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	<title>Blog do livro Blog Corporativo &#187; consumidor moderno</title>
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	<description>Aprenda como melhorar o relacionamento com seus clientes e fortalecer a imagem da sua empresa</description>
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		<title>Clipping :: Consumidor Moderno no Varejo &#8211; Final Feliz?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 01:33:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Cipriani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Final Feliz? Março/2010 A evolução dos livros em papel para o formato digital é uma história com diversos personagens que ainda está sendo escrita. Não se pode afirmar, entretanto, qual o destino reservado a um dos protagonistas dessa obra: as livrarias Diariamente, após uma jornada de trabalho por vezes puxada, Marcílio D’Amico Pousada se recosta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Final Feliz?</p>
<p><small>Março/2010</small></p>
<p><strong>A evolução dos livros em papel  para o formato digital é uma história com diversos personagens que ainda  está sendo escrita. Não se pode afirmar, entretanto, qual o destino  reservado a um dos protagonistas dessa obra: as livrarias</strong></p>
<p>Diariamente, após uma jornada de trabalho por vezes puxada, Marcílio  D’Amico Pousada se recosta na cabeceira da cama e se põe a ler. Naquela  última semana de fevereiro, o livro da vez era “História do Brasil com  Empreendedores”, em que o historiador Jorge Caldeira narra a importância  dessa figura para a construção da economia e sociedade nacional desde  os tempos de colônia. Pousada também lê no táxi ou em aviões, em viagens  de negócios ou não. Por ano, ele devora cerca de 50 livros – em média,  um por semana. Seria bem mais fácil se todos os títulos estivessem  disponíveis num único lugar: um tablet ou um leitor eletrônico  (e-reader), por exemplo. Por ora, ele mantém os de papel.</p>
<p>Pousada é o presidente da rede de livrarias Saraiva, companhia com 95  anos no mercado que dita tendências e se reinventa quando preciso. Foi  assim com a abertura da primeira megaloja do gênero no País, em 1996; o  lançamento do primeiro site de vendas do Brasil em 1998, que hoje  responde por 35% de seu faturamento; e a compra da rival Siciliano, em  2008. Agora, com livros disponíveis em formato eletrônico para download  na internet (e-books) e a curiosidade em torno dos e-readers mundo  afora, talvez seja a hora de mudar novamente.</p>
<p>Nos Estados Unidos, com um mercado literário que movimenta US$ 25  bilhões ao ano, as vendas de e-books saltaram de US$ 67 milhões em 2007  para US$ 113 milhões no ano passado. A Forrester Research estima que  três milhões de aparelhos para ler livros eletrônicos foram vendidos no  ano passado nos Estados Unidos.</p>
<p>A ameaça sobre os livros de papel começou a ganhar força com o  lançamento do Kindle em 2007 pela gigante do varejo on-line ianque  Amazon. Com acesso às redes 3G e Edge, o usuário consegue baixar  aproximadamente meio milhão de títulos em formato PDF na loja virtual  por um preço médio de US$ 9,99 cada (três vezes menos que os impressos;  alguns títulos não saem por mais de US$ 2) e pode ler em qualquer lugar.  No ano passado, com um novo modelo capaz de armazenar 3,5 mil obras e a  distribuição em mais de cem países, as vendas aumentaram.</p>
<p>O dia 25 de dezembro ficou marcado como o primeiro em que a Amazon  vendeu mais e-books que livros impressos. O Kindle não é o único. Sony,  Fujitsu, Samsung e outras fabricantes também têm os seus e-readers. No  início deste ano, a Apple lançou o iPad – um computador sensível ao  toque que permite, além de navegar na internet e ouvir músicas, ler os  ebooks. E há uma expectativa do mercado em torno de novidades que podem  ser apresentadas pelo Google. Diante disso, as livrarias estariam  fadadas ao mesmo destino que tiveram as lojas de CDs e videolocadoras  com o advento das músicas e vídeos na internet?</p>
<p><strong>Páginas em branco</strong></p>
