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    Clipping :: Consumidor Moderno no Varejo – Final Feliz?

    23 junho 2010

    Final Feliz?

    Março/2010

    A evolução dos livros em papel para o formato digital é uma história com diversos personagens que ainda está sendo escrita. Não se pode afirmar, entretanto, qual o destino reservado a um dos protagonistas dessa obra: as livrarias

    Diariamente, após uma jornada de trabalho por vezes puxada, Marcílio D’Amico Pousada se recosta na cabeceira da cama e se põe a ler. Naquela última semana de fevereiro, o livro da vez era “História do Brasil com Empreendedores”, em que o historiador Jorge Caldeira narra a importância dessa figura para a construção da economia e sociedade nacional desde os tempos de colônia. Pousada também lê no táxi ou em aviões, em viagens de negócios ou não. Por ano, ele devora cerca de 50 livros – em média, um por semana. Seria bem mais fácil se todos os títulos estivessem disponíveis num único lugar: um tablet ou um leitor eletrônico (e-reader), por exemplo. Por ora, ele mantém os de papel.

    Pousada é o presidente da rede de livrarias Saraiva, companhia com 95 anos no mercado que dita tendências e se reinventa quando preciso. Foi assim com a abertura da primeira megaloja do gênero no País, em 1996; o lançamento do primeiro site de vendas do Brasil em 1998, que hoje responde por 35% de seu faturamento; e a compra da rival Siciliano, em 2008. Agora, com livros disponíveis em formato eletrônico para download na internet (e-books) e a curiosidade em torno dos e-readers mundo afora, talvez seja a hora de mudar novamente.

    Nos Estados Unidos, com um mercado literário que movimenta US$ 25 bilhões ao ano, as vendas de e-books saltaram de US$ 67 milhões em 2007 para US$ 113 milhões no ano passado. A Forrester Research estima que três milhões de aparelhos para ler livros eletrônicos foram vendidos no ano passado nos Estados Unidos.

    A ameaça sobre os livros de papel começou a ganhar força com o lançamento do Kindle em 2007 pela gigante do varejo on-line ianque Amazon. Com acesso às redes 3G e Edge, o usuário consegue baixar aproximadamente meio milhão de títulos em formato PDF na loja virtual por um preço médio de US$ 9,99 cada (três vezes menos que os impressos; alguns títulos não saem por mais de US$ 2) e pode ler em qualquer lugar. No ano passado, com um novo modelo capaz de armazenar 3,5 mil obras e a distribuição em mais de cem países, as vendas aumentaram.

    O dia 25 de dezembro ficou marcado como o primeiro em que a Amazon vendeu mais e-books que livros impressos. O Kindle não é o único. Sony, Fujitsu, Samsung e outras fabricantes também têm os seus e-readers. No início deste ano, a Apple lançou o iPad – um computador sensível ao toque que permite, além de navegar na internet e ouvir músicas, ler os ebooks. E há uma expectativa do mercado em torno de novidades que podem ser apresentadas pelo Google. Diante disso, as livrarias estariam fadadas ao mesmo destino que tiveram as lojas de CDs e videolocadoras com o advento das músicas e vídeos na internet?

    Páginas em branco

    Um movimento que se observou ao longo de décadas foi o desaparecimento das livrarias de bairro, menores, e a concentração das grandes redes. Fabio Cipriani, consultor de estratégia de mercado e consumidor da Deloitte, aponta o comércio eletrônico como outro fator que exigiu da Saraiva e da Cultura, por exemplo, oferecer mais que livros. Hoje, é possível ir a uma loja e comprar itens de informática, jogos, assistir a exposições e palestras e até tomar um café.

    Com os livros eletrônicos e os leitores digitais feitos para eles não deve ser diferente. Cipriani ressalta que, ao menos no médio prazo, o que deve acontecer é uma divisão entre os formatos, não uma substituição imediata. Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), é categórico: os e-readers de hoje estão longe do que esse mercado virá a ser. Assim como o primeiro carro criado por Henry Ford, ou o videogame Atari em comparação ao Playstation 3 ou XBox de hoje, não são Kindles ou iPads que transformarão o mercado e o hábito das pessoas.

    “Quero um livro em que eu possa escrever, compartilhar o conteúdo nas redes sociais e saber o que os outros acham sobre isso também”, diz Meira, que lê dezenas de livros ao mesmo tempo – alguns impressos, muitos digitais. E o cientista profetiza: a mudança estará consolidada quando der para fazer com o digital o que já se fazia com o analógico e um conjunto de outras ações que não eram possíveis anteriormente. E isso não será apenas pelos e-readers, mas, sim, por PCs, laptops e celulares, com uso de tecnologias como realidade aumentada, entre outras.

    É um caminho sem volta, mas com grande distância a ser percorrida. Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac no Brasil, chegou com essa visão da viagem que fez recentemente à matriz na França. Lá visitou unidades da rede e viu os cinco modelos de e-readers à venda com uma infinidade de títulos em formato eletrônico. A sucursal daqui também deve começar a vender leitores digitais em breve. Porém o mercado francês é dominado por quatro ou cinco grandes editoras – o que facilita a negociação entre fornecedor e comerciante.

    “No Brasil não temos quem concentre uma enorme quantidade de títulos, então o processo vai ser mais complexo”, observa Patrícia. “O próprio Kindle não dá acesso a qualquer conteúdo, só ao que está disponível pela Amazon. Diante do que existe numa livraria real, a virtual é o começo de um processo”, completa.

    Cipriani corrobora que um entrave para a massificação dos e-books em português são as editoras. Poucas delas se arriscam a digitalizar seus títulos, com medo de que alguém quebre o código que protege os direitos autorais e pirateie na internet. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente uma ordem de R$ 3,3 bilhões, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), com quase 350 milhões de exemplares produzidos. Por conta disso, em outubro do ano passado a CBL reuniu representantes de três editoras para avaliar as possibilidades e traçar uma estratégia para o setor na era da internet. O objetivo é não ser pego de surpresa, como aconteceu com as gravadoras.

    Novo capítulo

    Em maio do ano passado, a Saraiva passou a vender e alugar vídeos pela internet. Com os livros digitais, não deve ser diferente. “É uma tendência, não tem como a gente falar que não vai acontecer”, avisa Pousada, que não nega o espaço importante que os e-books devem ocupar. Mesmo assim, o executivo acredita que a substituição se dará numa velocidade diferente como a que ocorreu com o setor fonográfico. Porém substituir o papel pelo eletrônico deve demorar mais tempo.

    “Música é instantânea. Já o livro convive por um tempo maior com a pessoa”, diz. Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura, considera esse um mercado “muito incipiente”, sem definição e que precisa ser avaliado. E diz que, mesmo que as editoras optem pelo modelo virtual, nada vai mudar para a livraria, pois serão as detentoras dos títulos que vão ditar os preços.

    “Como não existe um padrão, cada um está fazendo do seu jeito”, assinala. Por isso, desde março a Cultura comercializa 150 mil títulos em formato eletrônico que podem ser baixados em e-readers ou computador. A maioria é em inglês, por conta da indefinição no mercado brasileiro.

