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Clipping :: CIO – Projetos de colaboração: as barreiras que separam teoria e realidade

24 janeiro 2010

Projetos de colaboração: as barreiras que separam teoria e realidade

25/05/2009

As promessas de baixo custo e retorno rápido dos projetos de web 2.0 colocam esse tipo de iniciativa entre as prioridades dos gestores de tecnologia, que também podem utilizá-las como forma de mostrar que estão atuando de acordo com a estratégia global do negócio

Conhecidas e acessadas por cerca de 20,6 milhões de usuários finais brasileiros mensalmente, segundo levantamento realizado pelo IBOPE/NetRatings, as redes sociais deixaram o status de promessa para virar uma realidade. Até mesmo no mundo corporativo, os recursos de colaboração provenientes das ferramentas de web 2.0 já são encarados como essenciais e, por conta disso, entraram na pauta dos projetos de muitas empresas nos últimos anos.

Um estudo divulgado pela McKinsey mostra que as organizações ainda estão divididas em relação à gestão das ferramentas de colaboração. No levantamento, que ouviu cerca de 1,9 mil executivos da área de tecnologia de grandes empresas que já implementaram redes sociais, 21% deles estão tão satisfeitos com os resultados obtidos e que planejam aumentar os investimentos na web 2.0. Por outro lado, 22% dos entrevistados confessaram que ainda não venceram os desafios impostos por essas soluções.

Da experiência de quem conduziu um projeto de colaboração, Fabrício Saad, superintendente da área de CRM da SulAmérica – seguradora brasileira ligada ao grupo ING –, afirma que esse tipo de iniciativa tem os mesmos desafios de qualquer outra inovação: a falta de parâmetros e de resultados obtidos em outras companhias.

Mesmo sem um modelo a seguir, Saad, que está subordinado à vice-presidência de TI da seguradora, idealizou a implementação das ferramentas de colaboração na época em que iniciou o projeto para um novo portal institucional da companhia, lançado em abril de 2008. Além de design diferenciado, a solução estava preparada para suportar, no futuro, redes sociais e blogs.

Seis meses depois, o executivo deu um outro passo no seu projeto de web 2.0 ao iniciar um monitoramento de todas as citações feitas à SulAmérica em meios digitais. E, a partir desses dados e de casos de sucesso, Saad apresentou o plano de transformar o portal em uma ferramenta de colaboração com usuários internos e externos para o board da companhia.

“O corpo diretivo da SulAmérica acredita muito na área de CRM e comprou nossa ideia imediatamente”, conta o superintentende. “Sem esse suporte não seria possível tocar o projeto com a rapidez e a eficiência que conseguimos”, considera o executivo.

Após desenvolver uma plataforma própria para suportar as ferramentas colaborativas, em dezembro do ano passado, a seguradora colocou no ar o SulAmérica.comvocê. Voltado a clientes – atuais e potenciais – da companhia, o portal conta com jogos, aplicativos, chats com especialistas e uma área de perguntas. “Para respondê-las com agilidade, criamos uma ferramenta de gestão que identifica o tema de cada texto postado e já o encaminha ao responsável”, explica Saad, ao afirmar que uma das preocupações foi em adaptar os processos à web 2.0.

Atualmente, o portal interativo já contabiliza aproximadamente 70 mil usuários únicos. No entanto, o superintendente ressalta que, desse total, 40 mil pessoas que acessam o ambiente não são clientes ainda da seguradora. “O que nos dá um escopo muito grande para prospectar novos consumidores”, sinaliza o superintendente.

Ainda segundo ele, no caso do SulAmérica.comvocê a conversão de potenciais clientes em contratos assinados é cinco vezes maior do que a obtida por outros meios de relacionamento com os usuários, como telefone, e-mail e malas diretas.

Para Norberto Tomasini, gerente sênior de TI da consultoria PriceWaterhouseCoopers no Brasil, os baixos investimentos e os resultados em curto prazo para o negócio transformam os projetos de portais colaborativos em um filão interessante a ser explorado pelos CIOs.

