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    Clipping :: Consumidor Moderno no Varejo – Final Feliz?

    23 junho 2010

    Final Feliz?

    Março/2010

    A evolução dos livros em papel para o formato digital é uma história com diversos personagens que ainda está sendo escrita. Não se pode afirmar, entretanto, qual o destino reservado a um dos protagonistas dessa obra: as livrarias

    Diariamente, após uma jornada de trabalho por vezes puxada, Marcílio D’Amico Pousada se recosta na cabeceira da cama e se põe a ler. Naquela última semana de fevereiro, o livro da vez era “História do Brasil com Empreendedores”, em que o historiador Jorge Caldeira narra a importância dessa figura para a construção da economia e sociedade nacional desde os tempos de colônia. Pousada também lê no táxi ou em aviões, em viagens de negócios ou não. Por ano, ele devora cerca de 50 livros – em média, um por semana. Seria bem mais fácil se todos os títulos estivessem disponíveis num único lugar: um tablet ou um leitor eletrônico (e-reader), por exemplo. Por ora, ele mantém os de papel.

    Pousada é o presidente da rede de livrarias Saraiva, companhia com 95 anos no mercado que dita tendências e se reinventa quando preciso. Foi assim com a abertura da primeira megaloja do gênero no País, em 1996; o lançamento do primeiro site de vendas do Brasil em 1998, que hoje responde por 35% de seu faturamento; e a compra da rival Siciliano, em 2008. Agora, com livros disponíveis em formato eletrônico para download na internet (e-books) e a curiosidade em torno dos e-readers mundo afora, talvez seja a hora de mudar novamente.

    Nos Estados Unidos, com um mercado literário que movimenta US$ 25 bilhões ao ano, as vendas de e-books saltaram de US$ 67 milhões em 2007 para US$ 113 milhões no ano passado. A Forrester Research estima que três milhões de aparelhos para ler livros eletrônicos foram vendidos no ano passado nos Estados Unidos.

    A ameaça sobre os livros de papel começou a ganhar força com o lançamento do Kindle em 2007 pela gigante do varejo on-line ianque Amazon. Com acesso às redes 3G e Edge, o usuário consegue baixar aproximadamente meio milhão de títulos em formato PDF na loja virtual por um preço médio de US$ 9,99 cada (três vezes menos que os impressos; alguns títulos não saem por mais de US$ 2) e pode ler em qualquer lugar. No ano passado, com um novo modelo capaz de armazenar 3,5 mil obras e a distribuição em mais de cem países, as vendas aumentaram.

    O dia 25 de dezembro ficou marcado como o primeiro em que a Amazon vendeu mais e-books que livros impressos. O Kindle não é o único. Sony, Fujitsu, Samsung e outras fabricantes também têm os seus e-readers. No início deste ano, a Apple lançou o iPad – um computador sensível ao toque que permite, além de navegar na internet e ouvir músicas, ler os ebooks. E há uma expectativa do mercado em torno de novidades que podem ser apresentadas pelo Google. Diante disso, as livrarias estariam fadadas ao mesmo destino que tiveram as lojas de CDs e videolocadoras com o advento das músicas e vídeos na internet?

    Páginas em branco

    Um movimento que se observou ao longo de décadas foi o desaparecimento das livrarias de bairro, menores, e a concentração das grandes redes. Fabio Cipriani, consultor de estratégia de mercado e consumidor da Deloitte, aponta o comércio eletrônico como outro fator que exigiu da Saraiva e da Cultura, por exemplo, oferecer mais que livros. Hoje, é possível ir a uma loja e comprar itens de informática, jogos, assistir a exposições e palestras e até tomar um café.

    Com os livros eletrônicos e os leitores digitais feitos para eles não deve ser diferente. Cipriani ressalta que, ao menos no médio prazo, o que deve acontecer é uma divisão entre os formatos, não uma substituição imediata. Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), é categórico: os e-readers de hoje estão longe do que esse mercado virá a ser. Assim como o primeiro carro criado por Henry Ford, ou o videogame Atari em comparação ao Playstation 3 ou XBox de hoje, não são Kindles ou iPads que transformarão o mercado e o hábito das pessoas.

    “Quero um livro em que eu possa escrever, compartilhar o conteúdo nas redes sociais e saber o que os outros acham sobre isso também”, diz Meira, que lê dezenas de livros ao mesmo tempo – alguns impressos, muitos digitais. E o cientista profetiza: a mudança estará consolidada quando der para fazer com o digital o que já se fazia com o analógico e um conjunto de outras ações que não eram possíveis anteriormente. E isso não será apenas pelos e-readers, mas, sim, por PCs, laptops e celulares, com uso de tecnologias como realidade aumentada, entre outras.

    É um caminho sem volta, mas com grande distância a ser percorrida. Patrícia Nina, diretora de operações da Fnac no Brasil, chegou com essa visão da viagem que fez recentemente à matriz na França. Lá visitou unidades da rede e viu os cinco modelos de e-readers à venda com uma infinidade de títulos em formato eletrônico. A sucursal daqui também deve começar a vender leitores digitais em breve. Porém o mercado francês é dominado por quatro ou cinco grandes editoras – o que facilita a negociação entre fornecedor e comerciante.

    “No Brasil não temos quem concentre uma enorme quantidade de títulos, então o processo vai ser mais complexo”, observa Patrícia. “O próprio Kindle não dá acesso a qualquer conteúdo, só ao que está disponível pela Amazon. Diante do que existe numa livraria real, a virtual é o começo de um processo”, completa.

    Cipriani corrobora que um entrave para a massificação dos e-books em português são as editoras. Poucas delas se arriscam a digitalizar seus títulos, com medo de que alguém quebre o código que protege os direitos autorais e pirateie na internet. O mercado editorial brasileiro movimenta anualmente uma ordem de R$ 3,3 bilhões, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), com quase 350 milhões de exemplares produzidos. Por conta disso, em outubro do ano passado a CBL reuniu representantes de três editoras para avaliar as possibilidades e traçar uma estratégia para o setor na era da internet. O objetivo é não ser pego de surpresa, como aconteceu com as gravadoras.

