo para a RP em Revista os pontos positivos e negativos de se usar o blog como estratégia de comunicação empresarial.

Eu chamaria a lista de pontos positivos e pontos de atenção dos blogs corporativos. Os batizados “pontos negativos” são perfeitamente contornáveis. O trecho abaixo foi inteiramente retirado do artigo citado acima:

Pontos positivos

  • Abrir um canal de relacionamento com seus stakeholders, principalmente formadores de opinião on-line.
  • Dar uma cara mais “humana” à empresa, se o blog for realmente um blog e não um site corporativo travestido de blog.
  • Ter um canal para feedback da comunidade sobre a empresa e suas ações.
  • Um canal de comunicação da empresa que pode ser facilmente atualizado. Uma fonte confiável de informações da empresa que podem auxiliar seus clientes e fornecedores a entender melhor como ela funciona.
  • Uma forma de conhecer os seus clientes e permitir interação. Receber feedback deles na forma de comentários e até mesmo estabelecer e melhorar o relacionamento a partir desses recursos.
  • É um canal viral. Dessa forma os textos podem ser indicados a outras pessoas e diversos meios podem consultar o blog como uma fonte de referências confiável de uma empresa.
  • Conquistar a confiança do consumidor é, com certeza, o primeiro ponto positivo. Ter um blog é ser transparente e aceitar o diálogo com o consumidor. A internet e a globalização possibilitam que o público acompanhe tudo o que as empresas fazem ou deixam de fazer. Não adianta mais tentar enrolar as pessoas. Qualquer um pode encontrar informações e opiniões no Orkut, YouTube e blogs. O fenômeno blog desafia as tendências tradicionais sobre o controle da comunicação das corporações, mídia, governo e mercado. É um novo campo em que todos podem recomendar ou criticar seu produto ou serviço. De acordo com o Estudo de Confiança da Edelman de 2007, os consumidores acreditam mais em “pessoas comuns” do que em autoridades. Ou seja, o recado está dado: chega de mensagens enlatadas! Os blogs emergiram rapidamente como uma nova tecnologia neste caminho.
  • Outro ponto positivo é que os blogs se tornaram uma fonte de informação com credibilidade, principalmente para jornalistas e formadores de opinião. Blogs de CEOs e funcionários são formas viáveis de comunicação para muitas propostas, como ferramenta de conhecimento interno para aumentar a credibilidade e dividir informação, e devem ser considerados como uma estratégia para comunicação corporativa.
  • Profissionais da área de comunicação devem entender a blogosfera como medidor em tempo real da eficiência da comunicação interna – mais um ponto positivo para os blogs – e engajamento dos funcionários. Embora não seja uma medição tão efetiva quanto uma pesquisa tradicional, serve como dados qualitativos sobre o sentimento do funcionário em relação à empresa – ótima ferramenta para recursos humanos. As empresas precisam considerar que a comunicação olho-no-olho ainda é mais efetiva e que ela refletirá na comunicação virtual, mostrando a felicidade do funcionário que a vê com uma ótima comunicação interna e um bom relacionamento com os executivos.

Pontos de atenção

  • Se a empresa não for realmente preocupada com que diz e faz, pode gerar ainda mais fragilidade e ela poderá ser ainda mais atacada
  • Exige trabalho dedicado e temas/discussões que não apenas interessem mas envolvam a comunidade na discussão.
  • Se o blog for em torno da marca e não de um tema pode gerar desgaste para a empresa. A Tecnisa, construtora de SP, por exemplo, tem um blog muito bom mas ela não fala de si mesma, fala da construção civil.
  • É um meio informal de se comunicar, que não dá a mesma credibilidade que teria, por exemplo, um press release ou até mesmo um jornal fechado com temas específicos.
  • O feedback não é espontâneo e está mais direcionado com o conteúdo dos textos publicados. Uma ferramenta que permite o feedback mais espontâneo é o fórum na internet, recurso que muitos portais adotam cada vez mais em conjunto com o blog corporativo.
  • Não permite resposta ao feedback de forma direcionada. O feedback pode ser feito a partir de textos que comentem o conteúdo dos comentários dos usuários, mas sempre de forma genérica e nunca personalizada.
  • A falta de cultura ainda atrapalha o amadurecimento desta nova ferramenta. Existe muita confusão e medo com relação a blogs e muitas empresas ainda não entenderam o objetivo deste fórum de discussão virtual.
  • Além disso, por trata-se de uma espaço aberto, é preciso tomar cuidado com o que será escrito, já que a informação vale ouro nos tempos atuais. Seus concorrentes podem “roubar” suas idéias ou conceitos.
  • E por último, a falta de compromisso e respeito com os comentários. Não acho que é uma desvantagem, mas sim um risco. Uma vez que você começa um blog, as pessoas esperam diálogo e troca de experiências. Então não vale escrever a cada mês ou 45 dias. É preciso ter empenho e saber receber sugestões e, talvez, até críticas.


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