“O gestor tem a chance de não ser mais enxergado como um executivo de TI e, sim, como um profissional com capacidades que extrapolam as fronteiras do seu departamento”, sinaliza Tomasini, afirmando ainda que ao liderar uma iniciativa de web 2.0, o executivo passa a ser encarado como alguém inovador.

Na prática, contudo, muitos projetos de colaboração acabam engavetados por um pequeno detalhe: a dificuldade de aprová-los no board da companhia. A dica do consultor da PriceWaterhouseCoopers para ultrapassar essa barreira é que o CIO tenha resultados que justifiquem a iniciativa para o alto comando da organização. Como? Por meio de um projeto-piloto de web 2.0, de pequeno porte e que pode ser realizados com a alocação de uma parte do orçamento da área de TI.

Dominar o assunto e conhecer muito bem as ferramentas de colaboração também representa outro requisito fundamental para que o gestor de TI convença o board da companhia a investir nos projetos. E, de acordo com Fabio Cipriani, consultor sênior da Deloitte para TMT (Tecnologia, Mídia e Telecomunicações), as áreas de tecnologia serão, cada vez mais cobradas por conhecimentos nesse novo ambiente de internet.

“Não importa quem é a área responsável pelo projeto, no momento do desenvolvimento e implementação de uma rede social, por exemplo, o CIO será chamado para dar consultoria”, alerta Cipriani, que escreveu um livro (intitulado Blog Corporativo) sobre as mudanças geradas pela interatividade no ambiente corporativo.

Ainda de acordo com o consultor da Deloitte, a maior parte dos CIOs enfrenta dificuldades para trabalhar com as ferramentas de colaboração, uma vez que elas fogem do escopo tradicional da área de tecnologia e exigem novas competências dos profissionais.

Leonardo Almeida, diretor de TI e serviços médicos do Grupo Amil – empresa brasileira que atua com convênios na área de saúde –, sentiu na pele os desafios citados por Cipriani quando decidiu implementar um portal interativo para médicos e pacientes. A iniciativa tem como intuito criar um repositório único de informações (com laudos, análises e prontuários) de cada usuário, atualizado online.

Depois de implementar o primeiro portal, em meados de 2007, Almeida percebeu uma resistência dos médicos credenciados à Amil em atualizar as informações por meio da web. O que exigiu do diretor um plano de comunicação e conscientização dos profissionais sobre os benefícios e a segurança do portal. “Investimos em treinamento”, conta o executivo. Para tanto, ele afirma que alocou os profissionais mais experientes da sua equipe para esse trabalho de ‘evangelização’.

Vencida essa barreira cultural, Almeida ressalta que hoje a Amil já colhe benefícios importantes com o projeto de colaboração. “Reduzimos os tempos levados para que médicos e pacientes solicitem resultados e tivessem acesso a documentações”, explica o diretor. “Só no Hospital das Clínicas de Niterói, graças à redução na impressão de películas para Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, conseguimos uma economia mensal de aproximadamente 22 mil reais”, acrescenta.

Se os benefícios financeiros representam o grande objetivo dos projetos de web 2.0, Ricardo Cavallini, autor do livro O Marketing Depois de Amanhã, ressalta que as corporações tendem a utilizar as ferramentas de colaboração para outros fins, como melhorar a produtividade das equipes ou, ainda, construir a imagem das empresas no mercado.

No caso da montadora General Motors, essa preocupação em conquistar a simpatia dos consumidores levou a montadora a criar, no segundo semestre de 2008, o “Carona Chevrolet”. Trata-se de um portal, voltado a estimular que pessoas localizadas em regiões próximas ou que fazem trajetos parecidos diariamente compartilhem um mesmo veículo, com o intuito de reduzir o número de carros que circulam nas cidades. Para tanto, o sistema faz um cruzamento de informações dos usuários cadastrados e sugere uma rota.