    O fator preponderante, entretanto, será a mudança de hábito. Herz, que acabou de ler “A lógica do Consumo”, e Patrícia, que concluiu “O Poderoso Chefão”, já testaram a leitura no Kindle… e não gostaram. Pousada, da Saraiva, é outro que prefere o livro de papel e diz que os e-books são vantajosos quando a questão é o acesso rápido a algum conteúdo. Seja nos e-readers ou mesmo em computadores, o desafi o será convencer os leitores a trocarem as cores, a capa bem trabalhada, a sensação que se tem ao folhear as páginas e o cheiro dos livros em papel pela insipidez dos virtuais.

    Meira, do CESAR, não sabe especificar quando os impressos serão substituídos, mas tem certeza de que isso ocorrerá. Ele cita o exemplo do automóvel, que levou três décadas para ganhar a preferência dos usuários. “Se levar esse tempo para o e-book substituir o papel, tudo bem”, contenta-se. Como pontos a favor estão o interesse das gerações mais jovens pelas novidades tecnológicas e a chance de atingir os rincões do País – aonde livros comuns não costumam chegar.

    Já as livrarias, em seu formato atual, devem sumir do mapa. “O que vão existir são butiques superespecializadas”, aposta Meira. Como algo que ainda está acontecendo, não  se sabe como essa história vai terminar. Os varejistas devem estar prontos para a metamorfose – talvez centralizando as operações em suas lojas online. Deve levar algum tempo para que isso ocorra. Mas, como diria Machado de Assis, uma coisa é certa: “o futuro nunca se engana”.

    Fonte: Consumidor Moderno No Varejo

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    Pesquisa inédita: “Mídias sociais nas empresas”

    27 maio 2010

    É com grande satisfação que apresento ao Brasil a pesquisa “Mídias sociais nas empresas”, liderada por mim e conduzida pela Deloitte e nossa equipe de consultores. Ao longo dos meses de fevereiro e março de 2010, pouco mais de 300 empresas responderam o questionário e visitamos 10 empresas para mapear suas práticas em mídias sociais. Foram elas: Accor Hospitality, Azul, Boehriger Ingelheim, Bradesco, Editora Globo, IBM, Natura, Nokia, Roche e Tecnisa.

    É a primeira vez no Brasil que teremos acesso a um panorama completo de como as empresas brasileiras estão se comportando nesse contexto de relacionamento com o novo cliente “social”.

    Não quero adiantar aqui nenhum resultado para que você se sinta tentado a entrar no website da Deloitte e fazer o download. Existem duas opções: relatório completo ou apresentação sumarizada que apresenta a oferta de serviços de consultoria estratégica em mídias sociais.

    Acesse aqui e bom proveito!


    Pesquisa mídias sociais nas empresas do Brasil

    23 fevereiro 2010

    Estou trabalhando em uma pesquisa na Deloitte para mapear o uso de mídias sociais pelas empresas no Brasil. A idéia é capturar informação de empresas de pequeno, médio e grande porte (empresas com faturamento acima de R$5 milhões anuais) e de todos os setores da economia. A pesquisa vai até a próxima semana e o relatório deverá estar pronto para ser divulgado na primeira semana de abril.

    Ao participar dessa pesquisa, a empresa receberá, gratuitamente, um relatório com a análise dos resultados consolidados do levantamento. Todos os dados apurados terão tratamento confidencial, sendo tabulados e analisados apenas por profissionais da Deloitte e consolidados com as demais empresas participantes da pesquisa.

    Se você conhece alguma empresa que estaria interessada em responder o questionário eletrônico, ajude a divulgar e utilize o link abaixo para acessar:

    http://bit.ly/pesquisadeloitte


    Redes sociais, CRM Social e Relacionamento com clientes

    22 fevereiro 2010

    Nesta quarta, dia 24, acontece um seminário sobre as mídias sociais usadas para promover o relacionamento com clientes. Com a presença de representantes do Grupo Pão de Açúcar, Deloitte, Sky, Avon, Tecnisa,  Eletropaulo, entre muitas outras organizações, as discussões vão girar em torno do impacto e das providências a serem tomadas a respeito do uso das mídias sociais (Orkut, Twitter, Facebook, etc) no dia-a-dia e nos negócios das empresas.

    Na minha palestra, que começa as 11 da manhã, vou falar de “Estratégias de marketing e de relacionamento aproveitando as redes sociais”. Veja o programa completo no link acima.

    Além de CRM Social e Marketing Colaborativo, vou aproveitar a oportunidade para discutir uma abordagem que estamos desenvolvendo na consultoria sobre retorno sobre investimento no uso das mídias sociais. Complicado e polêmico. Complicado porque empresas não sabem sequer medir o retorno do marketing tradicional eficientemente, o que dirá de mídias sociais. Polêmico porque existem hordas de profissionais que pregam que não se mede retorno de um meio (mídias sociais como meio de comunicação).

    Resultados aqui no blog mais tarde nessa semana.


    Clipping :: Jornal do Comércio – Livros eletrônicos invadem o mercado editorial

    28 janeiro 2010

    Livros eletrônicos invadem o mercado editorial

    25/01/2010

    Para alguns, o fim do livro tradicional. Para outros, o início de uma oportunidade para inserir uma parcela significativa da população no mundo da leitura. O livro digital começa a desembarcar no Brasil e promete atrair a atenção

    Queiram os mais tradicionais ou não, o livro eletrônico está chegando ao Brasil. O lançamento mundial no final do ano passado do Kindle, o primeiro leitor de e-books a aterrissar no País, ajudou a colocar fogo no mercado editorial.

    Comercializado pela Amazon, gigante americana do varejo virtual, o Kindle Internacional permite a leitura de obras em formato digital e o download de um livro inteiro em menos de 60 segundos. Novos equipamentos, nacionais e internacionais, devem estar disponíveis nos próximos meses. Nos Estados Unidos, depois da Amazon, a Barnes & Noble, uma das maiores livrarias físicas dos Estados Unidos, também lançou o seu e-reader, o Nook. A Livraria Cultura, uma das maiores do País, anunciou para março o início das vendas dos seus primeiros e-books. Da mesma forma, a Editora Jorge Zahar negocia com os autores novos contratos e já tem 40 prontos para a conversão digital.

    Ainda não se sabe se esse novo formato poderá provocar uma revolução similar a que aconteceu com a música há alguns anos, levando a uma queda vertiginosa nas vendas de CDs. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD) revelam que as comercializações totais de CDs e DVDs em 2002 eram de R$ 726 milhões, caindo para R$ 312,5 milhões em 2007. Já o total das vendas digitais passou de R$ 8,5 milhões em 2006 para R$ 24,2 milhões no ano seguinte.

    Mas esse início já é suficiente para deixar parte do setor pouco à vontade e cheio de mistérios com essa tecnologia. Quem não quer correr o risco de ver seu modelo de negócios afundar, corre para enxergar no e-book um propulsor de novas oportunidades.

