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Clipping :: Papel & Arte – O que é blog corporativo?

26 novembro 2008

<p class=”titulo”><strong>O que é blog corporativo?</strong>!</p>

<small>01/06/2007</small>

O recurso melhora o relacionamento com os clientes e fortalece a imagem da empresa.

É o assunto do momento. Todo mundo tem um blog ou participa de um. Essa rede de comunicação ininterrupta, que transmite e recebe mensagens na velocidade da internet, pode funcionar além disso. A proposta de Fábio Cipriani em sua obra Blog Corporativo é justamente essa: por que não aproveitar a eficiência da “blogosfera” para alavancar seus negócios e fortalecer a imagem da sua empresa? Engenheiro, pós-graduado em Economia e Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela Università degli Studi di Torino e certificado em Management e Leadership Essentials pela Harvard Business School, o autor explica nesta entrevista o conceito de Blog Corporativo e suas vantagens.
Como surgiu a idéia de escrever o livro?

Fábio Cipriani: Em meados de 2005, eu criei o serendipidade.com, meu primeiro blog para discutir assuntos relacionados a negócios, criatividade e inovação. O assunto de blogs corporativos começou a ganhar destaque no mundo todo e eu não podia deixar de mencionar isso em meu site. Esses textos acabaram abrindo caminho para que eu fosse abordado pela imprensa sobre o assunto e acabei percebendo uma demanda por esse tipo de informação. No início de 2006, decidi escrever o livro. Esperava que ele pudesse abrir uma nova perspectiva sobre a comunicação. O blog humaniza a empresa, pois as relações com o mercado são feitas por pessoas e não por departamentos. Ainda existe muita falta de informação e desentendimento por parte dos próprios executivos sobre o tema. O livro é a tentativa de quebrar esta barreira.
Muitas pessoas pensam que os blogs são destinados somente ao uso pessoal, como, por exemplo, adolescentes que os utilizam como diário. De que forma essa visão dos blogs está mudando e quando surgiu a idéia de que eles poderiam ter um apelo corporativo?

Fábio Cipriani: Não acredito que, hoje, o blog seja associado a diários pessoais, mas sim ao fenômeno que ele se tornou. O conceito “pessoal” mencionado na pergunta não se aplica, porque, aberto e acessível na internet, ele representa uma das mais primordiais necessidades humanas: a comunicação em busca de um retorno. O blog é um assunto em pauta hoje, porque ele influencia as pessoas, engaja comunidades e espalha assuntos pertinentes. O apelo corporativo foi natural a partir do momento que mais e mais pessoas entraram na onda. Inicialmente, um profissional de uma determinada empresa iniciou um blog pessoal sobre negócios. As empresas viram seus funcionários blogando e decidiram ter o seu também. O real entendimento das vantagens dessa ferramenta é um ótimo início para começar a se empolgar com a idéia.
O que as pequenas empresas podem ganhar ao fazer um blog?

Fábio Cipriani: Por que os diálogos entre uma empresa e seus clientes (quando existem) devem ser departamentalizado ou formais? Quebrar este paradigma corporativo é importante. Eu vejo isso como a principal vantagem do blog, seguido por melhoras nas vendas e fidelização de clientes. Podemos dizer que oportunidade de negócios é uma das principais razões disso, mas não é a única. Podemos obter ganhos em processos, redução de custos, motivação dos colaboradores, entre outras. No final de 2005, eu resolvi blogar sobre vassouras feitas com garrafas plásticas de refrigerantes. Graças à visibilidade em páginas de busca, como o Google ou Yahoo, o meu comentário ficou famoso e, até hoje, recebo visitas e comentários freqüentes pedindo informações sobre máquinas para construir esse tipo de vassoura. O bom posicionamento em páginas de busca acontece porque os blogs são páginas freqüentemente atualizadas e as ferramentas de busca valorizam isso.
Quais os cuidados a serem observados por quem decidir criar um blog corporativo?

Fábio Cipriani: Escolher bem o blogueiro e o assunto a ser tratado no blog, pois quanto mais específico e fascinante o assunto melhor. Para o blog crescer em popularidade, o público deve pressentir um possível retorno material, financeiro ou intelectual. Além disso, é importante ressaltar que um comentário publicado é um registro de negócios. Uma vez publicado, ele é um documento e tem valor perante o mercado, é indexado em ferramentas de busca e pode ser alvo de ações.
Que tipo de informações você aconselha?

Fábio Cipriani: Qualquer tipo de informação sobre temas que circundam a realidade em que a empresa está fixada. De forma alguma, utilize os comentários do seu blog para falar dos seus produtos de forma exagerada, transformando-o em uma vitrine. O seu produto deve se encaixar no contexto do que é discutido on-line. Se você escreve sobre origami, por exemplo, registre idéias que vão fazer com que seus leitores as espalhem mesmo que o assunto fuja um pouco do tema central.
Quem deve ser responsável pelo site?