“Se pensarmos friamente, estimular a menor circulação de carros nas ruas vai contra a estratégia de uma montadora”, analisa Claudio Martins, CIO da General Motors para o Mercosul, que acrescenta: “Mas quando mostramos como essa atitude pode melhorar o mundo em que vivemos, conquistamos a admiração do público. O que deve ser revertido em aumento das vendas.”

Fonte: Revista CIO
Autora: Patricia Lisboa

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Nova pesquisa apontando os caminhos do CRM Social

2 setembro 2009

Acaba de sair mais uma edição da pesquisa da McKinsey sobre o uso de web 2.0 nas empresas: “Como as empresas estão se beneficiando com a web 2.0” (em inglês).

No ano passado ficou evidente a falta de informação sobre o tema pelas empresas. Nesse ano o uso das ferramentas para marketing se consolida ainda mais, bem como o crescimento em outras áreas ligadas ao relacionamento com clientes. E mais, as empresas mais sociais mostraram uma tendência maior de investir nessa “tecnologia social” com mais intensidade na crise em que as empresas enfrentam no momento.

Bom proveito.


6 maneiras de fazer a web 2.0 funcionar na sua empresa

18 fevereiro 2009

Artigo da McKinsey Quarterly sobre o tema mais discutido do momento nas rodas de marketeiros. Só que desta vez eles querem falar em tom corporativo e amplo.

Mas não estou linkando o artigo para que vocês apenas se beneficiem do conteúdo. Isso porque tem coisas alí que eu não concordo. Pode ser que eu esteja errado, mas eu não concordo. Se alguém quiser me dar a luz que guia o caminho dos despreparados, sou todo ouvido. Como educação – de novo aquela tecla que sempre falo aqui no blog – ele serve 100%.

Primeiro, na figura sobre as tecnologias web 2.0. Eles classificam RSS na categoria de “Criação de Metadata” – Pergunto: Como?! RSS na minha concepção é uma forma diferente de espalhar seu conteúdo, e não uma forma de metadata que adiciona informação ao conteúdo original. Estou certo? Já que estamos falando de ferramentas de web 2.0, alguém poderia me dizer o que é “Predictions Markets” e “Information Markets”?

Segundo, na frase “While they are inherently disruptive and often challenge an organization and its culture, they are not technically complex to implement. Rather, they are a relatively lightweight overlay to the existing infrastructure and do not necessarily require complex technology integration.” – Ok, condordo que você pode colocar um WordPress de pé em minutos. Mas dizer que web 2.0 é um mero “overlay” é muito 2006. Hoje em dia se fala de integrar os dados mesmo de sites terceiros como Facebook e afins para dentro de casa. Ou você vai querer mesmo manter alguém visitando manualmente as páginas de milhares de perfis para sempre?

Terceiro, as 6 maneiras soam para mim os clássicos exemplos de fatores críticos de sucesso de qualquer projeto de consultoria:

  1. Buy-in dos executivos
  2. Escutar os usuários
  3. Tem que por no processo (e até pagar por isso) senão ninguém usa
  4. E se for pagar, tenha certeza que não é só por isso que você quer que web 2.0 dê certo
  5. Acerte no time
  6. Mantenha o controle dos riscos e estabeleça planos de ação

Cadê a educação dos funcionários em termos de treinamento (awareness!!!).


Workshop PR 2.0

28 outubro 2008

Manoel Fernandes, publisher da revista BITES, me mandou um email divulgando o Workshop PR 2.0. Como é assunto de interesse de muitos leitores desse blog, repasso o recado:

Dia 11 de novembro, BITES faz o primeiro Workshop sobre como as agências de comunicação e assessores de imprensa podem utilizar a web 2.0 no seu dia-a-dia para melhorar a exposição dos clientes no mundo digital. Durante oito horas, no Centro Britânico, em São Paulo, teremos uma apresentação desse mundo por Marcelo Coutinho (Ibope Inteligência), vamos discutir cases com Edney de Souza (Interney.net), Gustavo Reis (Tecnisa) e Marco Barcellos (Cisco) e entender como colocar tudo isso na prática com Marcos de Souza Aranha (iChimps) e Alessandro Barbosa Lima (E-Life).