    A Câmara Brasileira do Livro (CBL) criou uma comissão para debater os impactos do livro digital e algumas necessidades de regulamentações. Para a presidente da entidade, Rosely Boschini, essa é uma tendência irreversível. “Mais do que uma preocupação, o e-book deve ser visto como oportunidade de ampliar o universo do público leitor e desenvolver uma nova vertente de negócios”, sugere.

    Ela lembra que, durante a Feira do Livro de Frankfurt 2009, o maior evento do mercado editorial mundial, esse já era um tema recorrente. Dos 7.373 expositores, 5% já incluíam esses dispositivos em seus estandes. Em 2008, o livro digital movimentou cerca de US$ 100 milhões nos Estados Unidos, onde mais de 80 editoras já atuam no segmento. Na Alemanha, foram 65 mil unidades comercializadas no primeiro semestre deste ano. Já a Consumer Electronics Show, que aconteceu no início do ano em Las Vegas, teve pela primeira vez uma seção dedicada aos e-readers. Cerca de 20 fabricantes apresentaram seus dispositivos.

    Rosely explica que a convivência de processos tão diferentes é uma realidade em todos os setores de atividade. E não seria diferente para o mercado editorial. “Saber explorar o imenso potencial aberto pela convergência significa multiplicar as possibilidades mercadológicas, criar novas alternativas e atender de maneira mais eficaz à demanda”, acrescenta.

    O livro em formato digital existe há alguns anos e geralmente está disponível em sites, no formato pdf ou html. Para o gerente de consultoria empresarial da Deloitte, Fábio Cipriani, o diferencial agora é a oferta de dispositivos que permitem a leitura desses arquivos com maior mobilidade, como laptops e smartphones.

    “O Kindle veio para popularizar os leitores de livros digitais, que estão mais compactos e modernos”, observa. Para o especialista, o impacto do e-book é real, mas não deverá ser tão avassalador porque a música é mais popular no País do que o livro.

    Pesquisador diz que livro tradicional vai acabar
    Para o doutor em Ciência da Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo (USP) José Antônio Rosa, o livro tradicional está com os seus dias contados. Autor de mais de 30 livros nas áreas de gestão e comunicação, o pesquisador observa que prova disso é que o Brasil vende menos livros hoje do que há dez anos.

    Contribui com essa realidade a concorrência com a televisão, revistas e jornais. Além disso, os índices de analfabetismo funcional – pessoas que não conseguem ler textos longos – só crescem em todos os países. Conta também o fato de os indivíduos possuírem hoje, com a internet, infinitas novas alternativas para buscarem informações. “O livro em papel está no fim do seu ciclo de vida”, diz, taxativo, acrescendo que, como produto, ele não tem mais o custo e a agilidade compatíveis com os tempos modernos.

    Para tentar minimizar esses efeitos, as editoras investem nos best-sellers. Além disso, há uma explosão de lançamentos acompanhada de uma redução nas tiragens. Só na área de Administração, cerca de 300 livros são lançados por mês no Brasil.

    A Câmara Brasileira do Livro revela que, em 2008, o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17% na comparação com o ano anterior). Rosa explica que todo esse movimento será potencializado agora com o livro digital. Mesmo com o ser humano nem sempre recebendo bem mudanças radicais, não há como as editoras e autores fugirem dessa realidade. “O declínio das vendas dos livros de papel será mais rápido agora que as mídias alternativas começam a mostrar a sua cara”, aposta.

    Para o professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenador do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Ciberculturas (Cencib), Eugênio Trivinho, apesar das quedas nas vendas, o livro mantém a sua força cultural. E assim permanecerá. “O livro pode mudar de suporte, mas vai sobreviver”, assegura. A expectativa é que essas mudanças provocadas pela chegada do livro eletrônico provoquem um rearranjo não só no modelo de negócios das editoras, mas no próprio comportamento das pessoas em relação à leitura.

    Substituir o hábito de folhear as páginas de um livro pelo down-load de capítulos pode parecer inimaginável para boa parte dos amantes da leitura. Entretanto, há uma nova geração surgindo e completamente adaptada aos meios digitais. Isso não significa, porém, que a tecnologia criará o hábito da leitura. “Mesmo os jovens mais imersos na tecnologia não formarão o hábito se não tiverem incentivo da família e da escola”, afirma Trivinho.

    eBookStore quer chegar a 300 mil títulos
    ookStore brasileira, espera alcançar a meta de ter 300 mil títulos nacionais em catálogo até 2012 e um milhão em cinco anos. O portal www.gatosabido.com.br fechou uma parceria com a COLL-ER, uma das maiores livrarias virtual inglesas, e quer crescer nesse mercado.

    Com o objetivo de ser um canal de distribuição de e-books, a GatoSabido oferece títulos de editoras nacionais e internacionais, além de autores independentes. O portal disponibiliza sofisticados mecanismos de busca que ajudam o leitor a fazer o download de pequenos trechos das obras para depois decidir pela compra, além de poder obter informações detalhadas dos livros, como resenhas, editoriais e vídeos.

    O formato de arquivo que o portal irá utilizar possibilitará ao leitor aumentar e alterar o tipo de fonte. O usuário pode gravar suas páginas com os Bookmarks, utilizar a função de procurar no texto, além de dispor da maior biblioteca de títulos nacionais. A GatoSabido também oferece o seu próprio leitor digital, o COOL-ER, o primeiro e-reader do Brasil, com preço sugerido de R$ 750,00.

    Tecnologia incentiva a criação de modelos mais sofisticados
    O publicitário e escritor Rudiran Messias, 31 anos, foi um dos primeiros brasileiros a comprar o Kindle Internacional. Amante das novas tecnologias e com uma biblioteca particular em casa, ele fez questão de unir as duas paixões tão logo ficou sabendo que a Amazon passaria a comercializar o e-reader também para o Brasil, através do seu site.

    Para ele, porém, os e-books jamais vão substituir os livros de papel na sua totalidade, e sim estimular a sua evolução. Ele aposta que os livros pocket americanos, impressos em papel jornal de baixa qualidade que amarelam com o tempo, sumam do mercado. “Se é para comprar um livro assim, é melhor ter a versão digital”, diz. Por outro lado, devem ganhar espaço as obras com uma maior qualidade de papel e impressão, como os livros pop-up – com ilustrações que se desdobram e se montam em três dimensões.

    Messias também acredita que leitores como o Kindle, no futuro, devem substituir os livros didáticos. Um aparelho destes armazena de 1.500 a 3.500 livros-texto, com acesso a enciclopédia e internet e possibilidade de atualizações de conteúdo instantâneas. “Mesmo não representando o fim do livro impresso, o advento dos e-books representa um impacto importante no mercado editorial, e as editoras que não souberem acompanhar este movimento poderão perder uma fatia considerável de seu público”, projeta.

    Autor de livros como Tabus, Perversões e Outras Catarses e tendo publicado contos em antologias como 101 que Contam e 30 Contos Imperdíveis, Messias aposta que os e-readers são ainda uma ferramenta capaz de fazer com que os autores ganhem mais autonomia.

