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    Em desenvolvimento…

    24 novembro 2009

    Hoje que este blog completa a marca de exatamente 1 mês sem post, venho contar a vocês as últimas peripécias do desenvolvimento de um livro de estratégia em mídias sociais.

    • No último dia 7 participei do Intercon 2009. Fui lá muito pelo networking mas fui brindado com palestras interessantes e ricas em conteúdo, ganhei conhecimento. Porém pouco se falou de mundo corporativo. O “livreiro” Juliano Spyer me ajudou muito na conexão com hubs importantes do cenário: Manoel Lemos, Bruno Medeiros, Michael Nicklas, entre outros. Começo a botar um pouco de Brasil no conteúdo.
    • Dois dias antes fui conversar com a Thiane Loureiro lá na Edelman, onde tivemos uma agradável conversa sobre a nossa percepção das marcas como pessoas como nós mesmos e variantes do mesmo tema. Enriquecedor e uma boa dose de conteúdo no futuro capítulo 3: “O novo consumidor social”.
    • Ao mesmo tempo iniciei um bate papo com Ed Moran que está escrevendo um livro sobre o humano 1.0 a ser lançado na primavera Americana em 2010 sob o título provisório de “A empresa hiper-social”.
    • Andei fazendo algumas palestras e conhecendo mais gente, principalmente executivos de empresas que dividem comigo suas percepções atuais. Tá tudo no meu caderninho.
    • No próximo passo estarei no Café Aberje nesta sexta-feira (27/11). Realizado pela Aberje e CPFL em Campinas, o tema será Redes Sociais e dividirei o debate com Marcelo Coutinho, Caio Túlio Costa e Sergio Amadeu.

    Taí, espero não estar devendo nada. Mas pior que estou. Próximo post será sobre a evolução do blog corporativo no Brasil, pra fazer par aos meus posts dos anos anteriores (e que venceu em setembro).


    Consumidores querem conversar com as empresas

    26 junho 2008

    A ExpoTV encontrou em um estudo recente que os clientes querem conversar com as empresas. Veja os principais pontos encontrados:

    - 55% dos clientes querem um diálogo constante com a marca;

    - Uma empresa que se demonstra disposta a conversar com seus clientes experimenta aumento nas vendas e na fidelidade: 89% dos entrevistados seriam mais fiéis se as empresas os convidassem para participar de um grupo de discussões, e 92% disseram que recomendariam a empresa se tivessem uma experiência positiva no diálogo com ela;

    - Perguntados com quem dentro de uma empresa eles gostariam de conversar, 49% disseram que com o departamento que cuida de desenvolvimento e design de produtos. 14% com o suporte ao cliente, 14% com o marketing e 13% com que cuida dos preços;

    - Mais de 60% dos entrevistados contariam para 10 ou mais pessoas uma experiência positiva com uma marca;

    - 93% dos entrevistados disseram que conversariam com as empresas concorrentes que estão abertas ao diálogo quando sua primeira escolha não estiver interessada neles;

    Alguém aí conhece um canal de comunicação para habilitar esse diálogo que os clientes tanto querem?

    Fonte: Adrants


    Blog da LocaWeb

    18 setembro 2007

    O Cristian Gallegos da LocaWeb me enviou um simpático e-mail após ter lido o post sobre o crescimento da blogosfera brasileira. No e-mail Cristian apresenta o Blog da LocaWeb e conta um pouco mais a respeito da iniciativa.

    Tomei a liberdade de reproduzir aqui no blog o conteúdo do e-mail para que outras empresas conheçam um pouco mais sobre a abordagem e os resultados da iniciativa.

    http://blog.locaweb.com.br/

    Ativo desde Janeiro de 2006
    Posts desde então: 165
    Comentários: 591

    A idéia inicial era a empresa inteira e todas as áreas realizarem posts, no entanto, poucos aderiram de fato. Hoje está mais restrito ao time de comunicação e produtos.