Mais informações aqui.


Clipping :: Revista Power Channel – Blog se for capaz

14 outubro 2008

Blog se for capaz

Executivos descobrem que essa é uma excelente ferramenta corporativa de relacionamento. Blogar ou não blogar? O dilema de Hamlet não deve ser levado em consideração pelos executivos porque ter um blog corporativo é a tendência no mundo virtual para se aproximar de clientes e colaboradores

10/2008

Mais do que um modismo, os blogs estão sendo usados pelos executivos para entender as necessidades e anseios dos seus clientes (internos e externos). O que não é tarefa das mais fáceis, mas é mandatório para que o usuário, do outro lado, acredite que tem um canal direto de relacionamento com o alto escalão.

Por meio do blog, o executivo pode responder individualmente os comentários postados e fazer a réplica quando necessário. O resultado é ter feedbacks reais e a custo quase zero, comparado ao que a contratação de uma consultoria ou implementação de um CRM para esse fim consumiria do seu budget.

De acordo com uma pesquisa da ChangeWave Research, com 2.081 CEOs, 26% dos que pretendem usar a web 2.0 acreditam que os blogs serão muito benéficos ao negócio e 21% apostam primariamente nos benefícios das redes sociais.

Nos Estados Unidos muitos executivos já aderiram ao diário virtual para fortalecer a comunicação com clientes e funcionários, entender as necessidades dos departamentos e receber colaboração de todos os níveis hierárquicos das empresas. Em muitos casos (veja quadro na página ao lado), esse canal é chamado
de o Blog do CEO, que pode ser incorporado ao site da companhia.

No país, o exemplo de blog corporativo mais conhecido é do presidente e CEO do HSBC Brasil, Emilson Alonso, que, via intranet, publica semanalmente um artigo com a sua opinião sobre o que está acontecendo de mais importante na companhia e sobre assuntos diversos. Todos os funcionários são estimulados a comentar os artigos, propor sugestões e têm suas dúvidas respondidas pelo CEO, pelos gestores e colegas
das diversas áreas, que são estimulados a não deixar ninguém sem resposta.

O blog foi lançado em abril e na primeira semana, o tema foi empregabilidade. Houve 13 mil acessos, apenas
nos centros administrativos, sem contar as agências bancárias que também têm acesso ao blog, além de 398 comentários. Além disso, houve a desmistificação da figura do CEO porque a empresa está espalhada por todo o país e é importante que os funcionários tenham uma forma de comunicação com quem, de alguma forma, personifica o banco no Brasil.

O blog também aproximou as diferentes regiões, níveis hierárquicos e áreas, inclusive os profissionais dos departamentos de operações, sistemas e tecnologia. Prova disso foi a repercussão de um projeto da área de operações que estava mapeando processos e recebeu colaborações por esse meio. Um funcionário levantou a questão no blog e recebeu muitas reclamações a respeito da quantidade de papéis que precisavam ser assinados e que depois iam para o lixo, algo que poderia ser modificado.

No entanto, para Rodrigo Prior, analista de tendências de consumo e comportamento de usuários da web, são necessários alguns cuidados antes do executivo aderir a um blog. “Dependendo do perfil do seu produto/serviço, muitas vezes uma tentativa de contato mais próximo e direto com os consumidores pode acabar tornando-se um jogo perigoso”, explica Prior.

Segundo ele, ao optar por iniciar essa empreitada é importante concentrar esforços internos na empresa e, se possível, montar uma equipe interna que se responsabilize pelas respostas junto com o CEO, para conscientizar os funcionários da importância que o blog terá na relação e construção da imagem corporativa.

As decisões relativas ao Blog deverão ser sempre tomadas em equipe. Isso evitará atitudes precipitadas que, muitas vezes, acarretam em problemas. Também é fundamental definir previamente a política de relacionamento e privacidade a ser adotada junto aos visitantes. Serão permitidos comentários? Poderão ser feitos de forma anônima?