    Para quem tem conhecimentos básicos de programação html, formatar um livro no Kindle é relativamente fácil. E, uma vez publicado, é possível que o autor tenha o controle total das unidades vendidas. “O royalties são transferidos direto para a conta. É tudo transparente e perfeito para jovens autores americanos”, diz. Para os brasileiros, isso se complica um pouco porque é preciso ter uma conta bancária americana vinculada ao perfil de autor/editor da Amazon.

    Zahar avança e negocia contratos com autores brasileiros e estrangeiros
    A Editora Jorge Zahar está andando na frente do mercado brasileiro e já possui uma política clara com relação ao livro digital: onde a maioria das editoras vê riscos, a Zahar enxerga oportunidades. Depois de pesquisar a fundo esse tema nos últimos dois anos, iniciou em 2009 a renegociação dos contratos com autores brasileiros e estrangeiros.

    Dos 1,2 mil títulos disponíveis, 400 estão com os direitos liberados para publicação da versão digital e 40 prontos para a conversão. Até março, a meta é disponibilizar pelo menos 200 na internet. “Este é um mundo novo que se abre e do qual queremos participar”, diz a diretora-executiva da editora, Mariana Zahar.

    As adaptações dos contratos firmados com os autores são necessárias porque, com a conversão do papel para o digital, os custos acabam sendo alterados. De acordo com Mariana, o retorno dos autores brasileiros está sendo bastante positivo, assim como o dos americanos, mais enraizados na cultura do livro digital. Já na França a dificuldade é maior.

    A executiva acredita ainda que o e-book é uma saída para o combate à pirataria, prática que existe desde os anos 1980, principalmente nas escolas e universidades, com as cópias de capítulos de livros. “Fala-se como se esse problema fosse começar agora, com o mundo digital. Mas isso nos acompanha há 30 anos.” O preço dos livros eletrônicos é 30% menor do que o de capa do livro impresso. Assim, a expectativa é que as pessoas sejam estimuladas a comprar essas versões em vez de fazer cópias ilegais.

    Kindle baixa uma obra em 60 segundos
    O Kindle Internacional chegou ao Brasil no final do ano passado, com a decisão da Amazon de permitir a comercialização do produto através do seu site para mais de 100 países. Hoje, um usuário brasileiro interessado no produto pagará cerca de US$ 279. Acrescido do frete e do imposto de importação, o dispositivo sai por cerca de R$ 1 mil.

    Com capacidade para armazenar 1,5 mil livros, o e-reader permite aos usuários acesso via internet sem fio aos títulos comercializados no site da Amazon. A alta velocidade de download através da rede 3G – um livro em até 60 segundos – e a opção para que os textos sejam lidos para o usuário são as outras atrações do leitor. É possível escolher entre a voz feminina e a masculina e até a velocidade da leitura.

    No final do ano passado, depois das vendas de Natal, a Amazon anunciou que, pela primeira vez, as vendas dos livros digitais superaram as dos livros físicos.

    Autor: Patricia Knebel
    Fonte: Jornal do Comércio (RS)

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    Clipping :: CIO – Projetos de colaboração: as barreiras que separam teoria e realidade

    24 janeiro 2010

    Projetos de colaboração: as barreiras que separam teoria e realidade

    25/05/2009

    As promessas de baixo custo e retorno rápido dos projetos de web 2.0 colocam esse tipo de iniciativa entre as prioridades dos gestores de tecnologia, que também podem utilizá-las como forma de mostrar que estão atuando de acordo com a estratégia global do negócio

    Conhecidas e acessadas por cerca de 20,6 milhões de usuários finais brasileiros mensalmente, segundo levantamento realizado pelo IBOPE/NetRatings, as redes sociais deixaram o status de promessa para virar uma realidade. Até mesmo no mundo corporativo, os recursos de colaboração provenientes das ferramentas de web 2.0 já são encarados como essenciais e, por conta disso, entraram na pauta dos projetos de muitas empresas nos últimos anos.

    Um estudo divulgado pela McKinsey mostra que as organizações ainda estão divididas em relação à gestão das ferramentas de colaboração. No levantamento, que ouviu cerca de 1,9 mil executivos da área de tecnologia de grandes empresas que já implementaram redes sociais, 21% deles estão tão satisfeitos com os resultados obtidos e que planejam aumentar os investimentos na web 2.0. Por outro lado, 22% dos entrevistados confessaram que ainda não venceram os desafios impostos por essas soluções.

    Da experiência de quem conduziu um projeto de colaboração, Fabrício Saad, superintendente da área de CRM da SulAmérica – seguradora brasileira ligada ao grupo ING –, afirma que esse tipo de iniciativa tem os mesmos desafios de qualquer outra inovação: a falta de parâmetros e de resultados obtidos em outras companhias.

    Mesmo sem um modelo a seguir, Saad, que está subordinado à vice-presidência de TI da seguradora, idealizou a implementação das ferramentas de colaboração na época em que iniciou o projeto para um novo portal institucional da companhia, lançado em abril de 2008. Além de design diferenciado, a solução estava preparada para suportar, no futuro, redes sociais e blogs.

    Seis meses depois, o executivo deu um outro passo no seu projeto de web 2.0 ao iniciar um monitoramento de todas as citações feitas à SulAmérica em meios digitais. E, a partir desses dados e de casos de sucesso, Saad apresentou o plano de transformar o portal em uma ferramenta de colaboração com usuários internos e externos para o board da companhia.

    “O corpo diretivo da SulAmérica acredita muito na área de CRM e comprou nossa ideia imediatamente”, conta o superintentende. “Sem esse suporte não seria possível tocar o projeto com a rapidez e a eficiência que conseguimos”, considera o executivo.

    Após desenvolver uma plataforma própria para suportar as ferramentas colaborativas, em dezembro do ano passado, a seguradora colocou no ar o SulAmérica.comvocê. Voltado a clientes – atuais e potenciais – da companhia, o portal conta com jogos, aplicativos, chats com especialistas e uma área de perguntas. “Para respondê-las com agilidade, criamos uma ferramenta de gestão que identifica o tema de cada texto postado e já o encaminha ao responsável”, explica Saad, ao afirmar que uma das preocupações foi em adaptar os processos à web 2.0.

    Atualmente, o portal interativo já contabiliza aproximadamente 70 mil usuários únicos. No entanto, o superintendente ressalta que, desse total, 40 mil pessoas que acessam o ambiente não são clientes ainda da seguradora. “O que nos dá um escopo muito grande para prospectar novos consumidores”, sinaliza o superintendente.

    Ainda segundo ele, no caso do SulAmérica.comvocê a conversão de potenciais clientes em contratos assinados é cinco vezes maior do que a obtida por outros meios de relacionamento com os usuários, como telefone, e-mail e malas diretas.

    Para Norberto Tomasini, gerente sênior de TI da consultoria PriceWaterhouseCoopers no Brasil, os baixos investimentos e os resultados em curto prazo para o negócio transformam os projetos de portais colaborativos em um filão interessante a ser explorado pelos CIOs.