    A ferramenta tem atingido o objetivo inicial de manter os clientes e parceiros atualizados. Pois, por sermos uma empresa de internet e com um desenvolvimento de soluções bastante dinâmico, tinhamos dificuldade de informar a respeito de novidades que não eram tão importantes para serem enviadas em um email dedicado (a fim de evitar encher a caixa postal do cliente) mas também, não eram irrelavantes a ponto de não comunicar. Com o blog, temos esse dinamismo e um ótimo volume de clientes que acompanham as novidades da empresa.

    O blog não chega a gerar discussões – serve mais como um informativo informal. No entanto, depois do lançamento, aumentamos em 3 vezes o volume de sugestões para melhoria e desenvolvimento de produtos e da empresa.

    12/09/2007


    Blog do presidente da GM Brasil

    19 agosto 2007

    Esses blogs de CEO internos só são descobertos quando aparece alguma notícia na mídia. Desta vez descobri que o presidente da GM Brasil mantém um blog interno para estabelecer diálogos com seus colaboradores. Retirei o trecho abaixo integralmente do Blog da Sandra da revista Info.

    Há vários meses o presidente da GM no Brasil, Ray Young, escreve um blog para o pessoal da própria empresa. Parece mais do que um esforço oco de endomarketing, ou de puro marketing para efeito externo, e um esforço real de comunicação.

    Por quê? Há 5 méritos importantes no blog:

    1 – É o próprio presidente que escreve o blog, uma vez por semana. A única pessoa que põe a mão no texto é a secretária, e só para efeitos ortográficos e gramaticais. Canadense, ele já fala português, mas evidentemente não pode ter um domínio machadiano da língua.

    2 – O blog está aberto a comentários de todo mundo na GM, de fato. Às 4 da manhã, de acordo os turnos do chão de fábrica, já aparecem textos dos funcionários no blog.

    3 – Os funcionários, de fato, são ouvidos. Suas intervenções dão origens a e-mails do presidente para os executivos da GM, inclusive em horários totalmente fora do expediente. Recentemente, o desconto da fábrica para compra de carros pelos próprios funcionários aumentou 50%, para atender a queixas colocadas no blog, a despeito de pesquisas convencionais que não indicavam a necessidade do aumento do desconto.

    4 – O blog surgiu no momento certo, quando se fez necessário, sem morar nas gavetas dos executivos por meses ou anos, como muitas vezes acontece em tantas empresas. Teve de ser montado e construído em 15 dias, o que para um ciclo de contratação, desenvolvimento e aprovação de uma grande montadora é de uma agilidade totalmente fora da curva.

    5 – O blog é de Ray Young, presidente da GM, e não da presidência da GM. Ele se põe pessoalmente em seu blog – compartilhando inclusive fatos dolorosos como doenças em família.


    Brand Management é outra coisa

    5 julho 2007

    Muito linda toda essa movimentação migratória para dentro do Second Life, toda marca que se preza está botando um pé lá dentro. Como? Do jeito que sempre fez: Propaganda e exibição da marca e seus produtos. Um belo show-room e só.

    Aí eu paro e penso. O que isso tem de diferente do que já é feito no mundo real?

    Não vi nenhuma empresa falar que vai, pelo Second Life, estabelecer um canal de customer service inovador ou mesmo criar um ambiente inovador e que produza interação. Ninguém quer se expor demais ou dar algo realmente palpável para potenciais e atuais clientes.

    A onda de blogs corporativos foi bem mais tímida que a do Second Life. Lógico. Second Life é muito mais revolucionário, porém o blog é muito mais desafiador. O blog demanda mais tempo, cuidado e transparência!

    As empresas, menos aquelas que nem sabem o que é um blog corporativo, têm medo de blogar, têm pavor de se tornarem transparentes. Parece que existe uma premissa de que é proibido ou pecado tratar bem um cliente, dar-lhe atenção e bônus.