<p>Um movimento que se observou ao longo de décadas foi o  desaparecimento das livrarias de bairro, menores, e a concentração das  grandes redes. Fabio Cipriani, consultor de estratégia de mercado e  consumidor da Deloitte, aponta o comércio eletrônico como outro fator  que exigiu da Saraiva e da Cultura, por exemplo, oferecer mais que  livros. Hoje, é possível ir a uma loja e comprar itens de informática,  jogos, assistir a exposições e palestras e até tomar um café.</p>
<p>Com os livros eletrônicos e os leitores digitais feitos para eles não  deve ser diferente. Cipriani ressalta que, ao menos no médio prazo, o  que deve acontecer é uma divisão entre os formatos, não uma substituição  imediata. Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas  Avançados do Recife (CESAR), é categórico: os e-readers de hoje estão  longe do que esse mercado virá a ser. Assim como o primeiro carro criado  por Henry Ford, ou o videogame Atari em comparação ao Playstation 3 ou  XBox de hoje, não são Kindles ou iPads que transformarão o mercado e o  hábito das pessoas.</p>
<p>“Quero um livro em que eu possa escrever, compartilhar o conteúdo nas  redes sociais e saber o que os outros acham sobre isso também”, diz  Meira, que lê dezenas de livros ao mesmo tempo – alguns impressos,  muitos digitais. E o cientista profetiza: a mudança estará consolidada  quando der para fazer com o digital o que já se fazia com o analógico e  um conjunto de outras ações que não eram possíveis anteriormente. E isso  não será apenas pelos e-readers, mas, sim, por PCs, laptops e  celulares, com uso de tecnologias como realidade aumentada, entre  outras.</p>
<p>É um caminho sem volta, mas com grande distância a ser percorrida.  Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac no Brasil, chegou com essa  visão da viagem que fez recentemente à matriz na França. Lá visitou  unidades da rede e viu os cinco modelos de e-readers à venda com uma  infinidade de títulos em formato eletrônico. A sucursal daqui também  deve começar a vender leitores digitais em breve. Porém o mercado  francês é dominado por quatro ou cinco grandes editoras – o que facilita  a negociação entre fornecedor e comerciante.</p>
<p>“No Brasil não temos quem concentre uma enorme quantidade de títulos,  então o processo vai ser mais complexo”, observa Patrícia. “O próprio  Kindle não dá acesso a qualquer conteúdo, só ao que está disponível pela  Amazon. Diante do que existe numa livraria real, a virtual é o começo  de um processo”, completa.</p>
<p>Cipriani corrobora que um entrave para a massificação dos e-books em  português são as editoras. Poucas delas se arriscam a digitalizar seus  títulos, com medo de que alguém quebre o código que protege os direitos  autorais e pirateie na internet. O mercado editorial brasileiro  movimenta anualmente uma ordem de R$ 3,3 bilhões, segundo a Câmara  Brasileira do Livro (CBL), com quase 350 milhões de exemplares  produzidos. Por conta disso, em outubro do ano passado a CBL reuniu  representantes de três editoras para avaliar as possibilidades e traçar  uma estratégia para o setor na era da internet. O objetivo é não ser  pego de surpresa, como aconteceu com as gravadoras.</p>
<p><strong>Novo capítulo</strong></p>
<p>Em maio do ano passado, a Saraiva passou a vender e alugar vídeos  pela internet. Com os livros digitais, não deve ser diferente. “É uma  tendência, não tem como a gente falar que não vai acontecer”, avisa  Pousada, que não nega o espaço importante que os e-books devem ocupar.  Mesmo assim, o executivo acredita que a substituição se dará numa  velocidade diferente como a que ocorreu com o setor fonográfico. Porém  substituir o papel pelo eletrônico deve demorar mais tempo.</p>
<p>“Música é instantânea. Já o livro convive por um tempo maior com a  pessoa”, diz. Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura,  considera esse um mercado “muito incipiente”, sem definição e que  precisa ser avaliado. E diz que, mesmo que as editoras optem pelo modelo  virtual, nada vai mudar para a livraria, pois serão as detentoras dos  títulos que vão ditar os preços.</p>