    Novo capítulo

    Em maio do ano passado, a Saraiva passou a vender e alugar vídeos pela internet. Com os livros digitais, não deve ser diferente. “É uma tendência, não tem como a gente falar que não vai acontecer”, avisa Pousada, que não nega o espaço importante que os e-books devem ocupar. Mesmo assim, o executivo acredita que a substituição se dará numa velocidade diferente como a que ocorreu com o setor fonográfico. Porém substituir o papel pelo eletrônico deve demorar mais tempo.

    “Música é instantânea. Já o livro convive por um tempo maior com a pessoa”, diz. Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura, considera esse um mercado “muito incipiente”, sem definição e que precisa ser avaliado. E diz que, mesmo que as editoras optem pelo modelo virtual, nada vai mudar para a livraria, pois serão as detentoras dos títulos que vão ditar os preços.

    “Como não existe um padrão, cada um está fazendo do seu jeito”, assinala. Por isso, desde março a Cultura comercializa 150 mil títulos em formato eletrônico que podem ser baixados em e-readers ou computador. A maioria é em inglês, por conta da indefinição no mercado brasileiro.

    O fator preponderante, entretanto, será a mudança de hábito. Herz, que acabou de ler “A lógica do Consumo”, e Patrícia, que concluiu “O Poderoso Chefão”, já testaram a leitura no Kindle… e não gostaram. Pousada, da Saraiva, é outro que prefere o livro de papel e diz que os e-books são vantajosos quando a questão é o acesso rápido a algum conteúdo. Seja nos e-readers ou mesmo em computadores, o desafi o será convencer os leitores a trocarem as cores, a capa bem trabalhada, a sensação que se tem ao folhear as páginas e o cheiro dos livros em papel pela insipidez dos virtuais.

    Meira, do CESAR, não sabe especificar quando os impressos serão substituídos, mas tem certeza de que isso ocorrerá. Ele cita o exemplo do automóvel, que levou três décadas para ganhar a preferência dos usuários. “Se levar esse tempo para o e-book substituir o papel, tudo bem”, contenta-se. Como pontos a favor estão o interesse das gerações mais jovens pelas novidades tecnológicas e a chance de atingir os rincões do País – aonde livros comuns não costumam chegar.

    Já as livrarias, em seu formato atual, devem sumir do mapa. “O que vão existir são butiques superespecializadas”, aposta Meira. Como algo que ainda está acontecendo, não  se sabe como essa história vai terminar. Os varejistas devem estar prontos para a metamorfose – talvez centralizando as operações em suas lojas online. Deve levar algum tempo para que isso ocorra. Mas, como diria Machado de Assis, uma coisa é certa: “o futuro nunca se engana”.

    Fonte: Consumidor Moderno No Varejo

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    Clipping :: Revista do Varejo – Conversas Conectadas

    23 dezembro 2008

    Conversas Conectadas

    04/12/2008

    Nova página na internet é tão fácil de fazer que até mesmo o próprio dono da loja pode se encarregar de mantê-la atualizada.

    Marcar presença na internet tornou-se quase um requisito obrigatório para o sucesso no varejo. Além da possibilidade de criar um canal de vendas on-line, a web também se mostra eficaz para incrementar a comunicação com clientes e fornecedores, além de divulgar produtos e promoções. Para estimular a interatividade e a participação dos consumidores, uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes é o blog, página virtual gratuita e fácil de atualizar. Junção das palavras web + log (registro), essa nova forma de publicar na internet surgiu por volta de 1995 associada a diários pessoais, mas não demorou até ser adotada pelas empresas.

    Segundo Pollyana Ferrari – doutora em Ciências da Comunicação pela USP e professora da PUC/SP –, os blogs possuem um formato já consagrado, em que o conteúdo é organizado de forma cronológica, com a identidade visual no topo superior e uma descrição da temática do site logo abaixo. “Utilizar o blog como portfólio para a loja é uma tendência, lembrando que o importante é sempre buscar a conversa com o leitor”, afirma. Outra vantagem é melhorar o posicionamento da loja em resultados de páginas de busca como Google e Yahoo. “Isso porque um blog é atualizado com mais freqüência que um site tradicional, o que é bem-visto pelos mecanismos de busca”, explica Fábio Cipriani, consultor empresarial e autor do livro Blogs Corporativos.

    A forma e o conteúdo do blog, por exemplo, devem estar em sintonia com a proposta da loja e incentivar o diálogo com o cliente-leitor. Para Cipriani, ainda que a proposta seja divulgar as mercadorias, é preciso gerar um mínimo de interatividade. “A não ser que se deixe clara a intenção de ser apenas uma vitrine virtual, quem faz um blog deve conversar ou gerar uma comunidade em torno da marca.” Provocar a participação do internauta, portanto, é fundamental.

    Ferramenta acessível

    Por se tratar de uma ferramenta gratuita, de atualização simples e imediata, o blog pode ser o caminho mais curto para pequenos e médios varejistas darem os primeiros passos na web. Foi esta facilidade que motivou as proprietárias da Santo Babado, loja gaúcha especializada em lingerie, a investir no formato, antes mesmo de possuir um site próprio na internet. A idéia é utilizar o espaço do blog, criado em fevereiro de 2007, para divulgar promoções, eventos e lançamentos. “Mas também incluímos reportagens sobre moda ou auto-estima da mulher, alinhadas com os valores que procuramos transmitir”, conta Aline Fuhrmeister, uma das três sócias da loja.

    Provocar a participação do leitor, no entanto, não é uma tarefa simples. De acordo com Aline, os poucos comentários até agora se devem ao fato de que muitas clientes não se sentem à vontade para comentar publicamente. “Recebemos muito retorno através do e-mail e às vezes pedimos autorização para transformar as mensagens em posts”, explica.