“Dar voz aos visitantes e consumidores é importante, mas é preciso estar atento aos comentários, para realizar a devida moderação. Uma boa idéia é criar um termo de política de comentários, deixando claro aos visitantes onde termina uma opinião e começam as agressividades”, aconselha o analista.

Fábio Cipriani, autor do livro Blogs Corporativos (que teve a 2º edição lançada em setembro) e do site www.blogcorporativo.net compartilha da mesma opinião. “O blog coloca a empresa frente a frente a dois grandes desafios. Um é a intensa demanda de trabalho para criar os posts e manter o blog atualizado, respondendo comentários e monitorando a blogosfera para criar uma comunidade em torno da marca”, explica Cipriani.

O outro desafio é a exposição da empresa a diversos riscos. Entre eles, receber muitas reclamações via blog, vazamento de informações confidenciais, violação de direitos autorais e difamação de terceiros. Segundo ele, esses dois desafios são facilmente mitigáveis com um planejamento e gestão adequada, seguindo as melhores práticas de outros blogs corporativos.

Cipriani cita como exemplo do que nunca pode acontecer, o caso de John Mackey, CEO Whole Foods, que
postou, de 1999 a 2006, mais de mil comentários sobre a sua empresa em um fórum de discussão sobre investimentos do Yahoo. O problema foi que ele usou um outro nickname e se fez passar por outra pessoa, que não tinha nada a ver com a empresa que ele representava. O nickname de Mackey era um anagrama com as letras do nome da esposa.

Dentro de casa, o blog é uma tentativa de aproximar lideranças dos funcionários, por meio da abertura ao diálogo, mas nem sempre os funcionários são estimulados a participar por falta de uma comunicação clara dos objetivos. “Se a lição de casa for feita corretamente, a empresa pode ter muitos ganhos no futuro por meio do blog corporativo”, acredita Cipriani.

Autor: -
Fonte: Revista Power Channel

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E as pequenas empresas? Benefícios do blog num cenário de baixa audiência (continua…)

21 agosto 2008

Estou lendo Groundswell. O conteúdo é muito adequado para ensinar o bê-a-bá da web 2.0 para as empresas e principalmente para os executivos que querem entrar nesse mundo. Essa educação é necessária pois muitos executivos investem em redes sociais e na maioria das vezes não sabem sequer justificar o porquê desse investimento.

Mas a coisa que me incomoda é: na literatura sobre o assunto a grande maioria dos livros falam sempre das e para as grandes empresas. A pequena empresa precisa ler o conteúdo com a mente ainda mais aberta e tentar extrair o que é aplicável para ela.

A realidade é que o contexto para a pequena empresa é diferente, muitas vezes a marca é conhecida somente num bairro de uma cidade qualquer. Ela não possui uma marca conhecida como Nike, Dell ou Havaianas.

Se uma dessas marcas famosas lançam um blog, como é o caso da Fiat que lançou o blog do Linea essa semana, é muito mais provável que chovam comentários e vários leitores assinem o RSS do blog logo nos primeiros dias, mesmo se o blog for ruim. Uma pequena empresa não tem esse benefício. A “força da marca” faz a diferência na audiência inicial e no grau de interesse dos leitores.

No Blog Corporativo Wiki tem uma lista de 161 blogs de pequenas e médias empresas. A maioria é de agências de marketing e comunicação e provedores de serviços de internet e informática, o que é justificável visto que o blog é parte do ganha pão dos mesmos. Poucos são os casos que exploram seu nicho (fora da internet) e se mantém fiel a ele, e esse é o principal desafio.

No caso das pequenas e médias empresas, o nicho é bem pequeno, chegando a amigos e parentes de funcionários. A única forma de atrair mais leitores é manter posts de qualidade e que falem algo com que seus leitores e clientes se identificam (e em alguns casos o assunto pode ser raro e nem crescer tanto em número de leitores). Mesmo assim a escalada para o sucesso da iniciativa será longa e poderá frustar se o objetivo do blog for muito além da realidade. Esse é um dos principais motivos que explica porque tantos blogs dão errado: eles querem conquistar o mundo e não só o relacionamento duradouro com os clientes.