    “O gestor tem a chance de não ser mais enxergado como um executivo de TI e, sim, como um profissional com capacidades que extrapolam as fronteiras do seu departamento”, sinaliza Tomasini, afirmando ainda que ao liderar uma iniciativa de web 2.0, o executivo passa a ser encarado como alguém inovador.

    Na prática, contudo, muitos projetos de colaboração acabam engavetados por um pequeno detalhe: a dificuldade de aprová-los no board da companhia. A dica do consultor da PriceWaterhouseCoopers para ultrapassar essa barreira é que o CIO tenha resultados que justifiquem a iniciativa para o alto comando da organização. Como? Por meio de um projeto-piloto de web 2.0, de pequeno porte e que pode ser realizados com a alocação de uma parte do orçamento da área de TI.

    Dominar o assunto e conhecer muito bem as ferramentas de colaboração também representa outro requisito fundamental para que o gestor de TI convença o board da companhia a investir nos projetos. E, de acordo com Fabio Cipriani, consultor sênior da Deloitte para TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações), as áreas de tecnologia serão, cada vez mais cobradas por conhecimentos nesse novo ambiente de internet.

    “Não importa quem é a área responsável pelo projeto, no momento do desenvolvimento e implementação de uma rede social, por exemplo, o CIO será chamado para dar consultoria”, alerta Cipriani, que escreveu um livro (intitulado Blog Corporativo) sobre as mudanças geradas pela interatividade no ambiente corporativo.

    Ainda de acordo com o consultor da Deloitte, a maior parte dos CIOs enfrenta dificuldades para trabalhar com as ferramentas de colaboração, uma vez que elas fogem do escopo tradicional da área de tecnologia e exigem novas competências dos profissionais.

    Leonardo Almeida, diretor de TI e serviços médicos do Grupo Amil – empresa brasileira que atua com convênios na área de saúde –, sentiu na pele os desafios citados por Cipriani quando decidiu implementar um portal interativo para médicos e pacientes. A iniciativa tem como intuito criar um repositório único de informações (com laudos, análises e prontuários) de cada usuário, atualizado online.

    Depois de implementar o primeiro portal, em meados de 2007, Almeida percebeu uma resistência dos médicos credenciados à Amil em atualizar as informações por meio da web. O que exigiu do diretor um plano de comunicação e conscientização dos profissionais sobre os benefícios e a segurança do portal. “Investimos em treinamento”, conta o executivo. Para tanto, ele afirma que alocou os profissionais mais experientes da sua equipe para esse trabalho de ‘evangelização’.

    Vencida essa barreira cultural, Almeida ressalta que hoje a Amil já colhe benefícios importantes com o projeto de colaboração. “Reduzimos os tempos levados para que médicos e pacientes solicitem resultados e tivessem acesso a documentações”, explica o diretor. “Só no Hospital das Clínicas de Niterói, graças à redução na impressão de películas para Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, conseguimos uma economia mensal de aproximadamente 22 mil reais”, acrescenta.

    Se os benefícios financeiros representam o grande objetivo dos projetos de web 2.0, Ricardo Cavallini, autor do livro O Marketing Depois de Amanhã, ressalta que as corporações tendem a utilizar as ferramentas de colaboração para outros fins, como melhorar a produtividade das equipes ou, ainda, construir a imagem das empresas no mercado.

    No caso da montadora General Motors, essa preocupação em conquistar a simpatia dos consumidores levou a montadora a criar, no segundo semestre de 2008, o “Carona Chevrolet”. Trata-se de um portal, voltado a estimular que pessoas localizadas em regiões próximas ou que fazem trajetos parecidos diariamente compartilhem um mesmo veículo, com o intuito de reduzir o número de carros que circulam nas cidades. Para tanto, o sistema faz um cruzamento de informações dos usuários cadastrados e sugere uma rota.

    “Se pensarmos friamente, estimular a menor circulação de carros nas ruas vai contra a estratégia de uma montadora”, analisa Claudio Martins, CIO da General Motors para o Mercosul, que acrescenta: “Mas quando mostramos como essa atitude pode melhorar o mundo em que vivemos, conquistamos a admiração do público. O que deve ser revertido em aumento das vendas.”

    Fonte: Revista CIO
    Autora: Patricia Lisboa

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    CRM Social com som

    6 outubro 2009

    Um rápido update. Acabei de adicionar áudio na apresentação que fiz no último dia 17 de setembro em conjunto com o VP da Oracle por meio do Deloitte Dbriefs, que é uma série de webcasts educacionais da Deloitte que se aplicam a diversas indústrias. Aproveite para ver também os resultados das perguntas que fizemos aos mais de 900 participantes no dia da apresentação e que comentei aqui nesse post anterior.


    Como as mídias sociais ajudam responder às novas demandas dos consumidores

    15 setembro 2009

    Nesta quinta-feira, dia 17 de setembro – 12hs (Brasília), vou apresentar um webinar na Deloitte americana que também é aberto para participações em escala global. Sendo assim, convido vocês a assistir e participar.

    A apresentação tem como tema o uso das mídias sociais usadas para melhorar o relacionamento com o cliente. O título do webinar é: How Social Media-Based CRM Can Help Address Changing Consumer Demands” e será apresentado por mim e o VP de Social CRM da Oracle.

    Fiquem a vontade para chamar quem você quiser. É gratuito e será apresentado em inglês.

    Registre-se aqui


    Clipping :: InfoMoney – Pequenas empresas utilizam blogs para dialogar com o consumidor

    10 julho 2008

    Pequenas empresas utilizam blogs para dialogar com o consumidor

    10/07/08

    SÃO PAULO – O blog corporativo é uma tendência no Brasil, mas que já está consolidada no exterior. Segundo o consultor empresarial da Deloitte e autor do livro “blog Corporativo”, Fábio Cipriani, é natural que uma ferramenta interessante e dinâmica para promover o diálogo entre as empresas e o mercado passe a ser adotada por empresas que possuem um perfil aberto.

    “Tenho acompanhado a blogosfera corporativa brasileira desde 2005 e estou bastante satisfeito com o resultado até então”, conta.

    É vantajoso para empresas de quaisquer portes ter um blog corporativo. Embora muitas empresas utilizem a ferramenta visando ao aumento das vendas, o blog não é uma ferramenta de e-business.

    “É um mecanismo de diálogo. A conseqüência do seu uso pode ser o aumento das vendas e da visibilidade da sua marca. Por meio do blog, você torna a empresa mais humana e, em contrapartida, estimula a satisfação de seus clientes”, explica o especialista.

    Usos mais comuns
    Segundo ele, os usos mais comuns voltados para o público externo são comunicação e marketing, inteligência competitiva, relações públicas, gestão de relacionamento com clientes e suporte ao cliente. Já para o público interno são comunicação interna, gestão de projetos e gestão do conhecimento.

    “O principal e mais direto benefício para as pequenas empresas é o posicionamento em ferramentas de busca. Elas geralmente destacam páginas atualizadas periodicamente e que possuem links em outras páginas apontando para elas”, conta.