    LUCRO! – A palavra de ordem das empresas é hoje alcançada por esforços cegos de CORTE NOS CUSTOS. E nós, clientes TOMAMOS. Esse paradigma deve mudar, ninguém trabalha hoje (por preguiça?) para aumentar a PRODUTIVIDADE, ou mesmo a EFICIÊNCIA, ou quem sabe até mesmo trabalhar para INOVAR. O está acontecendo?

    Se entregar para comunidades virtuais, confiar o desenvolvimento de produtos aos clientes, ser viral. A BusinessWeek dessa semana estava falando disso quando contou a história da juventude que mudou de vez o way of life nos negócios.

    Uma resistência ao 2.0 sem nexo e que fez com que a onda Second Life e esses eventos cheio de gringos tenham peso significativo, mas que podem desviar o caminho. Falando nisso, o John Batelle vai estar num desses eventos, parece coisa de primeiro mundo, mas gente, nós estamos atrasados!

    (c) Business Week

    Imagem da BusinessWeek.


    12 razões de porque as empresas não blogam

    6 novembro 2006

    1 – Você não entende porque você necessitaria de um blog corporativo. Nem o seu Presidente.

    Há várias razões para você considerar um blog corporativo. Vocês conhecem a importância do Google nos seus negócios? Blogar = Se posicionar bem ferramentas de busca. Diga isso ao seu presidente.

    2 – Você é o presidente. E você não irá permitir seus funcionários blogarem.

    Porque não? Você precisa de uma política e normas de uso sobre blogs. Devem existir limites, mas forçar seus funcionários a não blogar pode ser demais, até porque muitos deles já devem estar blogando por fora da empresa.

    3 – Você acha arriscado deixar seus empregados escreverem seus posts.

    Se você estabelecer o assunto, a idéia do conteúdo, as regras básicas, seus empregados serão capazes de se sair bem. Se algum deles não segue as regras, mais cedo ou mais tarde ele iria ser um ex-funcionário de qualquer maneira. Encontre um blogueiro principal e passe a moderar os posts por amostragem. Lance o blog internamente por 1 mês ou 2 antes de abrir para público.

    Se você vai contar detalhes da empresa que merecem ser conhecidos pelo mercado, deixe alguém mais próximo da tarefa fazer os posts, passar toda a tarefa para departamentos ou agências de comunicação pode deixar o post menos interessante.

    4 – Sua agência de RP acha o blog uma má escolha.

    Faça algumas perguntas a eles: Pergunte como o Google funciona, pergunte sobre RSS, peça dicas de como escrever textos, pergunte como blogar pode ser ruim tendo tudo isso em mente. Verifique se sua agência realmente tem conhecimento sobre blogs antes de acatar a decisão.

    5 – Você mencionou sua intenção para o pessoal de IT. Agora está na agenda de futuros desenvolvimentos.

    Quando pensamos em internet, é melhor confiar nos profissionais de marketing ou de gestão. Eles são quem dão as regras e o objetivo do blog.

    6 – Você não sabe ainda quem irá contribuir no blog, ou o que você irá abordar nele.

    Não adianta assumir toda a responsabilidade, você precisa dividir a tarefa com alguem que possa se dedicar mais tempo. Blog é um investimento em RP e posicionamento (no mercado e em ferramentas de busca), eles dá visibilidade à empresa, solidifica uma comunidade, humaniza a empresa. Lembre-se que nem todo blog corporativo precisa ser sobre seus negócios (veja meu livro).

    7 – Você não consegue ver os benefícios sejam lá quais forem. Deve ser uma completa perda de tempo.

    Sempre existem exceções. O blog pode não ser perfeito para todas companhias.

    8 – Você não vê nenhum retorno ao investimento.

    O blog deve ser visto sob o ponto de vista das conseqüências. Quanto vale ter clientes satisfeitos e falando bem da sua empresa ao longo de páginas e páginas na internet? Como uma maior fidelização de clientes ou aumento na participação por propaganda boca-a-boca pode não ser um tipo de retorno? Nem tudo é retorno financeiro.