A PME pode ter o benefício de colocar o blog no ar mais facilmente e de forma menos burocrática, mas ela precisará ser ainda mais criativa e dinâmica para manter a chama acesa.

Voltarei no próximo post aos benefícios do blog na pequena e média empresa e vou tentar explorar alguns casos.


Construindo a empresa 2.0

1 agosto 2008

Comunidade

Alguém aí já leu a pesquisa que a McKinsey fez sobre o uso da web 2.0 nas empresas? Acabou de ser publicada e estou publicando o conteúdo aqui. (PDF)

Espero que todos vocês tenham a oportunidade de ler o artigo todo.

A prova viva de que ainda existe um gap no conhecimento dos executivos é evidente. E 28% das empresas pesquisadas não entendem o retorno financeiro por trás das ferramentas (a 2a. edição do Blog Corporativo vai mostrar como calcular a do Blog, mas é facilmente adaptável para outros usos).

O gráfico 4 é bastante interessante. A América Latina foi a região com o maior número de respondentes insatisfeitos com as ferramentas web 2.0. Provavelmente pela falta de incentivos que os próprios executivos envolvidos na iniciativa deixam de transmitir.

O Brasileiro gosta muito de comunidades virtais e é super ligado, mas na hora de trabalhar sério, compartilhar habilidades e contribuir para gerar alto valor, tenho visto mais exemplos negativos que positivos. Se uma empresa lança uma pesquisa interna o Brasileiro não leva a sério e participa muito pouco. O mesmo pode se entender de ferramentas de web 2.0 corporativas.


Clipping :: Computerworld – Web e novas mídias: se você ainda não está, certamente estará

21 julho 2008

Web e novas mídias: se você ainda não está, certamente estará

Empresas aprovam a realização de estratégias de marketing ousadas em redes sociais, sites de vídeo e mundos virtuais.

05/11/2007

Empresas aprovam a realização de estratégias de marketing ousadas em redes sociais, sites de vídeo e mundos virtuais.

A vida de diretores de marketing já foi mais fácil. É verdade que todos os cargos passam por transformações nesse mundo cheio de oportunidades de comunicação e consumidores se interligando em comunidades, mas nenhum outro executivo está tão cercado de novas decisões em cima das transformações causadas pela tecnologia e a internet. Já se foi o tempo das fórmulas de sucesso garantido. O lema atual é conhecer tudo, experimentar tudo e ainda cuidar para que nada saia errado.

Veja o caso do diretor de marketing da Fiat, João Batista Ciaco. Ele é um executivo em sintonia com o mundo atual. Além de gerir os investimentos comuns de publicidade no Brasil, ele tem um blog sobre semiótica e costuma direcionar as estratégias modernas de marketing da marca, como vídeos virais no YouTube, ações no mundo virtual Second Life, pesquisa sobre consumidores em redes sociais como o Orkut, entre outras tantas formas de comunicação que surgiram com a explosão da internet social nos últimos anos. Qualquer conversa sobre Web 2.0 com ele é uma aula agradável de como a tecnologia permeia nossas vidas.

Mesmo assim, ele não sabe o que fazer com duas novidades que acabam de entrar na sua agenda, o serviço de vídeo on-demand Joost e o microblog Twitter (esse último, inclusive, ele conheceu e se interessou apenas depois de comentado pela reportagem do COMPUTERWORLD).

“Há 15 anos havia uma fórmula de sucesso, bastava um comercial de um minuto no principal telejonal e uma página dupla na maior revista semanal e o retorno era garantido. Hoje, não existe equação assim e temos de conhecer todas essas novidades”, analisa.

Outro executivo que passa pelo mesmo dilema é o diretor de marketing da construtora Tecnisa, Romeo Busarello. A empresa pode se considerar decana no aproveitamento da Web 2.0 como comunicação e marketing.