    “Isso ajuda na visibilidade dos produtos e coloca a empresa em evidência em um mercado amplo, no qual, certamente, existem diversos consumidores, mesmo que o seu produto seja bem específico. Para muitas pequenas empresas, o blog é o passaporte para encontrar oportunidades de negócio em escala nacional”.

    Empreendedores contam suas experiências
    A consultoria de comunicação on-line TrendHunter é uma das pequenas empresas de São Paulo que apostou no blog. O sócio da empresa, José Maria Granado, conta que se trata de uma ferramenta “mais viva, mais rápida de ser desenvolvida e atualizada”.

    Segundo ele, o blog é usado para divulgar conteúdo que agregue valor ao core business da empresas, cases e oportunidades especiais de comunicação. “Como uma das principais tendências de comunicação é transformar publicidade em conteúdo relevante para o consumidor, o blog da TrendHunter fala sobre tendências de comunicação, se tornando uma referência no assunto dos serviços que prestamos. E, se a empresa é referência de informação, vira referência no serviço que presta”, explica.

    Granado conta que a experiência deu certo. “Alguns clientes atuais, quando ficaram sabendo da nossa existência e entraram em contato conosco, tiveram como primeira porta de entrada o blog. Gostaram do que viram, o que fez com criássemos um contato positivo”. Mas o objetivo principal da TrendHunter não é a captação de clientes, e sim o fortalecimento da marca, e isso os empresários conseguiram.

    Quem também apostou no blog corporativo foi André Garcia, dono da loteria on-line Sorte Grande, localizada em Indiana-SP. Em sua página, é possível visualizar os serviços que a empresa oferece. “Criei um blog por conta da atualização rápida e fácil, bem como porque gostaria de ampliar a interação com os clientes”, diz ele. Satisfeito, o empresário revela que o número de clientes aumentou até 20% com o blog. “Recomendo a outros empreendedores”, conclui.

    Erros mais comuns
    Questionado pela reportagem sobre quais são os erros mais comuns das micro, pequenas e médias empresas, quando o assunto é blog, Cipriani responde que, no universo das empresas de menor porte, é difícil errar. “Muitas fizeram do blog a sua primeira página da rede, fato que, por si só, já é muito importante”.

    “Mas, aplicando um olhar crítico, o blog dessas empresas dificilmente carrega a marca e as cores da empresa, e identidade é importante. Ainda temos muito a evoluir, não apenas com relação aos blogs, mas também quanto às redes sociais. Além disso, o conteúdo é importante: o blog não é uma mera vitrine de produtos, só comece um se você tem algo a dizer e quer ouvir a opinião de terceiros”, aconselha.

    A chegada dos blogs corporativos ao Brasil
    De acordo com o consultor empresarial da Deloitte, o Brasil começou um pouquinho atrasado na comparação com os demais países, quando o assunto é blog corporativo.

    “Mas o crescimento, de certa forma, acompanha os outros países. Inclusive nas mesmas proporções entre diferentes tamanhos de empresas. Como ocorre lá fora, as pequenas empresas por aqui são aquelas que adotaram em maior escala a ferramenta, por conta da flexibilidade na adoção de novidades das escalas hierárquicas menores [o que significa menos burocracia]“, finaliza.

    Serviço:

    Veja os endereços dos blogs dos participantes desta matéria:

    * Fábio Cipriani: www.blogcorporativo.net
    * TrendHunter: htt://blog.trendhunter.com.br
    * Sorte Grande: http://blog.sortegrande.com.br

    Autor: Karin Sato
    Fonte: InfoMoney

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    Clipping :: Carta Capital – Mais do que um diário

    9 julho 2008

    Mais do que um diário

    12/07/2006

    Internet: Os Blogs evoluem e tentam consolidar-se como meio de comunicação, além de opção para a publicidade e empresas.

    Se acreditar no que está escrito nos jornais às vezes não é fácil, imagine confiar nas informações apresentadas nos blogs hospedados na internet, onde qualquer um pode escrever qualquer coisa e ser lido em pontos remotos do planeta. Pois os números mostram que os blogs são a febre do momento no mundo virtual. Eles já somam 47 milhões em atividade no mundo, mas esse volume praticamente dobra a cada seis meses.

    Não bastasse a quantidade de blogs, também é impressionante a avalanche de informações a todo instante: cerca de 1,2 milhão de novos artigos por dia, ou 50 mil por hora. Os textos são escritos por 35 milhões de pessoas. A discrepância entre páginas e autores se explica: muitos blogs são abandonados com o tempo. Esse universo não tem atraído a atenção apenas daqueles que sonham em fazer relatos nos diários virtuais. mas também de empresas. agências de publicidade, empresas jornalísticas e partidos políticos.

    As agências publicitárias, por exemplo, testam nos blogs técnicas de marketing viral, a nova denominação do tradicional boca a boca. Já as empresas criam páginas para se comunicar com os consumidores e os políticos tentam uma aproximação maior com os eleitores nesses sites pessoais interativos.

    A consultaria americana Technorati, responsável pelo levantamento acima, rastreia em tempo real o que acontece no mundo dos blogs, a chamada blogsfera. A empresa só leva em conta as páginas ativas, ou seja, que recebem visitas, são atualizadas e possuem links, ou caminhos. para outras partes da internet. Sem esse critério. seria praticamente impossível mensurar todos os criados até hoje.

    No Brasil, depois do sucesso das páginas criadas para comentar a Copa do Mundo, as eleições de outubro são o novo alvo dos blogueiros. O PT pretende incluir no site de campanha do candidato Lula links para blogs favoráveis ao candidato. O PSDB estuda criar uma página para a campanha de Geraldo Alckmin. Quem já tem o próprio blog é o senador Cristovam Buarque, candidato à Presidência pelo PDT, embora a página seja alimentada por textos de assessores.

    Um dos políticos brasileiros pioneiros foi o prefeito carioca Cesar Maia, que manteve um blog no ar por pouco mais de dois meses. O pretexto para o fim precoce da página, em setembro de 2005, foi a falta de tempo para escrever. Mesmo assim, ele diz ter gostado da experiência. “O blog permite ao político perder a inibição ao comentar sobre a linha adotada pela mídia e tornar seu comentário público”, declarou na época, não por acaso, em outro blog, o do jornalista Jorge Bastos Moreno.

    Quem pensa em fazer parte da blogsfera tem de se preparar para se dedicar à novidade e conviver com as críticas. Segundo as regras dos usuários, deixar os comentários sem resposta ou não publicálos é inadmissível. Na semana seguinte à eliminação do Brasil na Copa do Mundo, por exemplo, internautas recorriam a outros blogs para expressar indignação por não conseguirem publicar no site de Roberto Carlos, lateral da Seleção Brasileira, comentários pouco elogiosos à sua performance.

    A mesma liberdade que permite as pessoas dizerem o que bem entendem nas próprias páginas e selecionar as respostas exibidas, entretanto, também exige dos internautas cuidado ao ler e passar adiante as informações na rede. “O contexto dos blogs é totalmente imprevisível, aberto. Um caos inventivo que traz em si a sua própria ordem”, avalia Eugênio Trivinho, professor da PUC-SP especializado em Cibercultura.