    De acordo com Cipriani, em um blog de loja o assunto dos posts é livre, mas o ideal é misturar informações sobre promoções e novidades com temas mais gerais sugeridos pelo mix de produtos ou pelos comentários, sempre com o objetivo de estimular a interação. “Falar só de mercadorias ou promoções não gera diálogo e pode se tornar muito chato”, afirma. Se o autor dos textos for o próprio lojista, melhor ainda. “Isso significa que o dono da loja possui grande afinidade com o mercado, deixa o site ainda mais pessoal e humaniza o negócio”, explica.

    Uma opção para lojistas que não dispõem de tempo – ou habilidade – suficiente para manter um blog é contratar um profissional específico para administrar o conteúdo. Este é o caso da grife cearense MissMano, que fabrica e vende roupas femininas. Para administrar o blog dos três pontos-de-venda em Fortaleza, as sócias Carla Jonia e Rosanna Cavalcante chamaram duas consultoras de moda – Andréa Fialho e Ana Maria Sisnando, que também são autoras do blog Vanguarda. A idéia do blog da MissMano, aliás, surgiu quando a direção da loja as procurou com interesse em anunciar no Vanguarda. Cipriani, entretanto, recomenda cautela em situações desse tipo. “O blog deve ser escrito por alguém que goste de interagir com os leitores e literalmente entrar na discussão.”

    Apostar no blog como “passaporte” para o mundo virtual é tendência entre os pequenos lojistas que ainda não possuem endereço eletrônico. Este é o caso da Loja Loja!, que estreou na web há cinco meses através de um blog hospedado em um provedor gratuito.

    Localizado em São Paulo, o ponto-de-venda é inspirado nas butiques parisienses e mistura brechó com venda de antiguidades, acessórios e roupas de grife. Segundo a gerente de marketing Vivian Feriani, a Loja Loja! não possuía nenhum canal de interação com os clientes além do e-mail. Hoje, o blog traz informações sobre novidades e promoções, e já rendeu até encomendas de pessoas de fora da cidade. “Conquistamos clientes no Rio de Janeiro com o blog”, conta Vivian. “Hoje muita gente nos procura por ter visto a página, ainda mais depois que o endereço foi divulgado no site Radar 55 (revista eletrônica de artes, moda e gastronomia)”, completa.

    Participação ativa

    Além da possibilidade de ter sua marca citada em outros sites, os blogs estimulam o que Pollyana Ferrari define como “mídia gerada pelo consumidor”, ou seja, conteúdos que são criados pelos próprios consumidores através de comentários e links divulgados em comunidades como o Orkut. “É um fator que causará uma verdadeira revolução no consumo dentro dos próximos três anos”, afirma a professora. Dessa forma, sites de relacionamento pessoal e fotologs (sites para publicação de imagens e fotografias) também são recursos muito úteis para se aproximar dos consumidores e divulgar a loja.

    Tirar proveito de todas essas ferramentas faz parte da história da Pó de Estrela, loja gaúcha que vende objetos de decoração e acessórios de moda. Desde o início da operação, em 2005, as sócias Patrícia Lima e Paula Howe apostaram na internet como forma de divulgar os produtos. Além do site propriamente dito e do blog, a loja ainda possui fotolog e uma comunidade no Orkut com 688 participantes. “Utilizamos todas as formas possíveis para nos aproximarmos de nossos clientes e atingir outros em potencial. Muitas pessoas já chegaram até a loja através do Orkut e do blog”, diz Patrícia.

    A combinação de site, blog, Orkut e fotolog também faz parte da filosofia da ChicFashion, que comercializa cosméticos e artigos de brechó. Por se tratar de uma loja exclusivamente virtual, nada melhor do que aproveitar todos os recursos que a web oferece. Neste caso, o blog também surgiu antes do site, como parte da estratégia para iniciar a operação de e-commerce. “Durante o benchmarking, vimos que a procura por informações sobre moda, beleza e comportamento é imensa, e o blog é um dos formatos mais acessados, então decidimos fazer um blog com dicas sobre beleza e criamos uma expectativa para a inauguração da loja”, conta a proprietária Íris Duarte. De acordo com a lojista, a iniciativa foi responsável pelos mais de 300 acessos que o site oficial da ChicFashion recebeu logo que entrou no ar, há quatro meses. A loja investe ainda em um fotolog, um perfil no site MySpace e na comunidade do Orkut, com 240 participantes.

    Dicas para criar um blog

    * O design da página deve corresponder à marca da empresa. Manter as cores e a logomarca da loja são requisitos fundamentais.

    *O blog precisa ser autoral, ou seja, ter a voz de quem fala, ter estilo próprio.

    * Deve ser um espaço sempre aberto a comentários, sem exigir cadastro prévio.

    * Deixe o cliente opinar e dar dicas, mandando fotos com customização de peças que a loja vende, por exemplo.

    * Atenção para os comentários, que podem sugerir temas para futuros posts.

    * Em caso de comentários negativos, a dica é prestar atenção, avaliar se a reclamação faz sentido e responder publicamente no próprio blog.

    * Blog é conversa, não é assessoria de imprensa. Nada de publicar press-releases da loja ou da fábrica.

    Contato

    Fábio Cipriani: www.blogcorporativo.net

    Pollyana Ferrari: www.polipress.com.br

    Autor: Mônica Pupo
    Fonte: Revista do Varejo

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    Nuvem de tags do livro Blog Corporativo

    23 outubro 2008

    Fiz um Wordle com o conteúdo completo do meu livro. Vi as palavras blog, empresa, companhia, cliente, marketing, comunicação, internet e funcionários como as mais freqüentes. Acho que o conteúdo está alinhado com o título e o tema.

    Tag cloud do Blog Corporativo BY WORDLE.NET


    E as pequenas empresas? Benefícios do blog num cenário de baixa audiência (continua…)

    21 agosto 2008

    Estou lendo Groundswell. O conteúdo é muito adequado para ensinar o bê-a-bá da web 2.0 para as empresas e principalmente para os executivos que querem entrar nesse mundo. Essa educação é necessária pois muitos executivos investem em redes sociais e na maioria das vezes não sabem sequer justificar o porquê desse investimento.