O blog corporativo existe há um ano e meio, o Second Life rendeu leads de vendas, o álbum público de fotos Flickr ajuda no trabalho de corretores, a publicação de podcasts é constante, há uma sólida estratégia de busca orgânica e links patrocinados em diversos buscadores online, entre outras coisas.

Cerca de 25% do faturamento de 600 milhões de reais anuais da empresa vêm de contatos feitos pela internet. Recentemente, um empreendimento de mais de 400 unidades teve 102 vendas iniciadas em instrumentos online.

Mesmo assim, ele confessa que não há bússola que ajude com tantas novidades surgindo. “Olho para o Twitter e o Joost e sei que há algo para fazer por lá, mas ainda não temos nada planejado”, comenta.

Se o leitor sabe o que esses destacados homens de negócio enfrentam nesses dilemas diários sobre a Web 2.0, parabéns. Se não faz a menor idéia do que é essa lista de sites e serviços comentada acima, corra para conhecer. Existe um real risco de marcas e profissionais serem relegados a segundo plano se não sabem se portar no mundo das novas mídias.

Um estudo da consultoria e-Marketer mostra que o marketing nessas novidades on-line se tornará essencial para alcançar os futuros consumidores. Crianças e jovens americanos começam a gastar mais tempo e dar mais valor a sites como o Second Life.

O público entre três e 11 anos que acessa a internet pelo menos uma vez por mês já soma 41,5% dos americanos plugados. Desses, os que utilizaram mundos virtuais chegam a 24%. São 34,3 milhões de crianças e jovens que já sabem interagir em ambientes assim. A consultoria estima que em 2011 haverá 53% desse público freqüentando mundos virtuais.

A coordenadora da pesquisa, Debra Aho Williamson, alerta para a riqueza de interação que as crianças de hoje estarão fazendo nesse futuro próximo. Segundo ela, esses consumidores estão crescendo com mais habilidade do que fazer amizades e jogar on-line. Eles sabem interagir com marcas e fazem compras com naturalidade. E esse cenário tem se tornado comum em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Já existem pelo menos 40 sites no estilo do Second Life e muitos se dedicam a criar uma plataforma para que empresas aproveitem essa onda, como o ActiveWorlds e o ProtonMedia. Há inclusive softwares para construção de eventos e reuniões virtuais, como o Unisfair Virtual Event e o Qwaq.

Outro trabalho da empresa, cruzando dados de duas pesquisas, uma recente da Bridge Ratings e outra antiga da University of Massachusetts, feita há 10 anos, mostra a força do boca-a-boca na rede.

As pessoas estão deixando de confiar na opinião da mídia tradicional (jornais e revistas, principalmente) e estão acreditando mais em “estranhos que mostram ter experiência com o assunto”. Os índices de credibilidade praticamente se inverteram, passando de 8,1 para 6,1 no primeiro caso, e para 4,2 para 7,9 no segundo.

Entre esses influenciadores os mais fortes são os blogs.  Não é à toa que as empresas têm sido seduzidas por essa ferramenta.  “Eles são mais amplos, consolidados e dão um ar mais sério à estratégia”, ensina o consultor de empresas, especialista em web e autor do livro Blog Corporativo, Fabio Cipriani.

O uso desses publicadores de conteúdo é amplo. O da Tecnisa, por exemplo, começou como forma de divulgar notícias relevantes da empresa. Com o passar do tempo, se tornou um novo canal para a área de atendimento e com o a oferta pública de ações no Novo Mercado da Bovespa, no início de 2007, virou um meio de contato direto com a área de relações com o investidor.

“O blog é uma vitrine, se a empresa não tem transparência não adianta entrar nisso. E, se tem, é bom ficar preparada para lidar com a opinião contrária e responder sempre os comentários postados”, ensina Busarello.

O mundo das novas mídias é assim, cheio de oportunidades e desafios. “É preciso separar o ‘ser fácil’ do ‘ser adequado’ e pensar no valor a agregar”, ensina o consultor Fabio Cipriani. Entretanto, não se pode deixar de lado essa transformação.