    A palavra blog, segundo uma das explicações mais comuns, vem do termo boardlog, algo como diário de bordo, em inglês. Assim, a inspiração real viria dos cadernos onde os comandantes de navios adotavam os procedimentos necessários para tornar possível refazer as viagens.

    Mais do que diários de adolescentes, por tanto, os blogs são guias para a navegação no mundo virtual, onde o autor registra o que encontra de interessante na rede e abre caminhos a outros internautas.

    Embora a internet tenha sido criada em 1969, a revolução começou de fato quando as ferramentas necessárias para a produção de artigos na rede ficaram simples e compreensíveis para grande parte dos usuários. Elas foram oferecidas por sites de hospedagem, como o Xanga.com, fundado em 1999, nos EUA. A partir dali o próprio usuário podia facilmente criar sua página e escrever o que quisesse para que todos o Jessem. Estava subvertida a ordem. Não era mais necessário ter o conhecimento técnico ou dinheiro para comprar um domínio na internet – era o advento da verdadeira liberdade de expressão virtual. Nascia o blog.

    O problema é que o volume de informações acumulado nos blogs cresce muito mais rápido do que os meios de filtrá-las. “O internauta precisa manter um índice de desconfiança, do contrário torna-se politicamente ingênuo e sujeito a intempéries como e-mails perigosos e informações falsas”, alerta Trivinho.

    Sreenath Sreenivasan, professor de Novas Mídias da Columbia University, em Nova York, acredita que não é a profissão de jornalista, por exemplo, que determina a qualidade do conteúdo apresentado. “Os melhores blogs são aqueles com uma voz forte, e que demonstram sua credibilidade não com algum selo ou credenciais, mas a partir do que escrevem, disse o professor a Carta Capital.

    O especialista julga que a taxa de blogs criados, um a cada segundo, não deve perdurar por muito mais tempo. “Vão acontecer duas coisas opostas ao mesmo tempo. A primeira deve ser um reajuste drástico, em que muitos blogs com pouco tráfego devem morrer ou desaparecer. Depois os sobreviventes, os melhores blogs, devem atrair uma multidão de leitores.”

    Então fica acertado que, pelo menos no panorama americano, os blogs são respeitados por seu conteúdo, não precisam de um “figurão” à sua frente e tendem a atrair cada vez mais leitores. Se os adequarmos a outros veículos de notícias, é natural que precisem de uma fonte de renda: a propaganda. E os anunciantes, acreditam nessa nova mídia? “Eles estão começando esse movimento. Eles se queimaram em 2000, com a bolha da internet, por isso estão mais cuidados”, diz o professor.

    O problema é que, segundo dados do Pointer Institute, escola de jornalismo baseada na Flórida, a maior parte do dinheiro gasto pelas agências na internet vai para as páginas de busca como Google e Yahoo! – uma distribuição desproporcional, já que as mesmas têm somente 5% de todo o tráfego na internet, mas recebem 45% desse dinheiro.

    “O mercado quer explorar qualquer mídia que surja, mas o controle do conteúdo na internet é muito complexo. Como vou me dar ao luxo de associar uma marca a uma página que nem sei quem faz?”, questiona Elenice Mori, diretora de mídia da agência publicitária Neogama BBH. Ao mesmo tempo, ela reconhece que as possibilidades comerciais dos blogs são quase infinitas.

    Só no Brasil, o serviço MSN Spaces, da Microsoft, hospeda mais de 5 milhões de páginas de blogueiros – um crescimento de 90% nos últimos 12 meses. A gerente de marketing e sistemas de comunicação da multinacional, Priscyla AIves, atribui o sucesso do serviço ao espaço disponível para armazenar fotografias nas páginas. “O usuário gosta mais de atualizar as imagens do que os textos nos blogs”, afirma.

    Outra conclusão das pesquisas da Microsoft no Brasil é que os internautas locais dão muito valor às ferramentas para controle de acesso aos blogs – um claro paradoxo, já que o objetivo principal das páginas é expor a vida pessoal para terceiros. “O Brasil tem forte apelo para produtos de relacionamento”, diz Priscyla, lembrando que o País é o segundo maior mercado mundial do Messenger, serviço de troca instantânea de mensagens, com mais de 20 milhões de usuários.

    Embora o MSN Spaces ainda não seja uma fonte de receita – está prevista a colocação de anúncios nas páginas ainda no segundo semestre do ano, os blogs já servem de outdoor para outros produtos da Microsoft. Dona da conta da empresa no Brasil, a agência McCann Erickson é autorizada a entregar a blogueiros brasileiros as versões beta (de testes) de programas. “Damos acesso às novidades, como se fosse um vazamento, para que sejam publicados comentários a respeito dos produtos. Se a informação sai às 9 horas, dez minutos depois os blogs já estão espalhando a notícia”, diz o gerente de estratégia e tecnologia da agência, Phelipe Hamoui.

    Difícil é controlar a informação, uma vez liberada na rede. “Mal fornecemos o beta da nova versão do Messenger e começou a correr o boato de que o uso do programa seria pago”, conta o publicitário. Nos EUA, a Microsoft mantém um blog que tem como uma das missões desmentir os boatos acerca da empresa no ambiente virtual.

    Outra incursão recente da McCann no mundo dos blogs foi à criação de um para acompanhar o dia-a-dia dos 120 brasileiros levados pela MasterCard para a Copa do Mundo da Alemanha. Em 29 dias, a página foi acessada mais de um milhão de vezes. “O segredo está em colocar em um blog não necessariamente os produtos, mas um conteúdo interessante e que mantenha relação com os valores da marca”, avalia Paulo Sanna, diretor da agência.

    Cientes dos riscos, poucas empresas brasileiras se arriscaram, até agora, a criar blogs corporativos. Uma delas é a construtora Tecnisa, que pôs no ar uma página há menos de dois meses. “O blog é uma troca de e-mails aberta para todo mundo. A empresa precisa estar pronta para encarar as criticas”, diz o diretor de marketing da construtora, Romeo Busarello.

    O executivo comemora, sobretudo, a visibilidade que a iniciativa trouxe a Tecnisa. Um contrato com o Google faz a página ser listada a cada busca pelo termo “blog corporativo”. Com isso, embora só 1.900 pessoas tenham entrado no blog, nada menos que 3,4 milhões de internautas viram o endereço no serviço de buscas. A ação custou apenas 175 reais, fora as despesas para a criação do site.

    Autor do livro Blog Corporativo, o consultor da Deloitte Fábio Cipriani ressalva, para os interessados apenas no potencial publicitário da ferramenta, que o tiro pode sair pela culatra se a empresa não abastecer o blog com informações interessantes e abrir espaço para o diálogo. “O importante é o conteúdo, senão, a estratégia não funciona”, diz.

    Quem parece mais próximo, até agora, de dar contornos comerciais a blogsfera são as agências de marketing viral, especializadas em fazer as informações correrem pela rede na forma de boatos. Elas contratam blogueiros dedicados a “plantar” informações positivas onde for mais interessante.