    Mas a coisa que me incomoda é: na literatura sobre o assunto a grande maioria dos livros falam sempre das e para as grandes empresas. A pequena empresa precisa ler o conteúdo com a mente ainda mais aberta e tentar extrair o que é aplicável para ela.

    A realidade é que o contexto para a pequena empresa é diferente, muitas vezes a marca é conhecida somente num bairro de uma cidade qualquer. Ela não possui uma marca conhecida como Nike, Dell ou Havaianas.

    Se uma dessas marcas famosas lançam um blog, como é o caso da Fiat que lançou o blog do Linea essa semana, é muito mais provável que chovam comentários e vários leitores assinem o RSS do blog logo nos primeiros dias, mesmo se o blog for ruim. Uma pequena empresa não tem esse benefício. A “força da marca” faz a diferência na audiência inicial e no grau de interesse dos leitores.

    No Blog Corporativo Wiki tem uma lista de 161 blogs de pequenas e médias empresas. A maioria é de agências de marketing e comunicação e provedores de serviços de internet e informática, o que é justificável visto que o blog é parte do ganha pão dos mesmos. Poucos são os casos que exploram seu nicho (fora da internet) e se mantém fiel a ele, e esse é o principal desafio.

    No caso das pequenas e médias empresas, o nicho é bem pequeno, chegando a amigos e parentes de funcionários. A única forma de atrair mais leitores é manter posts de qualidade e que falem algo com que seus leitores e clientes se identificam (e em alguns casos o assunto pode ser raro e nem crescer tanto em número de leitores). Mesmo assim a escalada para o sucesso da iniciativa será longa e poderá frustar se o objetivo do blog for muito além da realidade. Esse é um dos principais motivos que explica porque tantos blogs dão errado: eles querem conquistar o mundo e não só o relacionamento duradouro com os clientes.

    A PME pode ter o benefício de colocar o blog no ar mais facilmente e de forma menos burocrática, mas ela precisará ser ainda mais criativa e dinâmica para manter a chama acesa.

    Voltarei no próximo post aos benefícios do blog na pequena e média empresa e vou tentar explorar alguns casos.


    Clipping :: PC World – Blogar é preciso

    21 julho 2008

    Blogar é preciso

    Autor do livro Blog Corporativo, o consultor Fábio Cipriani, conta como essa ferramenta pode ajudar as pequenas empresas

    22/08/2006

    Desde que a internet comercial chegou ao Brasil, muita coisa mudou. Alguns sites viraram portais, boas idéias geraram lucros para poucos, e idéias ruins, prejuízo para muitos. Hoje, não basta para muitas empresas, independentemente do seu tamanho, ter um site institucional ou de comércio eletrônico. É preciso ter um blog. Segundo Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo, a ferramenta humaniza a empresa ao criar vínculo com potenciais clientes ou defensores da marca, dando uma nova cara para a companhia. Saiba, nesta entrevista, como o blog pode ajudar sua companhia a crescer.

    PC WORLD – O que a pequena empresa ganha ao começar a fazer um blog?
    Fábio Cipriani – O blog é uma ferramenta nova para um conceito antigo, que uma simples página web não possui: conversação. Para aumentar o número de clientes que compram de você, mais que possuir um produto ou serviço de qualidade, é preciso convencer as pessoas e estar aberto para interagir com elas. Ao escrever suas idéias em um blog corporativo, você não estará falando exclusivamente do seu produto, vai falar de você e das suas idéias, vai falar de aspectos que circundam suas áreas de interesse e seu produto. Outra importante projeção dada às empresas pelos blogs é o fortalecimento da marca em sites de busca, com melhor exposição nessas ferramentas.

    PCW – E quem deve ser o responsável pelo blog? O dono da empresa? Um diretor?
    Cipriani – A princípio, não importa quem é o blogueiro. Se ele tem a liberdade para expressar suas idéias de forma transparente e está disposto a conversar com o público, os negócios irão prosperar. Mas colocar uma assessoria de imprensa para essa tarefa, por exemplo, corta completamente a conversa que seus clientes estão buscando. A comunicação passará a fluir de maneira formal e unidirecional.

    PCW – A empresa deve criar seu blog dentro do site da companhia ou pode usar um serviço gratuito?
    Cipriani – O blog é uma página web específica e que representa a marca da empresa. Ter um domínio próprio e design exclusivo com as cores e os logotipos da empresa são fatores essenciais para uma boa estratégia de marca. Os serviços gratuitos são muito bons para quem está começando e não possui conhecimento técnico suficiente para construir um blog em servidores próprios ou alugados.

    PCW – Qual é o retorno desse investimento?
    Cipriani – Possibilidade de novos negócios e de crescimento. Uma pequena empresa raramente vê a internet como um meio de ampliar seus negócios ou divulgar seus serviços. O principal retorno do blog vem por meio da satisfação ou conquista de clientes, mas é difícil atrelar vendas ou retenção de clientes diretamente com a eficiência do blog. Um indicador que pode expressar esse resultado é a quantidade de pessoas que acessam, comentam ou escrevem sobre o seu blog em outras páginas ou blogs na internet. A esse conjunto de indicadores eu dou o nome de “fator barulho” da sua marca.

    PCW – Qual a melhor maneira de divulgar um blog corporativo? Que dica você daria para a empresa que quer colocar um blog no ar?
    Cipriani – A primeira coisa é fazê-lo logo, pois a imprensa está ansiosa para demonstrar casos práticos de sucesso do uso dessa ferramenta. A principal dica para uma empresa que deseja criar um blog é conhecer a “blogosfera”, antes de tudo. Ambientar-se com blogs e com os conteúdos que podem ser colocados em um post, conhecer os termos usados, estudar blogs que produzem dicas sobre a sua área de atuação, olhar o endereço de um concorrente.