Fábio Cipriani: Um blogueiro que tenha certa liberdade para falar bem e mal da própria empresa que representa. Isso gera credibilidade. Não estou falando de liberdade radical, mas também não precisamos ser tão quadrados a ponto de querer monitorar todos os comentários. O blogueiro é um profissional sério e, portanto, deve ter um cargo de confiança, atrelado a diversas áreas de uma companhia: comunicação, marketing, produção, financeiro, tributário, jurídico, recursos humanos, etc.
Quanto de investimento é necessário para que empresas de grande e médio porte montem seu blog corporativo?

Fábio Cipriani: Não importa o tamanho da companhia, o preço do blog varia de acordo com a popularidade. É possível fazer o blog gratuitamente ou gastar somas da ordem de R$ 5 mil por ano ou mais. O gratuito possui limitações de configuração e capacidade, além do fato de não permitir um domínio próprio. Eu possuo dois blogs, o do livro e um de negócios. Não gasto mais do que R$ 100 em cada um por ano. Alugar um serviço de hospedagem de páginas hoje em dia não é caro. Porém, mais do que a hospedagem do seu blog, existe o gasto com o blogueiro. Ele pode não ser um profissional dedicado exclusivamente a isso, mas ao menos um período de tempo diário será gasto nessa nova tarefa.
É possível mensurar o retorno deste investimento? De que forma?

Fábio Cipriani: É complicado medir um retorno sobre investimento nos moldes clássicos, porque o blog promove um tipo de resultado subjetivo: ele converte visitas em oportunidades de negócios, por meio da construção de fidelidade e bom relacionamento com clientes. É difícil relacionar as vendas com o blog e seus custos relacionados (gastos com salários de blogueiros, hospedagem de sites, instalação da aplicação, entre outros). Medir os benefícios em relação a custos ou contra riscos pode mostrar um caminho interessante para uma empresa preocupada com clientes satisfeitos (o que seguramente se transforma em mais vendas). Quão interessante é ter seus clientes satisfeitos e falando bem da sua empresa para amigos, parentes ou em blogs pessoais na internet? Isso pode acontecer com um blog criado por uma empresa ou pelo simples monitoramento da “blogosfera”.

<strong>Fonte: Papel &amp; Arte</strong>

<strong><a href=”http://www.blogcorporativo.net/midia” target=”_self”>&lt; Voltar para ‘Imprensa’</a></strong>


Case Ócio – Microsoft e usuário final conectados

1 outubro 2008

Quando foi iniciado há pouco mais de ano atrás, o Ócio tinha o objetivo de aproximar as pessoas do Office (e da Microsoft), destacar a riqueza de soluções oferecida pelo pacote de softwares e sua capacidade de customização de acordo com a criatividade do usuário, e falar com formadores de opinião. No próprio site da Microsoft tem uma página que conta um pouco sobre o conteúdo e faz o link entre o portal corporativo e o blog.

Interessado em saber o retorno que o blog deu ao longo desse primeiro ano, e para saber se a meta foi cumprida, perguntei ao pessoal da Espalhe, que mantém o blog (obrigado Ariel e Patrícia), quais métricas são usadas para mensurar os resultados. A resposta obtida foi:

O retorno é medido de duas formas: quantitativamente e qualitativamente.

Na parte quantitativa, acompanhamos visitas, downloads, PR, backlinks. Alguns números interessantes:

  • Um milhão de visitas únicas de junho de 2007 a setembro de 2008,
  • 400 mil downloads no mesmo período,
  • 4.500 visitas únicas diárias em média na semana de 24 a 30 de agosto de 2008,
  • PR 4,
  • 1º lugar na busca por ócio + download,
  • 1º lugar na busca por ócio + microsoft,
  • 1º lugar na busca por ócio + office,
  • 3º lugar na busca por ócio,
  • Vários aplicativos destacados nas homes do Superdownloads e do Baixaqui.

Na parte qualitativa, acompanhamos, avaliamos e registramos posts em blogs e no Twitter, e inserções na imprensa. No final de agosto 2008, o Ócio 2007 tinha sido mencionado, de forma totalmente espontânea, em:

  • 218 posts (positivos ou neutros),
  • 138 reportagens e notas (positivas e neutras),
  • Inserções negativas não são registradas.

Saímos nos maiores e mais influentes blogs do país, como:

  • Meio Bit,
  • Tiago Dória,
  • HiTech Live,
  • Boombust,
  • Magaiver.

É bacana notar também que o Ócio consegue penetrar em blogs de assuntos variados, como o Ligado em Série e o Petiscos.

Em relação à imprensa, já estivemos em todos os principais veículos do país – nas versões impressas e online. E estamos sempre voltando, tanto em cadernos de tecnologia como em editorias “civis”.

Fica registrado o sucesso da iniciativa e as boas dicas de métricas aos leitores. Puxando sardinha para meu livro, se o leitor quiser transformar os números acima em $$$ e encontrar o retorno sobre investimento do blog, eu sugiro a leitura do capítulo 4 da 2a edição do Blog Corporativo.

Parabéns a todos, Microsoft, Espalhe e equipe envolvida na iniciativa.


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