    A brasileira Espalhe tem em seus quadros, além de publicitários, gente como o economista Wagner Martins, mais famoso pelo pseudônimo Mr. Manson. No fim de 2004, ele fez circular entre blogueiros a notícia de que um brasileiro havia criado uma versão pornográfica do site de relacionamentos Orkut, o Sexkut, uma rede de pessoas que praticavam sexo entre si.

    Dos blogs, o falso si te virou noticia nos grandes jornais, revistas especializadas e portais de informação, e recebeu milhares de e-mails de interessados. O know-how em boataria o levou a Espalhe, que realiza até campanhas anônimas. Gustavo Fortes, diretor de planejamento da Espalhe, conta que a agência já recrutou blogueiros para produzir conteúdo para os moblogs (páginas acessadas a partir de celulares), a pedido da Operadora Vivo. Com o empurrãozinho dos profissionais, o número de blogs móveis no ar subiu de 3 mil para 80 mil em três meses.

    Outra ação consistiu na promoção de um time de streetball – modalidade de basquete de rua – e de um blog relacionado ao tema. As aparições dos jogadores eram quase restritas aos treinos no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mas a página da internet recebia 1.500 visitantes por dia e os vídeos disponíveis no site eram copiados 10 mil vezes por semana. O objetivo da campanha era promover uma nova embalagem da Tetra Pak, a Tetra Prisma, e associá-la aos jovens que praticam esportes.

    Para o diretor da Espalhe, as estratégias de cooptar os blogueiros para ajudar nas campanhas e nem sempre revelar a real intenção das campanhas não tornam o marketing viral antiético. “Fazemos o mesmo que as assessorias de imprensa, que tentam mostrar aos jornalistas que têm algo interessante para mostrar nos veículos de comunicação”, defende.

    O jornalista Pedro Dória, um dos primeiros profissionais a serem pagos por uma empresa de comunicação para manter um blog, admite que a informação que circula na rede é altamente manipulável. Explica Dória: “As redações têm critérios definidos, uma hierarquia que faz o balanço da informação antes de publicá-la. Nos blogs não só não há esse controle como é preciso colocar muitos posts (artigos) no ar. Muito do que é colocado no ar passa por pessoas que não têm a tarimba de lidar com a informação”.

    Hoje, sete anos depois da inovação proporcionada pelo pioneiro serviço de hospedagem Xanga.com, o acesso ficou tão fácil que não há como controlar o que vai ao ar. Ao contrário do esperado, nem o inglês nem o mandarim são a língua mais difundida entre os blogs, mas sim o japonês. Os consultores acreditam que isso se deve ao alto volume de pequenos artigos gerados a partir de telefones celulares – assim os japoneses escreviam textos menores muito mais vezes.

    A blogsfera reflete tanto o que acontece ao redor do mundo quanto os interesses dos blogueiros. Alguns picos de artigos publicados (tabela à pág. 42) aconteceram durante o tsunami do Sudeste Asiático ou na época do furacão Katrina, nos EUA, mas o interesse pela ecologia fica evidente por tudo o que foi gerado com o anúncio da parceria entre a Intel e a Apple.

    O blog mais lido do mundo, da atriz chinesa Xu Jinglei, no entanto, não discute quaisquer desses assuntos. Aliás, um dos últimos artigos fala da presença da atriz australiana Nicole Kidman em um festival de cinema em Xangai. E é escrito em mandarim.

    Em um de seus artigos, publicado em novembro de 2005, Xu Jinglei explica suas motivações: “Há alguns dias uma colega criou um blog para mim e disse que eu deveria escrever alguma coisa e botar umas fotos. Ela sempre soube muito mais das coisas do que eu… e se ela disse que blogar era bom, isso quer dizer alguma coisa. Com isso reaprendi um ditado antigo: se escutar o conselho dos outros, sua cuia de arroz estará cheia.

    A cuia tem razões para ficar cheia. A China contava em 2005 com 111 milhões de usuários de internet, de acordo com a Academia de Ciências Sociais do país. Destes, 17 milhões definem-se como “blogueiros”, hospedados em 658 diferentes provedoras de espaço. Todo esse universo permitiu que Xu Jinglei atingisse a marca de 40 milhões de visitas no mês de junho. A atriz acredita que o segredo esteja na simplicidade. “Por exemplo, um dia eu simplesmente escrevi a palavra Cansada. Se não quiser escrever, eu não escrevo. Claro, meus leitores também podem ficar cansados um dia. Mas isso não vai acontecer porque algo diferente acontece todos os dias. Minha vida não é repetitiva”, disse ela ao Nanfang Daily em fevereiro deste ano. O curioso é que mesmo o artigo da palavra “cansada” atraiu mais de mil comentários.

    O americano BoingBoing, que se autodenomina “um diretório de coisas maravilhosas”, é o segundo blog mais popular na internet. Começou em 1988 como uma revista sobre temas como tecnologia, futurismo, ficção cientifica, eletrônicos e questões políticas. Transformou-se em site em 1995 e em 2000 foi relançado com um blog. Os quatro editores responsáveis passaram pela revista Wired, pioneira no tratamento mais profundo de questões tecnológicas e até hoje sucesso no mainstream. O conteúdo do dia 28 de junho, por exemplo, continha instruções de como fazer um tocador de MP3 a partir de um rádio AM de carro.

    O Engadget, também americano, é o terceiro mais lido. O foco do blog é a alta tecnologia, particularmente eletrônicos para o consumidor – a diferença é que os artigos são escritos com bom humor.

    Os outros blogs no Top 10 refletem um gosto eclético. O blog em quarto lugar, o PostSecret, é uma exposição de segredos, literalmente. Usuários mandam anonimamente pelo correio seus maiores segredos e os postais são fotografados e expostos na página. Um dos segredos, que se entende como o de um soldado no Iraque, era esse: “Não me alistei para ‘escapar’ de você. Me alistei para pagar o nosso casamento. Casa comigo?” Existem muitas outras mensagens, algumas tocantes como “foi aqui que perdi minha fé” escrita sobre uma imagem aérea do campus da Brigham Young University, em Utah, uma faculdade religiosa em um estado ultra-religioso.

    Entre os outros seis, um é sobre fotos, três são sobre política e dois sobre, tecnologia. Dos dez primeiros, exceto o da atriz Xu Jinglei, todos são americanos. O mais próximo a não ser editado nos EUA é do comediante italiano Beppe Grillo, em 15° lugar – que mesmo assim abre automaticamente em língua inglesa, com opção para o italiano.

    Para Alex Primo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Laboratório de Interação Mediada por Computador, os blogs são um novo meio de comunicação que tem como principais características a interatividade e a falta de controle sobre os caminhos da informação. O grande desafio, ao menos para os estudiosos e para a indústria, está em entender como surgem os fenômenos de audiência. “É como tentar descobrir por onde começam os aplausos em um show. São processos emergentes, ainda não explicados pelas pesquisas.”

    Fonte: Carta Capital

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