<p>“Como não existe um padrão, cada um está fazendo do seu jeito”,  assinala. Por isso, desde março a Cultura comercializa 150 mil títulos  em formato eletrônico que podem ser baixados em e-readers ou computador.  A maioria é em inglês, por conta da indefinição no mercado brasileiro.</p>
<p>O fator preponderante, entretanto, será a mudança de hábito. Herz,  que acabou de ler “A lógica do Consumo”, e Patrícia, que concluiu “O  Poderoso Chefão”, já testaram a leitura no Kindle&#8230; e não gostaram.  Pousada, da Saraiva, é outro que prefere o livro de papel e diz que os  e-books são vantajosos quando a questão é o acesso rápido a algum  conteúdo. Seja nos e-readers ou mesmo em computadores, o desafi o será  convencer os leitores a trocarem as cores, a capa bem trabalhada, a  sensação que se tem ao folhear as páginas e o cheiro dos livros em papel  pela insipidez dos virtuais.</p>
<p>Meira, do CESAR, não sabe especificar quando os impressos serão  substituídos, mas tem certeza de que isso ocorrerá. Ele cita o exemplo  do automóvel, que levou três décadas para ganhar a preferência dos  usuários. “Se levar esse tempo para o e-book substituir o papel, tudo  bem”, contenta-se. Como pontos a favor estão o interesse das gerações  mais jovens pelas novidades tecnológicas e a chance de atingir os  rincões do País – aonde livros comuns não costumam chegar.</p>
<p>Já as livrarias, em seu formato atual, devem sumir do mapa. “O que  vão existir são butiques superespecializadas”, aposta Meira. Como algo  que ainda está acontecendo, não  se sabe como essa história vai  terminar. Os varejistas devem estar prontos para a metamorfose – talvez  centralizando as operações em suas lojas online. Deve levar algum tempo  para que isso ocorra. Mas, como diria Machado de Assis, uma coisa é  certa: “o futuro nunca se engana”.</p>
<p><strong>Fonte: Consumidor Moderno No Varejo<br />
</strong></p>
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		<title>Mídias sociais daqui a 10 anos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 12:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fábio Cipriani</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Poderia chutar 20 ou 30 anos, mas a vida anda muito rápida para pensarmos tão longe. Hoje estava lendo a matéria da revista &#8220;Consumidor Moderno&#8221; de setembro/09 sobre as redes sociais. A reportagem tem presença ilustre de personalidades das redes sociais como o <a href="http://www.naozero.com.br/" target="_blank">Juliano Spyer</a> e o <a href="http://www.interney.net/" target="_blank">Interney</a>.</p>
<p>O assunto estopim da matéria é a manifestação dos consumidores na rede. Sempre que temos matérias sobre o assunto na imprensa (e isso ocorre desde os idos de 2003) sempre mostramos mais casos desfavoráveis às empresas e poucos casos favoráveis, mas uma coisa acontece em comum: cada vez mais os nomes de empresas ilustrando os artigos mudam, variam, <strong>aumentam</strong>.</p>
<p>Pensando a respeito e fazendo um rápido exercício que não exige muita matemática podemos afirmar que não vai demorar muito para que quase todas, senão todas, empresas (formais ou informais) acabem sendo mencionadas nas mídias sociais ao menos uma vez. Na verdade essa é uma extrapolação que será proporcional ao número de brasileiros que passem a ter acesso à rede, seus enlaces sociais e considerando todo o tempo em que posts, tweets e artigos perdurem online.</p>
<p><strong>O consumo e as relações com empresas são vistos como relacionamentos que fazem parte da nossa esfera social.</strong></p>
<p>Cabe a você empresário ou executivo garantir que os resultados da sua empresa sejam sempre mais positivos que negativos. <strong>A repercussão online da sua marca reflete a experiência dos seus clientes com seus processos offline</strong>. Falhas acontecem por variados motivos inocentes ou culpados, mas pense na sua reputação nas redes sociais como uma queda de braço entre o ótimo e o péssimo, e não como &#8220;será que minha marca estará lá?&#8221;. Acredite, ela estará.</p>

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