    Autor: David de Oliveira Lemes
    Fonte: PC World

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    Clipping :: Carta Capital – Mais do que um diário

    9 julho 2008

    Mais do que um diário

    12/07/2006

    Internet: Os Blogs evoluem e tentam consolidar-se como meio de comunicação, além de opção para a publicidade e empresas.

    Se acreditar no que está escrito nos jornais às vezes não é fácil, imagine confiar nas informações apresentadas nos blogs hospedados na internet, onde qualquer um pode escrever qualquer coisa e ser lido em pontos remotos do planeta. Pois os números mostram que os blogs são a febre do momento no mundo virtual. Eles já somam 47 milhões em atividade no mundo, mas esse volume praticamente dobra a cada seis meses.

    Não bastasse a quantidade de blogs, também é impressionante a avalanche de informações a todo instante: cerca de 1,2 milhão de novos artigos por dia, ou 50 mil por hora. Os textos são escritos por 35 milhões de pessoas. A discrepância entre páginas e autores se explica: muitos blogs são abandonados com o tempo. Esse universo não tem atraído a atenção apenas daqueles que sonham em fazer relatos nos diários virtuais. mas também de empresas. agências de publicidade, empresas jornalísticas e partidos políticos.

    As agências publicitárias, por exemplo, testam nos blogs técnicas de marketing viral, a nova denominação do tradicional boca a boca. Já as empresas criam páginas para se comunicar com os consumidores e os políticos tentam uma aproximação maior com os eleitores nesses sites pessoais interativos.

    A consultaria americana Technorati, responsável pelo levantamento acima, rastreia em tempo real o que acontece no mundo dos blogs, a chamada blogsfera. A empresa só leva em conta as páginas ativas, ou seja, que recebem visitas, são atualizadas e possuem links, ou caminhos. para outras partes da internet. Sem esse critério. seria praticamente impossível mensurar todos os criados até hoje.

    No Brasil, depois do sucesso das páginas criadas para comentar a Copa do Mundo, as eleições de outubro são o novo alvo dos blogueiros. O PT pretende incluir no site de campanha do candidato Lula links para blogs favoráveis ao candidato. O PSDB estuda criar uma página para a campanha de Geraldo Alckmin. Quem já tem o próprio blog é o senador Cristovam Buarque, candidato à Presidência pelo PDT, embora a página seja alimentada por textos de assessores.

    Um dos políticos brasileiros pioneiros foi o prefeito carioca Cesar Maia, que manteve um blog no ar por pouco mais de dois meses. O pretexto para o fim precoce da página, em setembro de 2005, foi a falta de tempo para escrever. Mesmo assim, ele diz ter gostado da experiência. “O blog permite ao político perder a inibição ao comentar sobre a linha adotada pela mídia e tornar seu comentário público”, declarou na época, não por acaso, em outro blog, o do jornalista Jorge Bastos Moreno.

    Quem pensa em fazer parte da blogsfera tem de se preparar para se dedicar à novidade e conviver com as críticas. Segundo as regras dos usuários, deixar os comentários sem resposta ou não publicálos é inadmissível. Na semana seguinte à eliminação do Brasil na Copa do Mundo, por exemplo, internautas recorriam a outros blogs para expressar indignação por não conseguirem publicar no site de Roberto Carlos, lateral da Seleção Brasileira, comentários pouco elogiosos à sua performance.

    A mesma liberdade que permite as pessoas dizerem o que bem entendem nas próprias páginas e selecionar as respostas exibidas, entretanto, também exige dos internautas cuidado ao ler e passar adiante as informações na rede. “O contexto dos blogs é totalmente imprevisível, aberto. Um caos inventivo que traz em si a sua própria ordem”, avalia Eugênio Trivinho, professor da PUC-SP especializado em Cibercultura.

    A palavra blog, segundo uma das explicações mais comuns, vem do termo boardlog, algo como diário de bordo, em inglês. Assim, a inspiração real viria dos cadernos onde os comandantes de navios adotavam os procedimentos necessários para tornar possível refazer as viagens.

    Mais do que diários de adolescentes, por tanto, os blogs são guias para a navegação no mundo virtual, onde o autor registra o que encontra de interessante na rede e abre caminhos a outros internautas.

    Embora a internet tenha sido criada em 1969, a revolução começou de fato quando as ferramentas necessárias para a produção de artigos na rede ficaram simples e compreensíveis para grande parte dos usuários. Elas foram oferecidas por sites de hospedagem, como o Xanga.com, fundado em 1999, nos EUA. A partir dali o próprio usuário podia facilmente criar sua página e escrever o que quisesse para que todos o Jessem. Estava subvertida a ordem. Não era mais necessário ter o conhecimento técnico ou dinheiro para comprar um domínio na internet – era o advento da verdadeira liberdade de expressão virtual. Nascia o blog.

    O problema é que o volume de informações acumulado nos blogs cresce muito mais rápido do que os meios de filtrá-las. “O internauta precisa manter um índice de desconfiança, do contrário torna-se politicamente ingênuo e sujeito a intempéries como e-mails perigosos e informações falsas”, alerta Trivinho.

    Sreenath Sreenivasan, professor de Novas Mídias da Columbia University, em Nova York, acredita que não é a profissão de jornalista, por exemplo, que determina a qualidade do conteúdo apresentado. “Os melhores blogs são aqueles com uma voz forte, e que demonstram sua credibilidade não com algum selo ou credenciais, mas a partir do que escrevem, disse o professor a Carta Capital.

    O especialista julga que a taxa de blogs criados, um a cada segundo, não deve perdurar por muito mais tempo. “Vão acontecer duas coisas opostas ao mesmo tempo. A primeira deve ser um reajuste drástico, em que muitos blogs com pouco tráfego devem morrer ou desaparecer. Depois os sobreviventes, os melhores blogs, devem atrair uma multidão de leitores.”