    Mas ele existe, porque as conseqüências citadas acima certamente irão afetar positivamente suas receitas.

    Que tal olhar o retorno sobre riscos?

    Se os clientes que vão interagir com a empresa ajudarem desenvolver novos produtos e serviços, eles serão seus principais consumidores e agentes de marketing.

    9 – Você não tem idéia de como montar um blog.

    É muito fácil. Você pode hospedar em um servidor web alugado (usando WordPress, MovableType), or hospedar em serviços próprios para isso (usando Typepad, Blogger).

    10 – Você acha que o blog é só uma moda passageira.

    Claro que é, você tem toda a razão…

    11 – Você considera que o que funciona nos Estados Unidos não irá funcionar aqui, pois lá eles possuem um ambiente completamente diferente.

    Não importa o local do seu mercado, a internet está cada vez mais presente e cada vez com mais usuários, posicionar-se bem nesta infinidade de possibilidades é essencial (e o blog ajuda bastante). Além disso, usuários estão, com a ajuda da internet, mais exigentes e antecipados, você não pode ficar fora dessa. Dê visibilidade para sua empresa.

    12 – Você acha que blogar não vai dar certo para seu tipo de negócios.

    Você pode estar certo. Mas ao menos tente saber os benefícios antes de atirar esta moeda. Lembre-se que você não precisa falar exclusivamente sobre o que você faz ou vende, ninguém quer saber se você comprou uma impressora nova que faz um barulho irritante. Eles (sua audiência) se importa com coisas que eles mesmos querem ler, querem saber mais sobre assuntos que circundam seu métier.

    Fonte: e-consultancy e algumas poucas das muitas idéias presentes no meu livro.


    Empresas (((?))) Varejo

    27 setembro 2006

    deloitte.comA Deloitte lançou hoje um estudo (em PDF) sobre posicionamento estratégico de empresas de alta tecnologia perante o varejo.

    O relatório sugere que a indústria manufatureira de alta tecnologia deve se desenvolver em 4 áreas de especialização:

    1. Capacidade de inovar se orientando pelos consumidores.
    2. Desenvolver parcerias e/ou aprender a executar.
    3. Construir uma conexão próxima com o usuário final.
    4. Inovação baseada em serviços.

    Vendo os últimos movimentos do mercado cada vez mais inserido no contexto da internet, estenderia as 4 áreas para qualquer indústria ligada intimamente com o varejo.

    No 1o. ítem podemos ter comunidades virtuais ajudando no desenvolvimento de produtos e serviços. Vide minha última apresentação.

    Para o 3o. ítem, um dos canais mais indicados para construir essa proximidade é o Blog Corporativo.

    Aliás, acho que existe maneiras de alcançar o número 2 e 4 usando as comunidades virtuais e os blogs corporativos também. Idéias?


    Semana da Computação 9.0

    19 setembro 2006

    palestra_semcomp.jpgÉ com muita satisfação que estarei, no próximo dia 21 de setembro, na minha “terra natal universitária”. Lá na USP – São Carlos estará acontecendo esse tradicional evento anual que busca trazer para dentro da universidade temas relacionados com o mercado e o desenvolvimento científico.

    O tema da minha palestra será:

    Comunidades Virtuais e seus impactos nos negócios, no mercado e nos costumes dos clientes.

    “Os clientes e o mercado ganharam mais poder de discernimento com a consolidação da Internet. Com as comunidades virtuais eles passaram a pensar coletivamente e fazer escolhas democráticas mais acertadas sobre produtos ou serviços de uma determinada empresa. Nesta palestra vamos entender como os consumidores ganharam esse conhecimento, e descobrir quais os principais impactos na forma de as empresas se relacionarem com o mercado.”

    Veja os slides aqui. (PDF – 1,8M)


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