“Ninguém ia imaginar que um carro seria uma plataforma de convergência há alguns anos ou que existiria o Joost e Twitter. Hoje eu preciso pensar nisso para o Punto e outros modelos”, destaca o diretor de Marketing da Fiat, João Ciaco.

O modelo Punto, recém lançado, é o primeiro resultado do projeto Blue&Me, uma parceria com a Microsoft. O carro tem Windows Mobile e é capaz de receber e-mails e ler os textos para o motorista, por meio de um software de sintetização de voz.

Há também entrada USB, conexões bluetooth com devices diversos e busca avançada no GPS. “Não dá para dormir no ponto, tudo é diferente do que há alguns anos. Quem não incorporar essas novidades na estratégia de marketing e de produtos, vai ter dificuldades”, aponta.

Autor: Gilberto Pavoni Junior
Fonte: Computerworld

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Rede social da Visa

10 julho 2008

Source: http://blog.edelman.it/Acabei de ler no blog da Edelman Itália que a Visa investiu 2 milhões de dólares em um acordo com o Facebook para criar a primeira rede social para pequenas empresas, a Visa Business Network. A idéia é que cada pequena empresa possa criar sua página e se conectar com outras empresas, sejam elas concorrentes, simbióticas ou completamente desconectadas para trocar idéias, dicas, etc.

Mas onde está o “e o que é que eu ganho com isso” que pode fazer com que a rede ganhe novos adeptos sem ser pelo boca-a-boca?

Como toda rede social que se preze, o estopim da Visa é o equivalente a 100 dólares que pode ser usado como publicidade no próprio Facebook.

Efeito da rendição das grandes empresas pela web 2.0.


Dúvidas sobre o concurso da Petrobrás

22 junho 2008

Várias pessoas escreveram nas últimas duas semanas pedindo minha opinião sobre o gabarito da prova de um concurso da Petrobrás que ocorreu no início de junho para a área de comunicação (Relações Públicas, Jornalistas e Publicidade) aplicado pela Fundação Cesgranrio.

39. Considerados como uma evolução dos diários pessoais online, os blogs corporativos seguem a tendência de incorporar à sua estrutura várias ferramentas de colaboração características da web 2.0, tais como podcasts e feeds. Nesse sentido, o uso de um blog corporativo como ferramenta de comunicação on-line tem como objetivo

(A) criar um espaço formal para apresentações institucionais.
(B) diminuir o investimento no processo tradicional de distribuição de conteúdo.
(C) manter-se alinhado à nova tendência da presença corporativa no mundo digital e colaborativo.
(D) estreitar e incentivar uma melhor experiência de relacionamento com o público interno.
(E) monitorar estatisticamente os acessos e o perfil do usuário on-line.

Quem me escreveu dizia que escolheu a alternativa D como correta, mas o gabarito apresentou a alternativa C como resposta certa. Já respondi a todos eles, mas estou publicando a questão aqui por ser de interesse de todos.

Vamos reescrever a pergunta só por curiosidade: Sabendo que o blog corporativo é uma evolução do blog comum e, assim como no blog comum, ele também utiliza várias ferramentas de web 2.0, qual o objetivo do seu uso como ferramenta de comunicação online?

A resposta C está correta.

A resposta D também está correta.

Agora, se a intenção é obter a resposta mais correta, eu diria que a C é a mais correta pois, apesar de fraca, é verdade. A D soa muito mais correta, mas está incompleta porque o alvo é também o público externo.

Pelo teor das possíveis respostas, eu tenho a impressão que o examinador não queria aplicar uma pegadinha. Tenho a impressão que ele nem sabia que o blog poderia ser usado para o público interno também. Eu acho que se trata daquilo que mais temos no mundo dos blogs corporativos hoje: falta de informação.

Na minha opinião, se existe a possibilidade de se anular a questão, acredito que os candidatos deveriam entrar com um recurso. Não custa tentar.


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