    Então fica acertado que, pelo menos no panorama americano, os blogs são respeitados por seu conteúdo, não precisam de um “figurão” à sua frente e tendem a atrair cada vez mais leitores. Se os adequarmos a outros veículos de notícias, é natural que precisem de uma fonte de renda: a propaganda. E os anunciantes, acreditam nessa nova mídia? “Eles estão começando esse movimento. Eles se queimaram em 2000, com a bolha da internet, por isso estão mais cuidados”, diz o professor.

    O problema é que, segundo dados do Pointer Institute, escola de jornalismo baseada na Flórida, a maior parte do dinheiro gasto pelas agências na internet vai para as páginas de busca como Google e Yahoo! – uma distribuição desproporcional, já que as mesmas têm somente 5% de todo o tráfego na internet, mas recebem 45% desse dinheiro.

    “O mercado quer explorar qualquer mídia que surja, mas o controle do conteúdo na internet é muito complexo. Como vou me dar ao luxo de associar uma marca a uma página que nem sei quem faz?”, questiona Elenice Mori, diretora de mídia da agência publicitária Neogama BBH. Ao mesmo tempo, ela reconhece que as possibilidades comerciais dos blogs são quase infinitas.

    Só no Brasil, o serviço MSN Spaces, da Microsoft, hospeda mais de 5 milhões de páginas de blogueiros – um crescimento de 90% nos últimos 12 meses. A gerente de marketing e sistemas de comunicação da multinacional, Priscyla AIves, atribui o sucesso do serviço ao espaço disponível para armazenar fotografias nas páginas. “O usuário gosta mais de atualizar as imagens do que os textos nos blogs”, afirma.

    Outra conclusão das pesquisas da Microsoft no Brasil é que os internautas locais dão muito valor às ferramentas para controle de acesso aos blogs – um claro paradoxo, já que o objetivo principal das páginas é expor a vida pessoal para terceiros. “O Brasil tem forte apelo para produtos de relacionamento”, diz Priscyla, lembrando que o País é o segundo maior mercado mundial do Messenger, serviço de troca instantânea de mensagens, com mais de 20 milhões de usuários.

    Embora o MSN Spaces ainda não seja uma fonte de receita – está prevista a colocação de anúncios nas páginas ainda no segundo semestre do ano, os blogs já servem de outdoor para outros produtos da Microsoft. Dona da conta da empresa no Brasil, a agência McCann Erickson é autorizada a entregar a blogueiros brasileiros as versões beta (de testes) de programas. “Damos acesso às novidades, como se fosse um vazamento, para que sejam publicados comentários a respeito dos produtos. Se a informação sai às 9 horas, dez minutos depois os blogs já estão espalhando a notícia”, diz o gerente de estratégia e tecnologia da agência, Phelipe Hamoui.

    Difícil é controlar a informação, uma vez liberada na rede. “Mal fornecemos o beta da nova versão do Messenger e começou a correr o boato de que o uso do programa seria pago”, conta o publicitário. Nos EUA, a Microsoft mantém um blog que tem como uma das missões desmentir os boatos acerca da empresa no ambiente virtual.

    Outra incursão recente da McCann no mundo dos blogs foi à criação de um para acompanhar o dia-a-dia dos 120 brasileiros levados pela MasterCard para a Copa do Mundo da Alemanha. Em 29 dias, a página foi acessada mais de um milhão de vezes. “O segredo está em colocar em um blog não necessariamente os produtos, mas um conteúdo interessante e que mantenha relação com os valores da marca”, avalia Paulo Sanna, diretor da agência.

    Cientes dos riscos, poucas empresas brasileiras se arriscaram, até agora, a criar blogs corporativos. Uma delas é a construtora Tecnisa, que pôs no ar uma página há menos de dois meses. “O blog é uma troca de e-mails aberta para todo mundo. A empresa precisa estar pronta para encarar as criticas”, diz o diretor de marketing da construtora, Romeo Busarello.

    O executivo comemora, sobretudo, a visibilidade que a iniciativa trouxe a Tecnisa. Um contrato com o Google faz a página ser listada a cada busca pelo termo “blog corporativo”. Com isso, embora só 1.900 pessoas tenham entrado no blog, nada menos que 3,4 milhões de internautas viram o endereço no serviço de buscas. A ação custou apenas 175 reais, fora as despesas para a criação do site.

    Autor do livro Blog Corporativo, o consultor da Deloitte Fábio Cipriani ressalva, para os interessados apenas no potencial publicitário da ferramenta, que o tiro pode sair pela culatra se a empresa não abastecer o blog com informações interessantes e abrir espaço para o diálogo. “O importante é o conteúdo, senão, a estratégia não funciona”, diz.

    Quem parece mais próximo, até agora, de dar contornos comerciais a blogsfera são as agências de marketing viral, especializadas em fazer as informações correrem pela rede na forma de boatos. Elas contratam blogueiros dedicados a “plantar” informações positivas onde for mais interessante.

    A brasileira Espalhe tem em seus quadros, além de publicitários, gente como o economista Wagner Martins, mais famoso pelo pseudônimo Mr. Manson. No fim de 2004, ele fez circular entre blogueiros a notícia de que um brasileiro havia criado uma versão pornográfica do site de relacionamentos Orkut, o Sexkut, uma rede de pessoas que praticavam sexo entre si.

    Dos blogs, o falso si te virou noticia nos grandes jornais, revistas especializadas e portais de informação, e recebeu milhares de e-mails de interessados. O know-how em boataria o levou a Espalhe, que realiza até campanhas anônimas. Gustavo Fortes, diretor de planejamento da Espalhe, conta que a agência já recrutou blogueiros para produzir conteúdo para os moblogs (páginas acessadas a partir de celulares), a pedido da Operadora Vivo. Com o empurrãozinho dos profissionais, o número de blogs móveis no ar subiu de 3 mil para 80 mil em três meses.

    Outra ação consistiu na promoção de um time de streetball – modalidade de basquete de rua – e de um blog relacionado ao tema. As aparições dos jogadores eram quase restritas aos treinos no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mas a página da internet recebia 1.500 visitantes por dia e os vídeos disponíveis no site eram copiados 10 mil vezes por semana. O objetivo da campanha era promover uma nova embalagem da Tetra Pak, a Tetra Prisma, e associá-la aos jovens que praticam esportes.

    Para o diretor da Espalhe, as estratégias de cooptar os blogueiros para ajudar nas campanhas e nem sempre revelar a real intenção das campanhas não tornam o marketing viral antiético. “Fazemos o mesmo que as assessorias de imprensa, que tentam mostrar aos jornalistas que têm algo interessante para mostrar nos veículos de comunicação”, defende.

    O jornalista Pedro Dória, um dos primeiros profissionais a serem pagos por uma empresa de comunicação para manter um blog, admite que a informação que circula na rede é altamente manipulável. Explica Dória: “As redações têm critérios definidos, uma hierarquia que faz o balanço da informação antes de publicá-la. Nos blogs não só não há esse controle como é preciso colocar muitos posts (artigos) no ar. Muito do que é colocado no ar passa por pessoas que não têm a tarimba de lidar com a informação”.

    Hoje, sete anos depois da inovação proporcionada pelo pioneiro serviço de hospedagem Xanga.com, o acesso ficou tão fácil que não há como controlar o que vai ao ar. Ao contrário do esperado, nem o inglês nem o mandarim são a língua mais difundida entre os blogs, mas sim o japonês. Os consultores acreditam que isso se deve ao alto volume de pequenos artigos gerados a partir de telefones celulares – assim os japoneses escreviam textos menores muito mais vezes.

    A blogsfera reflete tanto o que acontece ao redor do mundo quanto os interesses dos blogueiros. Alguns picos de artigos publicados (tabela à pág. 42) aconteceram durante o tsunami do Sudeste Asiático ou na época do furacão Katrina, nos EUA, mas o interesse pela ecologia fica evidente por tudo o que foi gerado com o anúncio da parceria entre a Intel e a Apple.

    O blog mais lido do mundo, da atriz chinesa Xu Jinglei, no entanto, não discute quaisquer desses assuntos. Aliás, um dos últimos artigos fala da presença da atriz australiana Nicole Kidman em um festival de cinema em Xangai. E é escrito em mandarim.

    Em um de seus artigos, publicado em novembro de 2005, Xu Jinglei explica suas motivações: “Há alguns dias uma colega criou um blog para mim e disse que eu deveria escrever alguma coisa e botar umas fotos. Ela sempre soube muito mais das coisas do que eu… e se ela disse que blogar era bom, isso quer dizer alguma coisa. Com isso reaprendi um ditado antigo: se escutar o conselho dos outros, sua cuia de arroz estará cheia.

    A cuia tem razões para ficar cheia. A China contava em 2005 com 111 milhões de usuários de internet, de acordo com a Academia de Ciências Sociais do país. Destes, 17 milhões definem-se como “blogueiros”, hospedados em 658 diferentes provedoras de espaço. Todo esse universo permitiu que Xu Jinglei atingisse a marca de 40 milhões de visitas no mês de junho. A atriz acredita que o segredo esteja na simplicidade. “Por exemplo, um dia eu simplesmente escrevi a palavra Cansada. Se não quiser escrever, eu não escrevo. Claro, meus leitores também podem ficar cansados um dia. Mas isso não vai acontecer porque algo diferente acontece todos os dias. Minha vida não é repetitiva”, disse ela ao Nanfang Daily em fevereiro deste ano. O curioso é que mesmo o artigo da palavra “cansada” atraiu mais de mil comentários.

    O americano BoingBoing, que se autodenomina “um diretório de coisas maravilhosas”, é o segundo blog mais popular na internet. Começou em 1988 como uma revista sobre temas como tecnologia, futurismo, ficção cientifica, eletrônicos e questões políticas. Transformou-se em site em 1995 e em 2000 foi relançado com um blog. Os quatro editores responsáveis passaram pela revista Wired, pioneira no tratamento mais profundo de questões tecnológicas e até hoje sucesso no mainstream. O conteúdo do dia 28 de junho, por exemplo, continha instruções de como fazer um tocador de MP3 a partir de um rádio AM de carro.

    O Engadget, também americano, é o terceiro mais lido. O foco do blog é a alta tecnologia, particularmente eletrônicos para o consumidor – a diferença é que os artigos são escritos com bom humor.

    Os outros blogs no Top 10 refletem um gosto eclético. O blog em quarto lugar, o PostSecret, é uma exposição de segredos, literalmente. Usuários mandam anonimamente pelo correio seus maiores segredos e os postais são fotografados e expostos na página. Um dos segredos, que se entende como o de um soldado no Iraque, era esse: “Não me alistei para ‘escapar’ de você. Me alistei para pagar o nosso casamento. Casa comigo?” Existem muitas outras mensagens, algumas tocantes como “foi aqui que perdi minha fé” escrita sobre uma imagem aérea do campus da Brigham Young University, em Utah, uma faculdade religiosa em um estado ultra-religioso.

    Entre os outros seis, um é sobre fotos, três são sobre política e dois sobre, tecnologia. Dos dez primeiros, exceto o da atriz Xu Jinglei, todos são americanos. O mais próximo a não ser editado nos EUA é do comediante italiano Beppe Grillo, em 15° lugar – que mesmo assim abre automaticamente em língua inglesa, com opção para o italiano.

    Para Alex Primo, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pesquisador do Laboratório de Interação Mediada por Computador, os blogs são um novo meio de comunicação que tem como principais características a interatividade e a falta de controle sobre os caminhos da informação. O grande desafio, ao menos para os estudiosos e para a indústria, está em entender como surgem os fenômenos de audiência. “É como tentar descobrir por onde começam os aplausos em um show. São processos emergentes, ainda não explicados pelas pesquisas.”

    Fonte: Carta Capital

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    Clipping :: Diário do Povo – Blog invade as empresas

    9 julho 2008

    Blog invade as empresas

    03/07/2008

    Comunicação com o cliente

    Ferramenta agiliza e torna os contatos mais humanos

    Quando surgiram, os blogs não passavam de diários pessoais publicados na internet. Com o tempo, a ferramenta tornou-se famosa por ser muito utilizada por jornalistas para manifestarem opinião. Agora, são as pequenas e médias empresas que estão descobrindo as vantagens proporcionadas por este canal de comunicação virtual.

    O consultor Fábio Cipriani, autor do livro Blog Corporativo, aponta que os empresários de menor porte são a maioria entre os usuários da ferramenta. “As pequenas e médias empresas são mais ágeis para implementar novidades e foram as grandes pioneiras na adoção dos blogs”, diz. Ele realizou um levantamento que indica que essas empresas respondem por 75% dos blogs corporativos no Brasil.

    O consultor em comportamento e desenvolvimento organizacional Paulo Lot Júnior também considera que as empresas estão aprendendo a lidar com os blogs. “Trata-se de uma maneira simples, rápida e efetiva de se comunicar com o público. É um caminho que permite o contato direto com o consumidor, sem intermediários”, afirma.

    Ele avalia que, em alguns ramos, a ferramenta é ainda mais interessante, como no caso de prestadoras de serviço. “São empresas que têm um contato cotidiano e de caráter mais pessoal com o cliente. O blog é mais pessoal que um website e é mais indicado para esses casos, por ser mais direto, fidedigno e permitir uma proximidade maior”, disse

    O próprio consultor manteve um blog por quase dois meses no ano passado. O objetivo era criar mais um canal de divulgação do trabalho, mas ele desistiu da ferramenta por causa da falta de tempo para administrá-la. “Foi uma experiência bastante interessante, mas infelizmente durou por pouco tempo. Estava com outros projetos em andamento e não tive disponibilidade para dedicar ao blog como é necessário”, conta.

    COMUNICAÇÃO. A proprietária do Clube Kraft, Eliana Iwasa, criou, há seis meses o blog da casa noturna, lançado junto com o novo website do estabelecimento. A ferramenta é basicamente utilizada para divulgar novidades e atrações do clube. “Nós estamos percebendo que nos últimos anos a comunicação é muito mais efetiva pelo meio virtual do que pelos flyers, por exemplo. Além disso, o blog permite um retorno do público por meio de comentários, o que é muito interessante para a gente”, ressalta.

    Imobiliária vai entrar na onda

    De olho nesse canal de comunicação, a imobiliária Provectum Imóveis planeja lançar no próximo mês um blog corporativo. O espaço, que contará com um funcionário exclusivamente dedicado a elaborar o conteúdo, deverá servir, principalmente, como meio de comunicação interna, voltada aos funcionários. “O blog irá dar liberdade para que eles manifestem suas opiniões, além de ser um bom veículo para divulgar atividades extra-imóveis, como os eventos beneficentes que realizamos”, promete o diretor da imobiliária, Luiz Bueno.

    MUNDO CORPORATIVO

    Pequenas e médias são maioria

    81 É a quantidade de blogs de pequenas e médias empresas no País

    27 É o número de blogs de grandes corporações no Brasil

    Autor: Renan Magalhães
    Fonte: Diário do Povo

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    Transgressão da formalidade

    28 abril 2008

    Há duas semanas vi na Revista Exame (na última página da revista) uma entrevista com Randy Tinseth, o vice-presidente de marketing da Boeing, sobre o uso do blog corporativo. A Boeing já é veterana no assunto e a entrevista, apesar de curta, traz algumas dicas e o ponto de vista de um vice-presidente sobre comentários no blog, conteúdo a ser gerado e lições aprendidas.

    Isso só me faz pensar que:

    • Ou os executivos blogueiros elogiam o desempenho dos blogs porque a mídia dá espaço e importância a isso, então explicam como o blog é bom e etc, etc, mas no fundo não estão nem ligando para a ferramenta,
    • Ou os blogs realmente trazem resultados efetivos e todo meu esforço de mostrar os benefícios dos blogs só se confirma ainda mais.

    Acredito na segunda opção.

    Sou defensor do ponto de vista que as empresas ainda são quadradas no que se refere a relacionamento com clientes. Adotei o blog como bandeira não porque é moda, mas porque é bom. Porque é a maneira mais fácil de quebrar o conservadorismo das empresas com algo moderno e conectado com a amplitude e o alcance que a internet proporciona. Blog tem espírito jovem e transgressivo porque quebra formalidades.


    Blogs, empresas e a vida como ela é

    25 março 2008

    Linkando, linkando, linkando…

    Dois destaques (um polegar pra cima e um polegar pra baixo) do relacionamento entre ser blog corporativo sério e não ser blog corporativo.

    Pra cima:

    Fabio “Camiseteria” Seixas se derretendo com o elogio de um fã blogueiro fruto da excelência no atendimento ao cliente e antes de tudo seu blog. Parabéns xará!

    Pra baixo:

    Carlos “Desinibindo” Cardoso mostrando o que nem chegou aos pés de ser um anti-exemplo de blog corporativo. E eu achando que havia encontrado mais um link para meu wiki da blogosfera corporativa nacional.


    Acredite: emprego de blogueiro corporativo está em alta e será um dos mais bem pagos

    13 dezembro 2007

    O Gil Giardelli apresentou no podcast VoIT um tema pertinente:

    Em seu comentário desta semana Gil Giardelli fala sobre Redes Sociais na Internet, que vêm mudando a maneira de como as empresas se relacionam com o mercado.

    Giardelli cita o exemplo de uma grande corporação que está há um ano procurando um profissional para gerenciar seu blog e sua rede social, sem sucesso.

    Fala ainda sobre a declaração do Secretário de Educação americano, que declarou que os 10 empregos mais bem pagos no futuro foram criados depois de 2004.

    Não entendo como a tal empresa não conseguiu ninguém. Ou está pagando mal ou não sabe ainda como funciona a blogosfera… reflitam… prefiro a segunda alternativa.


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